segunda-feira, 22 de setembro de 2014

CLÁSSICO DE VENCEDORES SÓ QUE OS DEUSES ESTAVAM, DE NOVO, AO LADO DO GALO DOIDO. (Flávio Anselmo)

Foi daqueles clássicos mineiros decididos no detalhe. Levir Culpi pagou pra ver e apostou num meio-campo com apenas um volante de marcação, apoiado na raça e versatilidade do argentino Dátalo. que fez uma partida fantástica. Apoiou e teve que correr atrás de Everton Ribeiro que, também, jogou muito. Só que a estratégia do Atlético funcionou: atacou com eficiência.
 O Cruzeiro teve maior posse de bola, mandou duas bolas na trave, obrigou Victor a praticar grandes defesas e perdeu oportunidades claras. Então chega a vez do detalhe: o artilheiro do campeonato e dos azuis, Marcelo Moreno, foi importante no esquema de abrir espaços, mas não cumpriu o papel de goleador. O menino do Galo, Carlos, tornou-se o herói do jogo com dois gols. Outro detalhe que deveria merecer atenção da Comissão Técnica cruzeirense: os gols no finalzinho dos jogos.
DESTAQUES DO GALO - No Atlético Victor teve a sorte dos grandes goleiros. Vencido, duas bolas fora à trave; ou então os atacantes adversários chutaram pra fora. Excelente atuação de Marcos Rocha, menos solto e mais marcador. A dupla de zaga deveria acender velas aos deuses. No segundo tempo,  Léo Silva e Jemerson abriram uma brecha no meio. No lance do gol de Ricardo Goulart, o talentoso Everton Ribeiro passou por ali como que passeando num parque e fez o passe pra Goulart livre, em cima da linha. A troca de Conceição por Douglas foi outro acerto de Levir Culpi. O menino fechou a porta do lado esquerdo da defesa e levou o time à frente. Eduardo também entrou no momento certo: Guilherme tava morto.
DESTAQUES NO CRUZEIRO. No Cruzeiro, Fábio não teve trabalho além de buscar a bola três vezes no fundo das redes. Maike marcou mal e bobeou no lance da vitória atleticana. Marcou a bola e se esqueceu de Carlos. Dedé no conjunto foi uma tristeza, continua afoito. Melhor na zaga Léo. Na esquerda, Egídio foi aquele buraco de sempre e violento: covardemente agrediu Luan e quebrou-lhe duas costelas. Na hora do jogo não dei pela coisa, porém vendo o teipe, claramente se nota que houve pênalti de Egídio em Luan.  O ataque do Cruzeiro estava bem, até Marcelo Pacote resolver, como sempre aos 15m, mexer. Colocou o preguiçoso Dagoberto e depois o inoperante Borges. Aliás, quase queimara minha língua: fizeram uma tabela e Dagoberto perdeu a bola da vez, seria o terceiro gol cruzeirense. 
Os melhores; Alisson e Everton Ribeiro, excelentes. Ricardo Goulart e Moreno foram bem.  O pior em campo foi o técnico Marcelo Ribeiro. No momento em que o Cruzeiro mandava, já havia empatado, ele entrou com as mudanças e o Galo equilibrou o jogo. Ali, na saída de Alisson, sentindo um desconforto muscular, era pra entrar com William. Aliás, não entendi o que pretendia ao colocar William aos 46m do segundo tempo.
A próxima rodada é mortal às pretensões do Cruzeiro que sai duas vezes. A primeira contra o desesperado Coritiba, no Couto Pereira., nesta quarta-feira; depois pega o Sport, no Recife. O São Paulo joga duas em casa.  Flamengo, nesta quarta e Fluminense, no domingo. O Galo com cristal alta e moral elevado joga em casa: na quinta-feira contra o Santos e depois contra o Vitória.

  Foto Superesportes

PREÇO DA BAGUNÇA - Os vândalos e bandidos torcedores que transformaram o domingo de clássico e de bom futebol num inferno, com gente ferida a tiro, quebra-quebra no estádio, ônibus do Galo atacado com latas de cervejas cheias, rojões atirados na arquibancada, uns nos outros, criaram um sério problema  para Atlético e Cruzeiro. A gente não cansa de avisar e os imbecis não ouvem. O STJD já tem a fita do jogo e promete ser rigoroso. E tem sido. Com certeza, os dois times mineiros serão punidos com perda de mando de campo. Parabéns seus imbecis...


  Superesportes

NO PAPEL DELE - Torcedores cruzeirenses me enviaram mensagens irados com a brincadeira do presidente Alexandre Kalil. Fazer o quê, meus bons? Ele está no papel dele de torcedor número um do time alvinegro. Claro que tem que fazer festa. O Atlético não perde pro Cruzeiro há cinco jogos.
Quando Kalil disse que "O Cruzeiro não é freguês, é cliente”,  retratava uma realidade.
Kalil disse mais numa entrevista a ESPN: " já tem muito tempo que não ganham da gente. A gente vai sempre com muita fé jogar contra eles, independente de classificação ou time. A gente gosta muito de jogar contra o Cruzeiro, ao contrário deles. Tem gente que jogou dos dois lados e diz que eles tremem mesmo, que tem medo do Atlético. Isso está provado em números. É diferente de Grêmio e Internacional, Vitória e Bahia. O Atlético tem um mundo de vitórias a mais que o Cruzeiro. É normal. Disputamos seis pontos e ganhamos os seis”.
Pra torcida celeste tirar sarro de volta com o Kalil só o ano que vem e ele já não será mais presidente do Galo.
DIREÇÃO ERRADA - Ninguém contesta que Marcelo Pacote tem feito um trabalho digno dos maiores elogios no Cruzeiro. Mas isso não o torna imune a erros. E Pacote tem errado muito, nos últimos jogos, talvez até por excesso de confiança. Melhor do que xingar o presidente do Atlético o que a torcida celeste devia fazer e cobrar de Marcelo mais treinamento do ataque, menos filigranas dos famosos e maior raça dos seus protegidos, como o caso de Dagoberto.


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