domingo, 14 de setembro de 2014

DEPOIS DE 19 JOGOS, CRUZEIRO PERDE E SÃO PAULO SE APROXIMA; AGORA SÃO APENAS 4 PONTOS ENTRE ELES.

Dedé entrou desequilibrado e desequilibrou o jogo em favor do São Paulo
 FICHA TÉCNICA: SÃO PAULO 2 X 0 CRUZEIRO
São Paulo: Rogério Ceni; Auro, Rafael Tolói, Edson Silva e Álvaro Pereira; Denílson e Souza; Ganso, Kaká, Alexandre Pato (Michel Bastos) e Alan Kardec. Técnico: Muricy Ramalho
Cruzeiro: Fábio; Mayke, Dedé (Manoel), Leo e Ceará; Lucas Silva (Dagoberto) e Nilton; Everton Ribeiro, Ricardo Goulart (Júlio Baptista) e Alisson; Marcelo Moreno. Técnico: Marcelo Oliveira
Gols: Rogério Ceni, aos 34’ do primeiro tempo; Alan Kardec aos 25’
Motivo: 21ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data: 14 de setembro, domingo, às 16h
Estádio: Morumbi
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves e José Antônio Franco Filho (RS)
Cartões amarelos: 
Dedé, Ricardo Goulart; Kaká, Alan Kardec, Álvaro Pereira.
Público: 58.627
Renda: R$ 2.485.066,00
HISTORINHAS: - Pesquei algumas pequenas análises do jogão que São Paulo e Cruzeiro fizeram no Morumbi, com a vitória são-paulina por 2 a 0, gols de Rogério Ceni, de pênalti, e Alan Kardec, um em cada tempo.
a) Foi um clássico como outro qualquer no qual a decisão vitoriosa vem de detalhes. b)No Cruzeiro, vi três detalhes negativos:
- a atuação nervosa do atrapalhado Dedé;
-a tentativa de adaptação de Ceará na lateral esquerda, onde se abriu uma avenida digna daquela existente nos tempos de Egídio;
- duas mexidas de Pacote, desnecessárias: Lucas Silva pelo preguiçoso Dagoberto;  Ricardo Goulart pela ineficiência de Júlio Baptista.
-Pra não se dizer que errou em todas, agiu certo ao trocar no intervalo Dedé, já amarelado, por Manoel. Com certeza, Dedé não terminaria o jogo. Seria expulso.
PECADOR CONFESSO : - Dedé é pra lá de sabido. Procurou logo reconhecer que teve descomunal culpa na derrota do Morumbi. Entrou em campo fora de sintonia; descontrolado, como Marcelo Pacote Oliveira já havia detectado em suas atuações anteriores e conversado longamente com ele. Aos 7m levou amarelo pela entrada descompassada em Pato. No pênalti, aos 13m quase afogou o Ganso. Dedé reconheceu que Leandro Pedro Vuaden foi complacente com ele e garantiu que ele mesmo se amarelaria . Mais: reconheceu que o lance foi capital no crescimento do adversário.  Manoel entrou tranquilo, porém falhou na marcação sobre Alan Kardec, que ele mesmo alertara antes.
EXEMPLO A SEGUIR - Murici Ramalho, quando o São Paulo vendeu seu lateral titular Douglas, apostou em vários nomes. Porém, acreditou no menino Auro, 19 anos, que trouxe do juniores. Será que no Cruzeiro não existe um lateral da mesma idade que Pacote mostre ter culhões em lançá-lo por aquele lado esquerdo complicado da defesa?
NOCIVIDADE DO LANCE - O pênalti cometido por Dedé e transformado em gol por Rogério Ceni, aos 34m do primeiro tempo, teve o peso de um desastre inesperado. Os azuis jogavam bem, já haviam criado boas chances e Ceni fizera defesas importantes.  Estou com Dedé: sua culpa aumenta na razão em que o pênalti deu combustível aos paulistas. O placar de 2 a 0, ao contrário do que afirmou Murici Ramalho não foi justo. O empate recompensaria bem a boa atuação das duas equipes. Os são-paulinos se superaram, puxados por Kaká.
FILME REPETIDO E CHATO -  Fábio reclamou e com razão. Tomou o sétimo gol de Rogério Ceni. Disse "toda vez que eu vou jogar contra o Rogério vem essa historinha. Não tenho essa vaidade. Se eu tivesse tomado oito, dez gols do Rogério e o Cruzeiro vencesse, seria o mais importante. Minha vaidade foi jogada para escanteio quando aceitei Jesus. Quem faz o gol, quem não faz, sigo trabalhando para evitar os gols. O pênalti foi mérito dele, que bate bem". Não sou Jesus, que, com devido respeito, Fábio honra, mas gostaria de dar um conselho ao excelente goleiro cruzeirense: não tente mais adivinhar o canto; em todos eles, Rogério Ceni bate forte no meio da meta. Um dia você pega...

Foto de Alexandre Guzanshe - Superesportes 
MUDAR ATAQUE NÃO DEU EM NADA: GALO FICOU NO EMPATE SEM GOLS COM O GRÊMIO NO INDEPENDÊNCIA
FICHA TÉCNICA: Atlético 0 x 0 Grêmio
Atlético -
Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Emerson Conceição; Claudinei e Leandro Donizete (André); Luan, Dátolo e Diego Tardelli; Carlos (Guilherme) - Técnico: Levir Culpi
Grêmio - Marcelo Grohe; Pará, Pedro Geromel, Rhodolfo e Zé Roberto; Ramiro, Matheus Biteco e Fellipe Bastos; Giuliano (Luan), Dudu (Fernandinho) e Barcos 

Técnico: Luiz Felipe Scolari
Motivo: 21ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data: 14 de setembro (domingo)
Estádio: Independência
Árbitro: Jailson Macedo de Freitas (BA) - horrível
Assistentes:
 Alessandro A. Rocha de Matos (BA) e Adson Márcio Lopes Leal (BA)
Cartões amarelos: Marcos Rocha (Atlético); Ramiro e Zé Roberto (Grêmio)
O Atlético passou mais um jogo, o segundo, sem marcar gols. O empate de 0 a 0 com o Grêmio no Horto, aumenta sua invencibilidade no Estádio Independência, porém não eliminou a praga do Jô, que não marca há 19 partidas. Praga caso ele tenha sido afastado compulsoriamente.Se foi por consenso, a fim de que pudesse treinar mais, e buscar refúgio num trabalho psicológico que recupere sua autoestima, abatida com problemas pessoais e familiares, não a apontar.
A responsabilidade de substituir o artilheiro em crise coube ao garoto Carlos, recém buscado nas divisões de base. A carga parece que o afetou. Há um  senão na história atual da falta de gols do time. Contra o Corinthians, no Pacaembu, e o Grêmio neste domingo, o Galo foi melhor que o adversário. Entretanto, como não há vitória a ser contada por pontos, como no boxe, o Galo desperdiçou quatro pontos jogando melhor que seus adversários.
No caso do jogo no Horto, o Galo chegou a botar uma bola nas redes do goleiro Marcelo Groche, porém antes da cabeçada fatal de Luan, o inexpressivo e incompetente árbitro baiano Jailson Macedo de Freitas apitou perigo de gol, uma inexistente falta de Léo Silva sobre Barcos, que recuara pra ajudar a defesa. Repetido várias vezes o lance mostrou que não houve nada. Ele já havia parado o lance quando Luan fez o peixinho Marcelo pulou na bola, tendo ela tocado na trave antes de ir às redes.
O Atlético soma 31 pontos, com cinco de distância da zona de classificação pra Copa Libertadores. Na oitava colocação, o time comandado por Levir Culpi enfrentará o Goiás na quinta-feira, no Serra Dourada.
FALTA DE SERVIÇO - Imagino que, talvez, motivada pelo excesso de serviço pra colocar a CBF e os campeonatos brasileiros em ordem, com tanta arbitragem ruim, casos de irregularidades de jogadores no STJD, foi que a entidade mater. (céus, que coisa horrorosa!), do nosso futebol decidiu na última quarta-feira estabelecer que apenas 22 mascotinhos acompanhem os times na entrada ao gramado. Qual a razão de tão importante e inteligente decisão, quando, na realidade, deveria incentivar a entrada de dezenas de crianças. O futebol agradeceria, o que não deve fazer agora. Ainda bem, que o presidente Alexandre Kalil, quando lhe baixa o espírito de Urso Bravo, não obedece nem as ordens do Divino, ignorou solenemente a decisão da CBF e encheu o gramado com a gritaria alegre e estimulante da criançada alvinegra neste domingo.

   Foto Juarez Rodrigues - Superesportes

É DE FICAR PUTO - Você pensa assim: agora a coisa vai. Pra onde? pro buraco. Além da besteira feita no caso do jogador Eduardo que pode lhe custar alguns pontos na tabela de classificação, o América cometeu outra suprema bobagem tirada da cabeça de seus 4 mil presidentes: dispensar o treinador Moacir Júnior, que teve ótimo momento, elogiado por todo mundo, no comando do time com parcos recursos técnicos, até que a vaidade da cartolagem resolveu intervir pra não ficar fora do filme caso o Coelho voltasse á primeira divisão.  Aí fez a bobagem de contratar 31 jogadores, muitos superados, atletas em desuso, ex-jogadores em atividade e fazer uma super lotação de incompetentes no CT. O coitado do Moacir Júnior, que sei, em outros clubes, pela mesma causa, pego o boné e se mandou, como tinha a primeira chance de dirigir um clube da capital - que ele imaginava grande - engoliu o sapo.
Então o caldo entornou. E como não se consegue mandar aquela quantidade de jogadores embora, sem gastar uma boa grana, e como, também, não há nenhuma maneira inteligente de reduzir o número de presidentes do clube pra apenas um mandatário, decidiu-se mandar embora o profissional mais capaz, mais sério e mais trabalhador.
Na sua despedida, ao contrário dos arrogantes treinadores que povoam este futebol de Felipão, Dunga e outros mais,  Moacir Júnior foi simplório: "É mais fácil trocar o treinador do que uma ou outras peças. É ter tranquilidade, dar sequência à carreira e deixar meu agradecimento a vocês da imprensa, à torcida americana, à diretoria, aos atletas". Desnecessária humildade! Era melhor que mandasse todos à merda e pedisse que lhe fechassem as portas no futuro. Que fosse cuidar de sua vida num lugar mais sério.
Moacir, ainda, lembrou que do mau momento da equipe, que ainda não venceu no returno do torneio, e lamenta por ter "escorregado" nas últimas apresentações contra Vasco, Ceará e Boa Esporte. Relembra a terceira posição do turno e a chegada às semifinais do Campeonato Mineiro, quando o Coelho saiu da zona de rebaixamento, na primeira fase, e garantiu a classificação. ""Saio chateado por ser um dos únicos remanescentes do início da competição".
Pois é! Daí pra frente, orientados pelo diretor de futebol Flávio Lopes, oa cartolas encheram o clube de jogadores de medianos pra baixo e abandonaram a política de renovação que Moacir vinha fazendo.  No comando do América entre fevereiro e setembro, Moacir Júnior fez 37 partidas, com 15 vitórias, oito empates e 14 derrotas. O aproveitamento foi de 47,74%. Foram apenas seis meses, minha gente, com aproveitamento de 47%.
Qual presidente do América tem aproveitamento igual?


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