sexta-feira, 21 de novembro de 2014

CRUZEIRO DERRUBA OS PESSIMISTAS E TÁ A UMA VITÓRIA DO BI


BRASÍLIA - Foi uma rasteira bem dada no pessimismo que invadiu a cabeça dos eternos desconfiados da esmola em excesso, que deixa o santo meio cabreiro. Entre estes tá lá o filho de dona Geralda, remoendo suas goiabinhas vermelhas de Rio Casca e deixando as unhas de lado antes do jogo no Olímpico, na esquentada Porto Alegre, ter início. Estádio lotado, uns 50 mil gremistas, e num cantinho encurralado, uns mil cruzeirenses animados. O pessimismo aumentou quando o Grêmio fez 1 a 0, com Riveros, num chute rasteiro, indefensável, no canto de Fábio. E à medida que os gremistas apertavam o cerco, que Fábio se safava, que a bola batia na trave, corria a linha da meta e não tomava o rumo das redes azuis, este pessimismo graduava-se.

Eu assistia à partida, ao lado do corintiano Gustavo, casado com minha sobrinha Letícia e pai de Helena, mais meu irmão candango Fábio, atleticano Comentei , por falta de assunto, com o Gustavo que o Cruzeiro costumava voltar com outra postura no segundo tempo, principalmente quando tá perdendo. Não deu outra: de acuado o Cruzeiro empurrou o Grêmio pra trás. O time de Marcelo Pacote sofrera uma  perda por lesão – Ceará -  e estava mal escalado, com William, Maike e Lucas Silva no banco;  acabou bem escalado pela fatalidade. Primeiro, com a entrada de Maike, no lugar de Ceará e depois com Egídio na vaga de Samúdio, que, também, se lesionou.  O time melhorou na saída de bola, Everton Ribeiro teve mais apoio na armação das jogadas pelos lados. Júlio Baptista tornou-se importante no desarme e Ricardo Goulart foi jogar na área. Só dava Cruzeiro e o empate veio após uma confusão na área e a bola sobrando pra RG que, com calma, a colocou por cima do goleiro Marcelo e empatou.

O jogo esquentou como era de se esperar. Abandonei as goiabinhas e me abandonei nos braços de um conhaque turco, quente e gostoso. O Grêmio caiu na armadilha preferida do Cruzeiro. O time gaúcho soltou-se em busca do segundo gol e largou de mão a defesa. Tome contra-ataque. Num deles, após uma cobrança de escanteio do Grêmio, Maike recebeu a bola e viu a chegada de Everton Ribeiro por dentro. Passe perfeito. Uma aula de contra-ataque e o chutaço do craque, forte, no canto esquerdo do goleiro gremista. Cruzeiro 2 a 1, em pleno Olímpico. Eu esperava tudo, menos uma vitória tão graúda do Cruzeiro que agora só precisa de mais uma vitória pra chegar ao bicampeonato brasileiro. Domingo pega o Goiás no Mineirão e tem que jogar com a mesma seriedade; os goianos são cascavéis prontas pro bote. Não almejam mais nada, nem correm nenhum risco. São francos atiradores o que os torna mais perigosos. Contudo, a torcida fiel, a China Azul, aquela que acredita sempre, sem nenhum pessimismo, pode preparar a grande festa e encher sua alma de fé pra outra decisão, dia 26, contra o arquirrival pela Copa do Brasil..

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