quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

CRUZEIRO NÃO VAI SEGURAR SEUS CRAQUES DESDE QUE A PROPOSTA SEJA JUSTA


A MATÉRIA ESTÁ NO YAHOO, e foi lá que a li, porém veio do Globo esportes, autoria de Carlos Eduardo Mansur. Bem interessante! Não posso negar-me a repercuti-la nesta minha Trincheira, visto que nem todos têm Yahoo, não toleram as coisas do Reino Global e amam meu quintal esportivo. Vá degustando lá sua goiabinha vermelha, que, com certeza,ao contrário das minhas não vêm de Rio Casca, caminho da minha roça e lendo com atenção tal artigo. Porque ele merece.
" O significativo crescimento do programa de sócio-torcedor ainda não coloca o Cruzeiro no topo da pirâmide das receitas de clubes no país. Há dois anos, é mantido um elenco com folha salarial alta, mesmo diante de propostas tentadoras. O mercado do futebol, o mesmo que reconhece a competência com que o time foi formado, olha com reservas para uma conta que, aparentemente, não fecha. E especula sobre o futuro da equipe que dominou os dois últimos campeonatos brasileiros. Diante das apostam em vendas de jogadores, o presidente do Cruzeiro diz não ser "escravagista", mas que só venderá quando se vir diante de "propostas justas". No entanto, diz que o clube está pronto para repor à altura e seguir competindo no topo.
A formação do melhor time do país nos últimos anos ensina muito sobre o modelo que predomina no Brasil. E que enfrenta a incerteza diante da iminente aprovação pela Fifa, em 2015, da proibição ou, ao menos, da limitação da propriedade de direitos econômicos de jogadores por investidores. Um estudo usado na reunião do grupo técnico da entidade aponta que 85% dos jogadores de Série A do Brasil têm seus direitos fatiados.
E o campeão não foge à regra. O goleiro Fábio, o lateral Ceará, o volante Henrique e os atacantes Júlio Baptista e Borges são as exceções num elenco formado com decisiva participação de investidores: os cinco são 100% do Cruzeiro. Os demais, levando-se em conta os 21 jogadores mais usados na campanha, estão emprestados ou fatiados, seja com investidores, seja com parte dos direitos nas mãos dos próprios atletas. O clube tem, por exemplo, 45% de Dedé, contratado com ajuda de três grupos investidores; além de 60% de Éverton Ribeiro e 50% de Ricardo Goulart. Lucas Silva interessa ao Real Madrid e pode ser negociado.
ARROGÂNCIA DESMEDIDA - Este comentário a seguir não faz parte do artigo de Mansur. É meu: vejo no Alexandre Mattos um sujeito competente e bom de serviço. Porém de uma arrogância digna dos Perrela. 
Leiam  abaixo o que este poço de vaidade declarou:
"No entanto, o clube foi hábil na costura dos acordos com parceiros. Mantém a total autonomia sobre a decisão de vender ou não.
- No Cruzeiro não muda nada - diz o executivo de futebol do clube, Alexandre Mattos, sobre a possível proibição da Fifa. - Se temos acordos comerciais com parceiros é problema do Cruzeiro com os investidores". Trincheira: ô mocinho, a Receita Federal não tá incluída, não?
TRANQUILIDADE PRESIDENCIAL - O presidente do clube, Gilvan Pinho Tavares,  mostra tranquilidade.
- Há um pensamento errado de que o Cruzeiro não vende jogador. O Cruzeiro vende sim. Mas desde que seja um acordo justo. Não vou escravizar jogador porque deixaria o clube mal diante de empresários e investidores - afirma.
De fato, entre cessões de jogadores e vendas de direitos econômicos, o Cruzeiro arrecadou R$ 24 milhões no ano passado e quase R$ 30 milhões em 2014, com a negociação de Vinícius Araújo para o Valencia e de 60% do jovem zagueiro Wallace.
Ao citar abertamente os investidores, Gilvan ressalva que o Cruzeiro não se vê contra a parede, apesar da pressão natural de quem quer realizar lucro com um elenco valorizado.
- A caneta é minha. Não faço contrato que me obriga a vender. Se houver oferta por um valor X, vendemos. Por menos, não vendemos. Não temos a maior receita. Tivemos mais competência - diz. - E, se sair, já temos o olho em peças de reposição.
PAGAMENTO EM DIA - Para tanto, o clube aposta na estrutura e num hábito que virou quase exceção no país: pagar em dia.
Além de investidores, outro personagem costuma ajudar o Cruzeiro em suas operações. Dono de uma rede de supermercados mineira, Pedro Lourenço, o Pedrinho, costuma emprestar dinheiro ao clube a juros abaixo do mercado. Segundo a diretoria, ele não tem percentuais de atletas e faz empréstimos para ajudar o clube. (Trincheira: kkkk, me engana que gosto!)
Recentemente, empresários e investidores receberam ofertas de compra de uma "cesta" com percentuais de cinco jogadores do Cruzeiro por 5 milhões de euros. O presidente do clube, no entanto, negou que o Cruzeiro tenha ido ao mercado oferecer.
ESCRAVIZAR JAMAIS - O presidente do clube, Gilvan Pinho Tavares, também mostra tranquilidade.
- Há um pensamento errado de que o Cruzeiro não vende jogador. O Cruzeiro vende sim. Mas desde que seja um acordo justo. Não vou escravizar jogador porque deixaria o clube mal diante de empresários e investidores - afirma.
De fato, entre cessões de jogadores e vendas de direitos econômicos, o Cruzeiro arrecadou R$ 24 milhões no ano passado e quase R$ 30 milhões em 2014, com a negociação de Vinícius Araújo para o Valencia e de 60% do jovem zagueiro Wallace.
Ao citar abertamente os investidores, Gilvan ressalva que o Cruzeiro não se vê contra a parede, apesar da pressão natural de quem quer realizar lucro com um elenco valorizado.
- A caneta é minha. Não faço contrato que me obriga a vender. Se houver oferta por um valor X, vendemos. Por menos, não vendemos. Não temos a maior receita. Tivemos mais competência - diz. - E, se sair, já temos o olho em peças de reposição.
OITAVA MAIOR RECEITA DO PAÍS - Segundo dados da auditoria BDO, em 2013 o Cruzeiro teve apenas a oitava maior receita do país, com R$ 187 milhões, metade do que arrecadou o São Paulo. Na ocasião, o clube já apresentava o maior crescimento de arrecadação do país. Em especial, graças ao programa de sócio-torcedor, que só em 2014 acrescentou 20 mil adesões. Nas receitas de TV, o clube é apenas o sétimo colocado e tem a décima maior verba de patrocínio. Aliás, o BMG anunciou sua saída ao final deste ano.

O zagueiro Dedé teve padrinhos fortes - não jogou nada e entrou na Seleção do Brasileiro. Tá valorizado, ainda. Foto de André Araújo/AFP

Mesmo assim, teve o segundo maior crescimento de despesas com futebol entre 2012 e 2013. Ainda que fosse apenas o oitavo que mais gasta neste departamento. Em 2014, a folha de pagamento do futebol é avaliada em algo entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões, uma das maiores do Brasil. Até 2013, o futebol consumia 84% da receita total do clube. O Cruzeiro teve ainda o terceiro maior aumento de endividamento entre 2012 e 2013: de R$ 143 milhões para R$ 199 milhões.
Os números fazem o mercado estranhar decisões como recusar proposta de 9 milhões de euros do Mônaco por 60% dos direitos de Everton Ribeiro e 16 milhões de euros do Zenit por Dedé.



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