sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

LATINO RETIRA AGENDA DE SHOWS DE SEU SITE ENQUANTO É PROCURADO PELA JUSTIÇA


BOM MOÇO LATINO - Menino bom este Latino, hein? Deve ser bom marido pro monte de mulher que corre atrás das pensões não pagas e bom pai, porque se esconde dos oficiais de justiça a fim de não ser intimado a pagar o sustento dos meninos. É verdade que várias mulheres ficam prenhas desses vagabundos desqualificados,  pra terem espaços na mídia e garantia futura enquanto os filhos forem menores.  Latino (foto) deve três parcelas ao filho Matheus, de apenas dois anos, fruto do seu relacionamento com a ex-modelo Jaqueline Blandy.
Ela deve ter dinheiro pra sustentar o filho, mas Latino é obrigado, por lei, a dar-lhe pensão que nem a mãe pode recusar.  Latino se esconde, no momento, em São Paulo, onde correm outros oficiais de Justiça atrás dele pra dar-lhe voz de prisão pois não paga a pensão de sua filha caçula, em ação movida por Claucia Deneno.  O cara parou de divulgar sua agenda de shows pra não ser encontrado. No entanto, aparece em fotos de sites de escândalos de famosos, todo sorridente.  Dá procê?  


GALO TERÁ COFRE CHEIO - Daniel Nepomuceno, na moita, calado, sem xingar ninguém, sem brigar, em companhia do grande advogado Lásaro Cunha, acertou a vida financeira do Galo com o fisco de Brasília. Segundo Jarbas Lacerda, tuiteiro, o "TRF 1 acolheu integralmente os três agravos (recursos) do Atlético. A adesão ao Refis está homologada. Belíssimo trabalho do Jurídico!" Uma salva de palmas pro, também, meu advogado Doutor Lásaro., competente que nem eu. Agora só falta resolver meu caso, né Doutor, contra o INSS pra eu botar a mão na diferença da aposentadoria, nos atrasados, pra ir plantar pinho no Paraná e vender banana no Mercado Modelo da Bahia. Comendo minhas goiabinhas vermelhas lá de Rio Casca, claro!


Atenção turma que se incomoda com o sucesso alheio. Vou repetir as palavras do companheiro Acyr Antão, que apresenta a Hora do Cafezinho, entre outros programas na Rádio Itatiaia, ao receber o meu "A Copa que Vi do Sofá de Minha Casa", autografado - Você, irmão, tá com uma produção literária invejável! Parabéns. Diria Ibrahim Sued, falecido boa vida das rodas sociais e colunista de O Globo: "Sorry, periferia..."


CURINGÃO PEGA DUDU - Dudu foi um garoto da base do Cruzeiro, que surgiu como um bólido e todo mundo sabia que ele iria vingar. Tanto que Perrela o vendeu a preço de jabuticaba no pé pro futebol da Ucrânia. Dudu não gostou de lá, nem eu que sou mais bobo gostaria e disputou com sucesso o Brasileiro deste ano emprestado ao Grêmio. Os gaúchos, quebrados e comprometidos com os altos salários de Felipão e seu "Sancho Pança",  Flávio Murtosa não puderam contratar Dudu no fim do empréstimo. o Curintia tá perto de pegá-lo. Como o Cruzeiro gosta mesmo é de repatriar medalhões, o nome de Dudu nem apareceu na Toca. O Timão já tem acordo pra comprar os direitos de Dudu em 12 parcelas. Será que pagará alguma delas?

SHEIK DE VOLTA - Ainda bem que o Corinthians do Tite não tem nada contra Emerson Sheik como tinha o Coringão de Mano Meneses. Sheik , aos 36 anos, está de retorno ao Timão e cheio de marra, como sempre.Mandou avisar aos concorrentes que "o Sheik está de volta e que o bicho vai pegar". Ainda bem. Já pensou se fosse a bicha vai te pegar. Céus!



MOITA CONTINUA OCUPADA - Alexandre Mattos, que já deixou o Cruzeiro por vontade própria, agora tá nessa: não c. nem desocupa a moita. Segundo ele avisou há uns 15 dias e se manteve uns 100 na mídia, falando em deixar o cargo de diretor de futebol do Cruzeiro, já era pra estar trabalhando no Palmeiras. 

Neste vai-e-não-vai, Mattos parece agir tipo, como quinta-coluna,imiscuindo-se nos negócios celestes, em proveito maior dos paulistas, seus futuros patrões. Será que o presidente Gilvan Tavares, que ameaça substituir o dito-cujo, e acumular com a presidência, gosta tanto assim do moço tão soberbo, arrogante e mascarado. Vejam aí na foto, a feição submissa e estranho nesta pose dele, de olho em Gilvan. Cruzes!

BASTIDORES FC - O colunista de Bastidores FC, que escreve no Globoesporte.com, Martín Fernandez, pesquisou e indicou os 25 craques mais valorizados do futebol tupiniquim, atuando por essas bandas mesmo. Lideram a corrida três cruzeirenses: Everton Ribeiro, 25 anos, que custa 14,2 milhões de euros no mercado internacional. Isso na moeda do país de dona Dilma, vale R$ 47,5 milhões. Dinheiro pacas! O segundo é o volante Lucas Silva, 21 anos, liberado previamente do Real Madrid até julho de 2015 e parece que a conversa do Arsenal oferecer mais era papo furado, custa £12,4 milhões ou R$ 41,5 milhões o que, também, não deixa de ser uma pequena fortuna. Finalmente, Ricardo Goulart, artilheiro do time no Brasileiro, 23 anos, custa £9,2 milhões na moeda europeia e R$ 30,4 mi de nossas merrecas. E o Diego Tardelli, haverás de perguntar-me: está em 14º lugar. Também com 29 anos, sai mais barato. Custa na avaliação do mercado internacional £ 6,3 milhões ou seja, R$ 21,1 milhões  no cacau nosso.  Tá na hora da turma das alterosas botar mais dinheiro no bolso e buscar outros investimentos.

FODA NO MAR -  


O jovem Gabriel Medina (foto), 20 anos, fez história no surf brasileiro e internacional. Pela vez primeira,  patrício nosso consegue ganhar o título mundial deste elitizado esporte e foi na praia de Pipeline, no Havaí. Após cinco dias de angustiante espera do desempenho de seu maior adversário, o australiano Mick Fanning, este não superou a quinta fase da competição, um tipo de repescagem, derrotado por outro tupiniquim, Alejo Muniz. Diria que foi um título conquistado em dupla. Pouco importa. O que importa mesmo é que Fanning "surfodeu" e o brasileiro papou o caneco.  Ou a Taça. Ou o Golfinho de Ouro, sei lá como chama o troféu.

JORNALISMO PORRETA - E do jeito que gosto de fazer - sem amarras, sem rabo preso, ainda que preservando certas amizades dentro dos seus limites. O jornalista João Paulo Cunha era colunista do Estado de Minas, editor de Cultura do jornal.Otrodia, opinou sobre a posição dos partidos que " aderiram à agenda política que tenta inviabilizar a sequência do processo democrático", conforme ele escreveu , "em vez de fazer uma oposição responsável". Filósofo, psicólogo, pedagogo e jornalista, João Paulo tem títulos o suficiente pra saber o que escreve. Com certeza, mais que a maioria dos diretores do jornal. Trabalhei lá por 17 anos, numa época de profissionais sérios, citarei apenas um pra não cometer a injustiça da omissão, Dídimo de Paiva e sei como a coisa funciona, mesmo com o dr. Camilo Teixeira da Costa, que Deus o tenha, no comando geral. João Paulo foi educado, como convém aos pedagogos, filósofos e psicólogos. Pediu demissão por não aceitar a censura interna. Se fosse eu a escrever, bicho bravo lá do Caratinga, teria logo metido a faca no abdome deles, puxa-sacos de políticos dinossauros e reacionários, comandados por Aécio Neves, Alberto Pinto - Ah, descobri o nome do nosso eminente governador ! - e Anast-azia: querem mesmo é um terceiro turno a ser decidido num golpe de estado. De militares, visto que eles não têm coragem pra tanto! Parabéns João Paulo Cunha! O belíssimo, mas imenso, texto de João Paulo foi publicado na revista Carta Capital e enviado à esta intrépida coluna pelo jornalista Flávio Júnior, que vem a ser meu filho do meio.  Por uma questão de respeito eu o publico e peço ao meus leitores que a leiam até o fim. Merece. João Paulo Cunha tinha 18 anos de EM e não se intimidou em jogar esse tempo na lixeira, em nome da dignidade do jornalismo bem feito.
 Eis na íntegra a última coluna de João Paulo Cunha no Estado de Minas, "o grande jornal dos mineiros". Céus!


A rapaziada da redação do EM, com certeza na despedida de João Cunha. Ele deve estar no bolo. Eu só reconheci meu amigo Ivan Drummond

                     "Síndrome de Capitu"

O Brasil já tem presidente para os próximos quatro anos, o que está faltando é oposição responsável
-  João Paulo

Existem duas verdades aparentemente óbvias que, no entanto, não têm ficado suficientemente claras para muita gente: o país mudou e a eleição já acabou. A insistência em dar continuidade ao processo que elegeu Dilma Rousseff poderia ser apenas um luto mal vivido, mas tende a se tornar perversa no campo político. Por outro lado, a recusa em enxergar a nova configuração da sociedade, resultado de seguidas políticas de distribuição de renda e inclusão social, pode gerar um impulso no mínimo grotesco em suas alusões reativas e chamamentos à ditadura.
É preciso ir adiante. A oposição, certamente, saiu fortalecida do resultado eleitoral bastante parelho. Mas corre o risco de jogar fora esse crescimento quantitativo em nome de um comportamento pouco produtivo em termos políticos. Em vez de jogar com seu eleitor fiel, interpreta os votos de acordo com suas conveniências e joga para a plateia pelos meios de comunicação, sem perceber que essa falácia já mostrou ser um paradoxo invencível: tem mais brilho que consistência, mais efeito que substância, mais eco que voz.
A oposição de hoje parece viver, no campo da política, o que Bento Santiago, o Bentinho de Dom Casmurro, de Machado de Assis, viveu em seus tormentos de alma: se perde na fantasia da traição (mesmo que ela tenha sido real). Para lembrar sumariamente o enredo do romance, Bentinho se apaixona por Capitu, desde logo apresentada como portadora de “olhos de ressaca”. São jovens de classes sociais distintas. Um arranjo permite o casamento. Logo Bentinho, já pai e bem posto na vida como advogado, desconfia que está sendo traído pela mulher com o melhor amigo, em quem vê semelhança com o filho. O casal se separa, o filho morre e Bento, sozinho, leva adiante sua sina de ser casmurro e sofrer com a desconfiança até o fim da vida.

Machado de Assis, como sempre, ao falar de seus personagens, está figurando a sociedade de seu tempo. Bentinho não sofre só pela traição, mas porque não entende que o mundo mudou. Não pode aceitar que a sociedade republicana deixou para trás as amarras elitistas do Segundo Reinado e da escravidão. Bento não reconhece a mulher, a sociedade, a história. Não pode aceitar que ela tenha uma vida independente e autônoma. Tudo que ele não compreende o ameaça. Capitu não é apenas a mulher, mas tudo que perdeu em seu mundo de referências que se esvaem. Mais que sexual, a traição é histórica. Homem de outro tempo, só resta a ele tentar convencer ao leitor e a si próprio de seu destino de vítima. E soprar um melancólico saudosismo acerca dos tempos idos, que busca reconstruir em sua casa feita à semelhança do lar da meninice.

O Brasil tem uma recorrente síndrome de Capitu: tudo que a elite não tolera se torna, por meio de um discurso marcado pela força jurídica e da tradição, algo que deve ser rejeitado. Eternos maridos traídos. A tendência de empurrar a política para os tribunais é uma consequência desse descaminho. Assim, tudo que de alguma forma aponta para a mudança e ampliação de direitos é considerado ilegítimo e, em alguns momentos, quase uma afronta que precisa ser questionada e combatida. Foi assim com a visibilidade dada aos novos consumidores populares (que foram criminalizados em rolezinhos ou objeto de ironia em aeroportos), com as cotas raciais para a universidade, com a chegada de médicos estrangeiros para ocupar postos que os brasileiros, psicanaliticamente, denegaram. 

O romance de Machado de Assis tem ainda outro personagem curioso para a sociologia e psicologia do brasileiro, o agregado José Dias. Trata-se de um homem que vive às expensas da família de Bento e que, por isso, não cessa de elogiar quem o acolhe. Típico representante de certa classe média, ele é o bastião dos valores da burguesia da época, da qual só participa de esguelha. Mais burguês que os burgueses, em sua subserviência, ele gasta os superlativos e a vida a invejar e defender os “de cima”, com pânico de ser confundido com os “de baixo”. Epígonos de José Dias, hoje, são os que amam Miami, levam os filhos para ver o Pateta e participam de passeatas pedindo a volta dos militares.

Leviandade 

Mas o que a síndrome de Capitu tem a ver com a política brasileira de hoje? Em primeiro lugar, ela explica por que, em vez de armar uma oposição de verdade, os partidos derrotados tentam inviabilizar a sequência do processo democrático. Em segundo lugar, pela defesa da dupla moral, que desculpa os erros do passado por causa da dimensão dos desvios de hoje, numa reedição do estilo udenista e despolitizado de analisar a conjuntura. Tudo que pode de alguma forma macular a oposição é considerado “sórdido” e “leviano”, numa substituição da política pela moral de circunstância. A corrupção, com sua espantosa abrangência, precisa ser combatida em toda sua dimensão e arco histórico. Nenhum culpado pode ficar de fora, de empresários a políticos de todos os partidos. 
Por fim, a personagem machadiana ajuda a explicar a fixação em torno de determinados temas – no romance, é a traição, na vida política atual, é a inflação –, que são muito mais derivações que propriamente o que de fato interessa. A escolha dos ministros da área econômica mostrou como mesmo um governo popular e eleito democraticamente confirma as intuições de Machado de Assis. A excessiva submissão aos interesses rentistas pode ser um recuo estratégico. Mas é um recuo. Uma capitulação.

Economia não é uma ciência exata e, muito menos, isenta de componente ideológico. Um governo de esquerda precisa de uma política econômica de esquerda. Além do equilíbrio macroeconômico, o mais importante é apontar as estratégias de distribuição de renda e de investimento na área social. O deus Mercado não pode falar mais alto que os filhos de Deus. No complexo tecido que sustenta a governança, a presença das forças populares não pode ser colocada em segundo plano, como vem sendo até agora. A excessiva sujeição ao cálculo do apoio político está na base da grande corrupção que hoje enoja a todos. Por isso a reforma política popular se tornou a agenda prioritária da sociedade.

A oposição, por sua vez – e o senador Aécio Neves, candidato derrotado como seu nome de maior destaque –, tem uma tarefa a cumprir: dar um passo à frente no jogo político, com a grandeza que o momento requer. O que ainda está devendo.
Bentinho perdeu sua vida ao ficar preso a um passado de desconfianças que, de resto, até hoje divide as opiniões. Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia. Há, entretanto, obsessões que paralisam pelo rancor e ressentimento. Bentinho, é bom lembrar, nunca mais foi feliz. Foi ele mesmo o criador e a vítima da síndrome que o consumiu."







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