quarta-feira, 25 de março de 2015

TREINADORES DE SALÁRIOS ALTOS FIQUEM EM ALERTA: CLUBES QUEREM REDUZIR TUDO PELA METADE

FIQUEM DE OLHO, MARCELO E LEVIR






(AGÊNCIA ESTADO )  Três clubes do Rio de Janeiro seguiram exemplos de Santos e Internacional, no quesito treinadores medalhões, com salários acima de R$ 300 mil. Fluminense dispensou Cristovão Borges e contratou Ricardo Drubsky, apesar da pressão da torcida que queria Abel Braga;  . Vasco da Gama  e Botafogo, já haviam feito isso antes, contratando técnicos baratos - Doriva e Renê Simões.

NOVA LEI NA COLA - A questão está nas folhas mensais não quitadas e na nova lei prometida pelo governo federal, já apoiada pela Fifa e CBF. Clubes com salários  atrasados correm risco até de rebaixamento. A maioria tá endividada e com a medida provisória de refinanciamento dos débitos fiscais na cola. Isso exigirá boas práticas de gestão, sem desvio de dinheiro dos clubes.

PÉS NO CHÃO - Os dirigentes botam os pés no chão. Aprendem agora que precisam gastar menos e uma das primeiras providências é redução drástica nos salários dos treinadores. Aviso pra Levir Culpi e Marcelo Pacote Oliveira: salários altos só no exterior, ou melhor, no Japão e na China, ou nas Arábias. Os dias em que os técnicos recebiam salários de R$ 500 mil, R$ 600 mil e até mais parecem contados.

Doriva, do Vasco; Drubsky, do Fluminense, Simões, do Botafogo - técnicos baratos

SEM EXPERIÊNCIA - Aos 55 anos, sem experiência em clubes do eixo Rio-São Paulo, Ricardo Drubsky assinou com o Fluminense pra ganhar R$ 180 mil mensais,um valor R$ 70 mil mais barato do que pagava a Cristovão Borges.O presidente do Fluminense Peter Siemsen avisou que não contratará mais "treinadores caros".

MAIS POBRE - O tricolor carioca empobreceu após perder o patrocínio total que tinha da Unimed há mais de uma década. Segundo seu cartola, precisa agora saber como conviver com a nova realidade. Não se sabe se Fred, ídolo da torcida, continua ganhando quase um milhão de reais por mês. Segundo Siemsen, bem que ele tentou contratar outros treinador. Mas Ney Franco,  o preferido, pediu R$ 260 mil por mês e Argel Fucks teria exigido R$ 200 mil. O Flu ficou com a opção mais em conta.


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GRATIFICAÇÃO  -  Também em situação financeira delicada - o pagamento dos direitos de imagem dos atletas, por exemplo, estão atrasados -, o Santos radicalizou. Mesmo com o time invicto no Campeonato Paulista, dispensou Enderson Moreira, que ganhava R$ 180 mil mensais e havia reclamado dos atrasos de pagamento; efetivou Márcio Fernandes, funcionário do clube, com vencimentos de R$ 10 mil em carteira.
Além disso, em vez de aumentar o salário do novo treinador, optou por pagar gratificações mensais (valor não revelado). O mesmo recurso está sendo utilizado para remunerar os dois auxiliares de Fernandes, Serginho Chulapa e Edinho, igualmente assalariados do clube.

 GOLPE NO INSS - Na prática, o Santos, Fernandes e seus parceiros vão fazer um contrato de gaveta e dar o tombo no INSS. Porém verão mais dinheiro entrar nas contas deles  enquanto estiverem em seus cargos de comando do time principal. Se caírem, voltam a receber o descrito em carteira. Se o Sanmtos contratar outro treinador, eles perdem as vantagens, explicou o presidente Modesto Roma Júnior.
O Santos tentou contratar um treinador de nome. mas Dorival Junior pediu e foi irredutível na pedida de R$ 300 mil mensais e simplesmente foi preterido.

FOGÃO NA BANCARROTA - Rebaixado à Série B do Brasileiro e quase na bancarrota, o Botafogo não renovou com Vagner Mancini, que ganhava R$ 150 mil mensais, e reabilitou René Simões, que até então vinha trabalhando como comentarista de uma emissora de TV a cabo. Salário: R$ 60 mil. René não reclama. Ao contrário, encara a situação sem rodeios. "Eu não estou ganhando mal, estou ganhando muito bem. O futebol brasileiro é que estava fora da realidade", disse ao ser apresentado, o que não repercutiu bem entre os colegas de profissão.

EURICO CORTA GASTOS -  Eurico Miranda voltou a reinar no Vasco depois de alguns anos de afastamento e uma de suas primeiras decisões ao assumir, em dezembro passado, foi limitar o salário do treinador da equipe a R$ 100 mil. "O clube passa por uma situação difícil e não tem sentido pagar salários absurdos."
Decisão tomada, mandou um emissário à casa de Joel Santana - assumira o time em setembro passado em troca de um "soldo" de R$ 200 mil -, comunicar-lhe que estava demitido. Joel esperneou, disse que se sentia injustiçado pela "paga" que estava recebendo por trazer a equipe de volta à Série A, mas não adiantou. Está vendo o Vasco pela televisão.

INTER PAGA ALTO - Até mesmo o Internacional está conseguindo economizar, mas apenas um dinheirinho com o treinador. Paga entre R$ 300 mil e R$ 500 mil ao uruguaio Diego Aguirre, que ainda não superou a desconfiança da torcida e tem o trabalho questionado também pelo ganha. O treinador anterior, Abel Braga, embolsava R$ 550 mil a cada 30 dias de trabalho.

COISA DO PASSADO - O uruguaio chegou ao Inter no fim de dezembro e desde então vive na corda bamba. O presidente do clube, Vitório Píffero, garante que ele fica pelo menos até o fim do ano. Mas, se mudar de ideia de uma coisa já avisou que não abrirá mão: pagar salário considerado realista ao treinador que vier. Salários milionários entende, são parte do passado.

  

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