segunda-feira, 20 de abril de 2015

PRATTO PÕE GALO NA FINAL E MOSTRA DIFERENÇA ATUAL SOBRE CRUZEIRO – TALENTO, INTELIGÊNCIA E RAÇA... ALÉM DE VERGONHA NA CARA...



 

CARATINGA – O meu atual ciclo de uns 15 dias na República Independente do São João. Curti dia 07 o aniversário de minha filha Juliana. Dia 14, da netinha caçula das seis que tenho, Stela, que fez dois aninhos e dia 20, de Luaninha, outra neta maravilhosa. Ainda por aqui vivi o clima do centenário da saudosa Tia Isolina e dia 21, os 115 anos de nascimento do Sodico.


COMO VI O CLÁSSICO -Em compensação pude comprovar uma coisa que tenho escrito aqui nesta Trincheira há tempos. O time do Galo é melhor que o do Cruzeiro e por isso está invicto diante dele há vários jogos. Tem de sobra o que falta ao Cruzeiro: raça, talento, inteligência e vergonha na cara. Me desculpem, mas a apatia dos celestes no clássico não serve, sozinha, como a maior justificativa da virada de domingo e da classificação do Galo, junto da Caldense, à final do Campeonato Mineiro.


GOL DE ARRASCAETA - Nem quando fez 1 a 0 com Arrascaeta, depois da falha do goleirão Victor, o Cruzeiro passou confiança de que tinha o jogo sob domínio. A demonstração de covardia do técnico Marcelo Oliveira ao trocar Maike pelo insosso Fabiano, escalação inicial justificando que era pra aumentar a altura da defesa, mostrou-se nula durante o jogo. Por aquele setor Carlos e Douglas Santos. Na área, nas bolas aéreas, Léo e Paulo André perdiam todas, por cima e por baixo. Só Pacote não vê que precisa trocar esta dupla desarrumada.


TALENTO DE GUILHERME - A coisa piorou no intervalo quando o Atlético colocou seu pé de coelho na partida, o atacante Guilherme. Era o que faltava pra completar o argentino Lucas Pratto, que desnorteava a dupla Léo e Paulo André. Não demorou muito e funcionou o talento de Guilherme. Com um belo toque, por cima da zaga celeste, colocou Pratto de frente com Fábio. Os altos zagueiros do Cruzeiro ficaram olhando pra cima, atrás da bola. Ela já estava na medida pro argentino soltar uma bomba indefensável. Talento, genialidade e raça no empate do Galo: 1 a 1.


LATERAIS RUINS - O interessante é que nessa história de lateral direito, Levir arriscou trocando escalando como surpresa, Carlos César no lugar de Patric pra cuidarem de Álisson e Fabrício. E conseguiram. E o atleticano escalado tem nível técnico abaixo do exigido. Mas sobra-lhe vontade e determinação. Carlos César deu tudo de si. Então veio o segundo erro de Marcelo. O seu lateral preferido foi expulso por  dar uma cotovelada em Carlos no meio do segundo tempo. Pacote cometeu o erro primário: tirou um atacante (Arrascaeta), que ajudava na marcação de Guilherme e entrou com o desmotivado Maike. 


DE NOVO GUILHERME - Livre, pelo lado esquerdo, Guilherme criou o segundo gol, numa  bola alta, da esquerda para a direita. Os homens altos da defesa azul nem saíram do chão. A bola passou perto da cabeça de Paulo André e encontrou Pratto, bom no alto e bom no chão, pra uma cabeçada certeira à meta de Fábio. Aliás, Fábio está mal treinado. Não ajuda a defesa nas bolas altas. Não sai mais do gol.

Mais uma vez, no Mineirão, chamada de casa do Cruzeiro, o time de azul decepcionou. Pra não cometer injustiça eu poderia afirmar que Leandro Damião pelo menos lutou, dividiu e apanhou feio. Marquinhos entrou com disposição e foi só. Arrascaeta começou bem e depois sumiu.


RAÇA DO PRATTO -No Galo, debito o gol cruzeirense a uma falha normal de Victor, que depois não cometeu nenhum deslize mais, com saídas perfeitas. Seguro o Edcarlos, nos seus limites e ótimo o Jemerson. O menino Luan, de novo, uma peça chave no esquema de Levir. Porém, que desequilibrou foi a experiência de Levir Culpi, o talento de Guilherme e a raça do argentino Lucas Pratto. Ao Cruzeiro sobrou agora a Libertadores que pra continuar terá que vencer nesta terça-feira o time de Sucre e depois torcer pra Caldense, outra finalista, ser uma zebra a decisão.

Mas que me perdoe a boa gente de Poços de Caldas, a simpática Veterana chegou aonde devia. Vai ficar bem como vice-campeã mineira.


EM TEMPO – Na telinha da Globo, Rogério Correa e Bob Faria diziam que o clássico era um dos melhores dos últimos tempos. No sofá da suíte de meu cunhado Plínio, onde assistíamos ao clássico, roendo cada um das famosas goiabinhas vermelhas de Rio Casca, nos olhamos admirados. Então falei: "Plinío, muda de canal. Acho que a gente tá vendo outro jogo."

 
 


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