quarta-feira, 8 de abril de 2015

QUE FUTEBOL QUE NADA! LI, RELI, RASPEI UMAS GOIABINHAS E ENCANTADO LI DE NOVO O TEXTO DE ZÉLIO ALVES PINTO SOBRE MEU “DIVINAS MARIAS”.

Dediquei minha quarta-feira a emocionar-me pelas palavras de um amigo conterrâneo, um respeitado artista plástico, renomado pelo exterior afora, chargista, pintor, produtor e tudo mais que uma inteligência fora do normal permite: Zélio Alves Pinto. Mais famoso do que ele, seu irmão Ziraldo, no entanto, tem auto-crítica abalizada o suficiente pra humildemente reconhecer: "o gênio lá em casa é o Zélio".

 

Poisé, sou conterrâneo dessas feras, moramos na mesma rua, a Raul Soares, de Caratinga e tive a honra de ser escolhido pelo Zélio pra ser seu amigo. Agora sou premiado por um texto que me fez chorar e emocionar o tanto possível a este coração já aberto e costurado.

 

Escreveu Zélio:

 

"Flavin: Escrevi esse textículo no meu

espaço e como lhe diz respeito, resolvi te enviar

por outra via mais confiável. Leiaí e vê se concorda.

 

HÁ ALGUM TEMPO MANDEI FAZER UMA ESTANTE PARA LIVROS no meu quarto. Pretendia deixar ali aqueles que ainda não havia lido mas que estavam na lista dos futuros. Em pouco tempo ficou abarrotada. Por anos minha Ciça reuniu coragem para desmontá-la pra rearrumá-la direitinho como il faut. Finalmente começou e botou tudo abaixo e agora à cada dia vou encontrando os livros que tanto desejei ler, mas que ficaram só na promessa.

 

Desde 1808 até Pedro Nava, de Cartas Portuguesas a "O homem que trocou sua mulher por um chapéu" e finalmente um livrinho de poesias despretensioso de um amigo conterrâneo que na verdade é um respeitado cronista esportivo em Minas, com texto de poeta. O livro se chama "Divinas Marias" escrito por Flávio Anselmo, nobre figura! Peguei no monte de livros espalhados pelo quarto aguardando a vez para retornarem à estante e comecei a reler, depois de anos. Que delícia, que poeta que meu amigo de infância construiu nele. Coisa de mineiro, poeta enrustido. Anotaí: Divinas Marias, de Flávio Anselmo. Se achar, não lhe deixe escapar. Il faut lire! GranabraçodoZélio 

 

Agora volto: e emocionado, não conseguir reter as palavras que em cascata saíam da minha vontade e caíam como pedaços de doce de leite sobre a figura de Zélio que se construía entre as linhas de sua mensagem. Escrevi assim: Amigo, ou irmãozinho Zélio. Vc não pode avaliar as batidas do meu sacudido e operado coração a quantas andam depois de ler seu texto. Estou em Caratinga na casa de minha filha Juliana, ao lado do América, no morro atrás de onde vocês moraram aqui. Se vê a cidade toda. Tem um varandão.

 

Sentei numa cadeira, com as pernas bambas, raspei uma das goiabinhas que comprei às dúzias em Rio Casca. E chorei, chorei muito, porque imaginei que Sodico e dona Geralda chorariam, também, ao ler o texto de um dos maiores artistas, múltiplo, como os Alves Pinto que eles conheceram e estimaram em Vermelho Novo. Devo merecer tal homenagem caso contrário você não a escreveria com tanta emoção e coração. Por isso tenho que pedir permissão aos seus, à Ciça, pra agradecer com alma e coração em chamas: te amo! Não preciso chegar a nenhum outro lugar, porque atingi uma parte da inteligência e da bondade de um enorme artista internacional. Este macaqueiro de Caratinga poderia querer mais o quê? Que sua bondade e sua humanidade continuem a iluminá-lo pra nossa felicidade. Abraços e beijos pra vc e Ciça. 

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