quarta-feira, 4 de novembro de 2015

COELHO, PAPÃO DO HORTO, JANTA PAYSANDU, PAPÃO DO CURUZU , NO INDEPENDÊNCIA E FICA MAIS PERTO DA SÉRIE A DO BRASILEIRO


Cara, o América esteve impossível no Horto, diante do Paysandu que mostrou ser apenas o Papão do Curuzu, mas fora de seu domicílio é mais engulivel do que rã na beira do riacho. Tomou de 3 a 1 do Coelho e tinha caixa pra mais. Foi um show dos meninos americanos,tirados da base, Marcelo Toscano, autor de dois gols, e de Richarlison, que marcou o terceiro. Para o minguado Papão do Curuzu marcou o lateral artilheiro, Iago Pikachu, no finalzinho da partida.

 Garotada americana, com Toscano no centro, deu um show no Horto

Faltam ainda quatro jogos pela frente, mas a decisão da Série de Elite será superar o Vitória na terça-feira que vem, às 19h, também no Independência. Se conseguir a chance de subir vão beirar os 100%. Num clima de contagem regressiva, o alviverde quer que os dias passem rápido e o time entre em campo novamente no seu estádio, onde apresenta quase 80% de aproveitamento na Segunda Divisão.

JULIO BAPTISTA SENTE DE NOVO

Cruzeiro voltou aos treinamentos visando o jogão de domingo contra o São Paulo, no Mineirão sabendo que Julio Baptista,(foto) de novo com incomodo na coxa direita e que Willians, que ficou fora contra o Avaí, também está ameaçado com problema no tornozelo esquerdo. Mano Menezes orientou atividade técnica com bola em dia de muitas novidades na Toca da Raposa II.
A notícia boa ficou por conta do retorno de Allano aos treinamentos. Titular com Mano Menezes desde a chegada do novo treinador, o jovem meia-atacante participou das atividades normalmente. Na última semana, ele se machucou durante um treino na Toca da Raposa II e precisou ser levado de ambulância ao hospital. Exames acabaram descartando possibilidade de fratura.
No campo ao lado do treino de Mano Menezes, profissionais de preparação física do Cruzeiro trabalharam com jogadores que deverão estar à disposição nas próximas semanas. Dedé, Willian Farias, Alisson e Joel fizeram atividade de recuperação.

MORRE TOBY, SIMBOLO DO FRACASSO DE 1982

Coitados, Toby (foto)  e Neném de Dória foram Estigmatizado como símbolos  da geração fracassada do Cruzeiro nos anos 80. O volante  Dorival Mateus da Costa, o Toby, faleceu na madrugada desta terça-feira, aos 53 anos, vítima de um infarto fulminante. A morte foi confirmada pelo site do Coritiba, clube pelo qual o meia foi campeão brasileiro em 1985. Segundo a nota, o velório será no Couto Pereira, com horário ainda a ser confirmado.
Paranaense de Uraí, Toby nasceu no dia 18 de fevereiro de 1962. Chegou ao Coritiba em 1979, indicado por um pedreiro que fazia reparos no estádio da equipe. Foi emprestado ao Cruzeiro em 1982, onde se tornou um dos símbolos do fracasso da Raposa no Brasileiro daquele ano.
A campanha celeste em 1982 acumulou o terceiro pior jejum de vitórias da Raposa. Naquele ano, o Cruzeiro ficou nove jogos sem vencer, com quatro derrotas e cinco empates. A temporada só não foi pior do que os anos de 1921/22 e 2011.
LEÃO MANDA RECADO: QUER SER EXECUTIVO DO GALO
 Sou contra Emerson Leão diretor executivo no Galo

Aos 66 anos, Emerson Leão se dedica à vida na fazenda e em intenção de se tornar executivo do futebol no futuro. Emerson Leão tem a franqueza como uma de suas características marcantes. Em entrevista ao Superesportes, o treinador, com passagens por Atlético e Cruzeiro, não perdeu a sinceridade e conversou sobre diversos assuntos, polêmicos ou não. 

Sem rodeios, Leão relembrou a primeira passagem pelo Galo, e o veto à titularidade de Taffarel, em 1997. 
Eu o tirei porque ele não estava bem preparado. Apresentei uma lista dos 20 gols que ele havia tomado, e perguntei em quais ele tinha falhado. Eram mais de 30%. Aí coloquei o Paulo César (Borges). Depois, o Taffarel se recuperou e voltou. Como treinador e ex-goleiro, eu não podia aceitar isso (muitas falhas). O Taffarel sabia disso. Ele voltou da Seleção Brasileira, com apresentação atrasada em uma semana, segundo o presidente com autorização do clube. Mas isso não era problema meu. Meu problema era dentro do gol. Ele não deixou de ser o Tafarrel, mas aprendeu uma lição”, disse.
Campeão da Conmebol e da Copa Centenário pelo Atlético, Leão ficou um ano no Galo e demorou uma década para voltar. Em 2007, ele retornou em julho e conseguiu recuperar o clube no Brasileiro. Ao fim da temporada, mais uma vez, o treinador deixou o Alvinegro para comandar o Santos. 
Com algumas coisas você se sente bem e se identifica, tanto com o seu trabalho, como com o torcedor. O Galo era feito por dificuldades. Mesmo assim, eu não posso me arrepender. Sempre tivemos conquistas ou ascensões muito grandes, com revelações”. 
Na última vez no banco de reservas atleticano, Leão viveu os primeiros passos da era Alexandre Kalil como presidente, em 2009. A conversa que teve com o ex-mandatário, quando foi assinar o contrato, é relembrada com detalhes pelo treinador. 
“O Kalil chegou para mim e disse: 'não tenho dinheiro, Leão. O seu salário não é muito e posso gastar 400 mil com o time'. Mas aí perdemos um jogo, perdemos o título e ele me disse: 'vamos parar porque não deu liga'. Ele continua meu amigo. Conversamos quando encontramos. Ele foi um presidente que elevou muito o moral do Galo”, afirmou o treinador, destacando uma “herança” deixada por ele para Kalil.
“Eu dei de presente para ele o Tardelli, que ainda descontou a dívida do Galo com o Flamengo. Ele soube evoluir e conquistar títulos. O meu relacionamento com ele (Kalil) foi ótimo, ele nunca interferiu em nada. Mas uma partida muda tudo. Recentemente, fui ao Rio de Janeiro a convite de um conselheiro ver o jogo do Galo. Conheço o novo presidente (Daniel Nepomuceno), que é uma pessoa boníssima”, completou.

Tempo curto na Toca


Se acumula trabalhos no Atlético, Leão não teve o mesmo destino no Cruzeiro. Foram apenas 13 jogos, menos de três meses no cargo em 2004.
"Você disse certo. Eu passei, não fiquei. O Cruzeiro tinha uma quantidade de jogadores que não iria dar certo comigo. Preferi chamar os irmãos (Perrella) e sair. Eles foram honrados e queriam aumentar o meu contrato por mais um ano. Mas eu não podia prejudicar o clube. Preferi ir embora”, destacou.
Questionado se o horário dos treinos foi um dos problemas com o grupo, Leão não hesitou: “Verdade. O treino era às 8h30. Você sabe que horas o trabalhador comum acorda para trabalhar? Cinco da manhã. E nós não podíamos acordar para treinar às 8h30? Os jogadores estavam acostumados com outro método, levantar 10h30 da manhã. Por isso achei melhor sair”.
Vanderlei Luxemburgo e Paulo César Gusmão, ex-auxiliar de Luxa, foram os antecessores de Leão na Toca da Raposa. “Não é problema meu quem passou antes e o que essa pessoa combinou. Todos os técnicos sabem que jogador faz “corpo mole” quando quer. Agora tem uns que aceitam e outros não. Por isso o mercado está assim. O técnico de futebol se tornou um cargo ridículo. Um campeonato ter 20 rodadas e 25 técnicos é inaceitável”.

Seleção Brasileira 

Pecuarista e apaixonado por suas terras, Emerson Leão é dono de fazendas desde a década de 1970. De camarote, o treinador assiste à derrocada da CBF, afundada em um “mar de lama” conduzido pelo ex-presidente Ricardo Teixeira, e na mira das autoridades nas gestões de José Maria Marin (preso por suspeita de corrupção) e Marco Polo Del Nero, que não sai do país por medo de seguir o mesmo caminho do antecessor.
Em 2001, Leão sentiu na pele as falhas administrativas da CBF. Depois de ser acionado para o lugar de Luxemburgo, ele ficou no cargo 10 jogos. A demissão ocorreu depois da Copa das Confederações, mas o técnico aproveitou para desfazer uma “lenda” de que ouviu a dispensa durante o voo, após a derrota para a Austrália durante torneio no Japão.
“Não foi no avião. Quem conversou comigo foi o Antônio Lopes, autorizado pelo mesmo homem que me contratou, que não era homem (Ricardo Teixeira). Acabou a Copa dos Campeões, não ganhamos, e falei que meu time era aquele para a Copa. A demissão foi na lanchonete do aeroporto, não no avião. Ele(Ricardo Teixeira) deveria estar preso. Eu não faço acordo, eu trabalho. Se eu não estiver satisfeito, eu saio. Fiquei pouco tempo e ainda bem que não tive contato com esse homem”, avaliou.
Sobre a goleada sofrida pela Seleção Brasileira diante da Alemanha, na Copa do Mundo de 2014, Leão resume: “Se você é o máximo mandatário (CBF) e não vai bem, você faz parte dessa engrenagem (culpa pela derrota). Está na cara que escolheu errado. Por isso mereceu o castigo”.

Recado --- Antes de desligar o telefone, Leão pediu para mandar um recado aos mineiros e falou sobre o que pretende para o futuro.
Avise que deixo um abraço aos amigos de BH, principalmente aos torcedores do Galo. Quem gosta de trabalhar, jamais vai falar nunca (voltar a ser técnico), ainda mais quem é apaixonado por futebol. Estou me preparando para ser diretor executivo”, finalizou.

Trincheira: A franqueza de Emerson Leão não me interessa; quem iria gostar é o Kleyton Borges, amigo dele. Prefiro saber que o Atlético manteve e manterá Eduardo Maluf como diretor remunerado enquanto ele viver. 

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