terça-feira, 17 de novembro de 2015

FUTEBOL NA LAMA, COMO VALE E SAMARCO FIZERAM O DESASTRE ECOLÓGICO DE MARIANA


Futebol brasileiro corre  tal qual rio de lama da  Samarco, da Vale  da BHT, trio maldito que engole as montanhas de Minas atrás de minério de ferro, constrói tais represas candidatas ao rompimento que causará a destruição total do que encontrar pela frente. Como esta de Mariana, que teve alguns de seus distritos destruídos e ainda viu o rio de lama cavalgar quilômetros nas costas do Rio Ypiranga, invadir  Ponte Nova e a cidade vizinha de Rio Doce. Aqui a coisa piorou, porque os rios Ypiranga e Doce se somam e se juntaram ao de lama vindo de Mariana; daí desceram o leito da bacia do outrora responsável pela sobrevivência de dezenas de cidades, até Governador Valadares, a maior delas com mais de 250 mil habitantes.

ESTRAGO INCALCULÁVEL

O estrago feito na frente é incalculável  como o que sofre o futebol brasileiro de José Maria Martins, preso pelo FBI e cumprindo pena nos EUA, e o presidente da CBF, Del Nero. Moradores de bons distritos das grandes cidades e os ribeirinhos que viviam da pesca no Rio Doce e de outros que deságuam nele a caminho do Atlântico. Para reparar os danos, o Ministério Público Estadual propôs ou fez um acordo de R$ 1 bilhão com o trio maldito, mas sobrará  dinheiro pra indenizar os pobres coitados que perderam suas casas, seus carros, seus sítios e não têm como viver agora.  E o escondido governador de Minas, Pimentel, tem feito o quê? Certamente o mesmo que a presidenta da República, Dilma, tem feito.
Aí que faço a comparação com o rasteiro futebol brasileiro. Falido pela corrupção dominante nos clubes, federações e na CBF, porque não existe uma ação enérgica do Governo, mandando a Polícia Federal investigar e apurar o que os Senadores e Deputados Federais, envolvidos no futebol desviaram para seus bolsos e tornaram os clubes distritos destruídos pelo Rio de lama, que atravessou o Atlântico, vindo da Suíça, onde se localiza a Toca dos Ladrões, a FIFA e aportou na FIFA. Como um rio consegue atravessar o mar é figurativo, saibam todos!

TRAGÉDIA EM MINAS GERAIS DEVE SECAR RIOS E CRIAR "DESERTO DE LAMA" ( Folha de São Paulo)

As toneladas de lama que vazaram no rompimento há dez dias de duas barragens da empresa Samarco em Mariana são protagonistas do maior desastre ambiental provocado pela indústria da mineração brasileira –a Samarco é empresa fruto da sociedade entre a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton.
Sessenta bilhões de litros de rejeitos de mineração de ferro –o equivalente a 24 mil piscinas olímpicas– foram despejados ao longo de mais de 500 km na bacia do rio Doce, a quinta maior do país.
Segundo ecólogos, geofísicos e gestores ambientais, pode levar décadas, ou mesmo séculos, para que os prejuízos ambientais sejam revertidos.
Destruídos pelo tsunami marrom, que deixou ao menos sete mortos e 15 desaparecidos, os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo devem se transformar em desertos de lama.
"Esse resíduo de mineração é infértil porque não tem matéria orgânica. Nada nasce ali. É como plantar na areia da praia de Copacabana", diz Maurício Ehrlich, professor de geotecnia da Coppe-UFRJ (centro de pesquisa em engenharia da Federal do Rio).
"Nada se constrói ali também porque é um material mole, que não oferece resistência. Vai virar um deserto de lama, que demorará dezenas de anos para secar", diz.
Segundo ele, a reconstituição do solo pode levar "até centenas de anos, que é a escala geológica para a formação de um novo solo".

RIO DOCE



Transformado em uma correnteza espessa de terra e areia, o rio Doce não pode ter sua água captada. O abastecimento foi suspenso, e cerca de 500 mil pessoas estão com as torneiras secas.
Especialistas que conhecem a região descrevem o cenário como "assustador".
Para Marcus Vinicius Polignano, presidente do Comitê de Bacia do rio das Velhas e professor da UFMG (Federal de Minas Gerais), um dos mais graves efeitos do despejo do rejeito nas águas é o assoreamento de rios e riachos, que ficam mais rasos e têm seus cursos alterados pelo aumento do volume de sedimentos, no caso, de lama. "É algo irreversível. Fala-se em remediação mas, no caso da lama nos rios, não existe isso. Não tem como retirá-la de lá."

MATANÇA DE PEIXES, FERIDA ABERTA

Enquanto está em suspensão no rio, a lama impede a entrada de luz solar e a oxigenação da água, além de alterar seu pH, o que sufoca peixes e outros animais aquáticos. A força da lama ainda arrastou a mata ciliar, que tem função ecológica de dar proteção ao rio.
"A perda da biodiversidade pode demorar décadas para ser reestabelecida. E isso ainda vai depender de programas montados para esse fim", diz Ricardo Coelho, ecólogo da UFMG. "Existe ainda a possibilidade de espécies endêmicas [que existem só naquela região] serem extintas."
"Há espécies animais e vegetais ali que podemos considerar extintas a partir de hoje", diz o biólogo e pesquisador André Ruschi, diretor de uma das mais antigas instituições de pesquisa ambiental no país, a Estação de Biologia Marinha Augusto Ruschi.
Ele chama a atenção para o fato de que o rompimento das barragens coincidiu com o período de reprodução de várias espécies de peixes. "É o maior desastre ambiental da história do país", avalia.
Mariana entra para a história como uma "ferida aberta", diz Polignano. "É a prova de que nossa gestão ambiental está falida."




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