segunda-feira, 2 de novembro de 2015

GALO FOI DURO NO PRIMEIRO TEMPO, MAS CORINTHIANS VENCEU O SEGUNDO TEMPO E CAMINHA PARA O TÍTULO


Pelo primeiro tempo que fez, conseguindo segurar o Corinthians com forte marcação no meio campo, também sem conseguir sair jogando face a igual marcação do adversário, o Atlético me iludiu. Ainda mais quando saiu com Dátolo pelo lado esquerdo, cruzamento forte e Pratto chegou um segundo atrasado. Este lance ocorreu aos 18m.
Dos 20m pra frente, o jogo teve momentos interessantes lá e cá e o Galo fez o goleiro Cássio trabalhar mais, justificando plenamente sua convocação pra Seleção Brasileira. Victor teve duas saídas excelentes nos pés de atacantes paulistas. Mas as emoções mais fortes todos sabiam que estavam reservadas para o segundo tempo.

LEVIR FREOU UM POUCO O ENTUSIASMO

Neste período do primeiro tempo teve o incidente desagradável, sujo  e torcedores despreparados. Começam a cuspir no técnico Tite, obrigando-o a vestir um blusão com capote. Horrorizado, Levir Culpi saiu de sua área técnica e foi ao local pra dar uma dura nos torcedores mal educados. Ato de bandidos que precisam ser afastados definitivamente dos estádios e em dia de jogos, obrigados a se apresentarem numa delegacia.

FASE DOS GOLS

Na fase final o jogo mudou completamente. O Corinthians engoliu o Galo, com tempero refinado, e o jogo foi seu. Aos 25m, Maicon fez 1 a 0, de cabeça, após receber assistência de Jadson. Aos 30m, Wagner Love recebeu uma bola curta de Jadson, driblou Léo Silva, e largou verdadeira bomba pra cima de Victor: Timão 2 a 0. Os gols foram bem distribuídos: aos 40m, nova assistência de Jadson. Cruzou da ponta direita e o garoto Lucas pegou de voleio da marca do pênalti e marcou 3 a 0. Depois foi só tocar a bola e ouvir dos 1.800 corintianos presentes no Horto gritarem com toda força: É campeão, Corinthians campeão.
O Independência recebeu público de quase 26 mil espectadores e uma renda de R$ 1.850.000,00.
Neste domingo, ainda tivemos  Fluminense 1 x 0 Vasco, no Engenhão; Santos 2 x 0 Palmeiras, na Vila Belmiro; Chapecoense 0 x 0 Atlético Furacão; São Paulo 3 x 0 Sport do Recife ; Grêmio 2 x 0 Flamengo;

DESTRUIÇÃO DA CASA

A família da dona de casa Inês de Araújo Cardoso, de 69 anos, viveu momentos de pânico neste domingo quando dezenas de torcedores do Corinthians invadiram a sua casa, na Rua Alexandre Tourinho, ao lado da Arena Independência, no Bairro Horto, Região Leste de BH, e o local se transformou em um palco de guerra quando militares do Batalhão de Choque entraram atrás e começaram a jogar bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo, destruindo portas e o banheiro.

No local havia mais de seis crianças, e uma sobrinha de Inês, grávida, precisou pular uma janela para escapar da confusão. O filho da dona de casa, o cabeleireiro Marcos Cardoso Pereira, de 37, se trancou no banheiro com mais seis torcedores e denuncia que a porta foi destruída a chutes pelos militares, que jogaram uma bomba de efeito moral dentro. O vaso sanitário foi arrancado. A banheira de um bebê foi partida ao meio. 

Pedaços do vidro da janela deixaram cortes profundo na perna de Marcos. A sobrinha dele, Tília Cardoso, de 14, conta que foi empurrada por PMs para cima do fogão e teve a perna queimada pela panela de pressão que estava no fogo. Um outro filho de Inês, Anderson Cardoso Pereira, de 39, tentou impedir a PM de entrar na casa e teve o nariz quebrado com um golpe de cacetete.

Inês conta que a confusão pouco antes do jogo começar. Ela estava com a família sentada na calçada em frente à casa e dezenas de corintianos apareceram correndo dos PMs. “Onde tinha portão aberto, os torcedores entravam e a PM entrava correndo atrás. Corri para dentro de casa com as crianças e vários torcedores entraram atrás. Só no meu quintal tinha mais de 50”, conta a dona de casa. Os PMs, segundo ela, entraram na casa gritando para os torcedores saírem. “Os policiais bateram tanto nos torcedores dentro da nossa casa que tivemos que lavar o chão depois por causa do sangue”, conta Marcos. “Foi uma cena de guerra. Era tanta fumaça branca da bomba que ninguém enxergava nada. Só vi o clarão da bomba explodindo dentro do banheiro e meu corpo arder com os estilhaços de vidro da janela”, relata o cabeleireiro. Segundo ele, os torcedores foram liberados depois pela PM.

A briga, segundo a família, começou quando corintianos insistiam em comprar ingressos para o jogo, que já haviam acabado, e foram empurrados pelos PMs. Depois, houve outra briga porque a PM só permitia descer grupos de dez torcedores dos ônibus e a demora causou revolta, pois o jogo está quase começando. A vizinha Vanda Rodrigues dos Santos, de 55, tem um bar e conta que os PMs também invadiram o local dando tiros de borracha, jogando bombas. Cadeiras do bar foram quebradas. “Quase machucaram meu netinho de apenas seis meses”, reclamou.
A briga, segundo a família, começou quando corintianos insistiam em comprar ingressos para o jogo, que já haviam acabado, e foram empurrados pelos PMs. Depois, houve outra briga porque a PM só permitia descer grupos de dez torcedores dos ônibus e a demora causou revolta, pois o jogo está quase começando. A vizinha Vanda Rodrigues dos Santos, de 55, tem um bar e conta que os PMs também invadiram o local dando tiros de borracha, jogando bombas. Cadeiras do bar foram quebradas. “Quase machucaram meu netinho de apenas seis meses”, reclamou.

O comandante do Batalhão de Choque (BPChoque), coronel Gianfranco Caiafa, informou que o caso será apurado. Ele disse ter sido informado que os militares entraram nas casas para proteger os moradores,. “Os torcedores entraram nas casas promovendo quebradeira e a PM foi para socorrer os moradores. A confusão começou porque a torcida queria furar a entrada no estádio e a Tropa de Choque usou a força e eles saíram correndo e entraram nas casas”, disse o coronel.


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