quarta-feira, 18 de novembro de 2015

SELEÇÃO VENCE PERU EM SALVADOR E LEVANTA SEU ASTRAL E A AUMENTA ARROGÃNCIA DO TÉCNICO DUNGA





A Seleção Brasileira que escoava junto com a lama do Rio Doce nesta terça-feira, no estádio Fonte Nova, levantou-se um pouco ao vencer o Peru (3 a 0) e fez bem à arrogância e ao ego do técnico Dunga. O arrogante e imbecil treinador na entrevista coletiva após o jogo alfinetou a imprensa e os críticos de seu trabalho. Pra variar, Dunga elogiou sua  evolução no comando da Seleção. Ao ser questionado sobre quais certezas levará consigo para 2016, Dunga respondeu: . “Uma das certezas que tenho é o fato de ser melhor do que ontem. Isso é um ponto positivo”. E continuou:

Todo mundo fala em mudança tática e de sistema. Cai o mundo quando se muda o time no Brasil. Aí na Europa os comentários são de que o cara estudou, que ele é fantástico. Tentei me aprimorar, tentei buscar opções e estudar como o adversário joga para tentar encaixar melhor a nossa formação com a do rival. Dessa forma, nós teríamos a supremacia na qualidade técnica, que é o ponto em que somos melhores”.

O irascível treinador  também defendeu os treinos fechados da Seleção Brasileira e reclamou da organização da atividade realizada na segunda-feira, no estádio de Pituaçu. Uma promoção para torcedores que haviam comprado ingressos para um show da cantora Ivete Sangalo obrigou Dunga a antecipar a abertura dos portões para o público acompanhar as atividades do grupo canarinho.


“Tivemos muitos problemas nesse último treino. O torcedor precisa saber disso, porque depois temos de vencer em campo. O futebol não é desorganizado, mas algumas pessoas querem que ele seja. As pessoas precisam entender que estamos aqui para representar o Brasil e temos de ter tempo para treinar com certa privacidade”, afirmou.

VERDADE DO GRAMADO

Na verdade, o jogo mostrou mais uma vez que Neymar não está na Seleção, com a responsabilidade que lhe põem nas costas. E o Brasil esteve longe de ser brilhante. Mas, com grande atuação de Douglas Costa e bom jogo coletivo, a Seleção soube se impor diante da frágil equipe do Peru. Com a vitória por 3 a 0 na Arena Fonte Nova, a equipe chegou aos sete pontos e fecha o ano na terceira colocação das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, que será na Rússia. O time agora só volta a se reunir em março, quando enfrentará Uruguai e Paraguai.
Willian aberto pela direita e Douglas Costa na esquerda deram mais profundidade ao jogo da seleção. E foi justamente em um jogada da dupla que o Brasil abriu o placar. Aos 21 minutos, Willian fez boa jogada e cruzou para o meio da área, onde estava Douglas Costa para completar para o fundo da rede. Por muito pouco o jogador do Bayern de Munique não fez o segundo aos 38. Mesmo sem ângulo, ele cobrou falta com efeito pela direita e carimbou a trave.
Centralizado, como um "falso 9", Neymar tinha liberdade e circulava por todos os setores do ataque. O problema é que, sempre acompanhado de perto por um ou dois marcadores, o craque tinha dificuldade para criar lances de perigo. Somente aos 44 minutos é que o atacante fez a sua primeira jogada de efeito, quando dominou no peito e deu uma bicicleta por cima do gol. Neymar, no entanto, estava impedido e a arbitragem anulou a jogada.
No segundo tempo, o panorama do jogo permaneceu inalterado. O Peru era praticamente inofensivo. Isolado, Guerrero era vigiado por Gil e Miranda. Quando a bola chegava a ele, rapidamente era desarmado.
No Brasil, Dunga inverteu as posições de Douglas Costa e Willian O time continuou dono do jogo e não demorou para ampliar a vantagem. Aos 12 minutos, Douglas Costa disparou pela direita e tocou para Renato Augusto, que vinha de trás, bater de primeira no canto.
A seleção puxou o freio de mão e, mesmo assim ainda fez o terceiro gol. Aos 32 minutos, Douglas Costas soltou a bomba pela esquerda. O goleiro espalmou e, no rebote, Filipe Luís fechou o placar
.
ÁRBITRO - José Buitrago (Fifa/Colômbia)
RENDA - R$ 4.186.790,00
PÚBLICO - 45.558 pagantes
LOCAL - Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)

DESASTRE ECOLÓGICO DE MARIANA

Futebol brasileiro corre  tal qual rio de lama da  Samarco, da Vale  da BHT, trio maldito que engole as montanhas de Minas atrás de minério de ferro, constrói tais represas candidatas ao rompimento que causará a destruição total do que encontrar pela frente. Como esta de Mariana, que teve alguns de seus distritos destruídos e ainda viu o rio de lama cavalgar quilômetros nas costas do Rio Ypiranga, invadir  Ponte Nova e a cidade vizinha de Rio Doce. Aqui a coisa piorou, porque os rios Ypiranga e Doce se somam e se juntaram ao de lama vindo de Mariana; daí desceram o leito da bacia do outrora responsável pela sobrevivência de dezenas de cidades, até Governador Valadares, a maior delas com mais de 250 mil habitantes.

ESTRAGO INCALCULÁVEL

O estrago feito na frente é incalculável  como o que sofre o futebol brasileiro de José Maria Martins, preso pelo FBI e cumprindo pena nos EUA, e o presidente da CBF, Del Nero. Moradores de bons distritos das grandes cidades e os ribeirinhos que viviam da pesca no Rio Doce e de outros que deságuam nele a caminho do Atlântico. Para reparar os danos, o Ministério Público Estadual propôs ou fez um acordo de R$ 1 bilhão com o trio maldito, mas sobrará  dinheiro pra indenizar os pobres coitados que perderam suas casas, seus carros, seus sítios e não têm como viver agora.  E o escondido governador de Minas, Pimentel, tem feito o quê? Certamente o mesmo que a presidenta da República, Dilma, tem feito.
Aí que faço a comparação com o rasteiro futebol brasileiro. Falido pela corrupção dominante nos clubes, federações e na CBF, porque não existe uma ação enérgica do Governo, mandando a Polícia Federal investigar e apurar o que os Senadores e Deputados Federais, envolvidos no futebol desviaram para seus bolsos e tornaram os clubes distritos destruídos pelo Rio de lama, que atravessou o Atlântico, vindo da Suíça, onde se localiza a Toca dos Ladrões, a FIFA e aportou na FIFA. Como um rio consegue atravessar o mar é figurativo, saibam todos!
TRAGÉDIA EM MINAS GERAIS DEVE SECAR RIOS E CRIAR "DESERTO DE LAMA" ( Folha de São Paulo)

As toneladas de lama que vazaram no rompimento há dez dias de duas barragens da empresa Samarco em Mariana são protagonistas do maior desastre ambiental provocado pela indústria da mineração brasileira –a Samarco é empresa fruto da sociedade entre a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton.
Sessenta bilhões de litros de rejeitos de mineração de ferro –o equivalente a 24 mil piscinas olímpicas– foram despejados ao longo de mais de 500 km na bacia do rio Doce, a quinta maior do país.
Segundo ecólogos, geofísicos e gestores ambientais, pode levar décadas, ou mesmo séculos, para que os prejuízos ambientais sejam revertidos.
Destruídos pelo tsunami marrom, que deixou ao menos sete mortos e 15 desaparecidos, os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo devem se transformar em desertos de lama.
"Esse resíduo de mineração é infértil porque não tem matéria orgânica. Nada nasce ali. É como plantar na areia da praia de Copacabana", diz Maurício Ehrlich, professor de geotecnia da Coppe-UFRJ (centro de pesquisa em engenharia da Federal do Rio).
"Nada se constrói ali também porque é um material mole, que não oferece resistência. Vai virar um deserto de lama, que demorará dezenas de anos para secar", diz.
Segundo ele, a reconstituição do solo pode levar "até centenas de anos, que é a escala geológica para a formação de um novo solo".

RIO DOCE

Transformado em uma correnteza espessa de terra e areia, o rio Doce não pode ter sua água captada. O abastecimento foi suspenso, e cerca de 500 mil pessoas estão com as torneiras secas.
Especialistas que conhecem a região descrevem o cenário como "assustador".
Para Marcus Vinicius Polignano, presidente do Comitê de Bacia do rio das Velhas e professor da UFMG (Federal de Minas Gerais), um dos mais graves efeitos do despejo do rejeito nas águas é o assoreamento de rios e riachos, que ficam mais rasos e têm seus cursos alterados pelo aumento do volume de sedimentos, no caso, de lama. "É algo irreversível. Fala-se em remediação mas, no caso da lama nos rios, não existe isso. Não tem como retirá-la de lá."

MATANÇA DE PEIXES, FERIDA ABERTA

Enquanto está em suspensão no rio, a lama impede a entrada de luz solar e a oxigenação da água, além de alterar seu pH, o que sufoca peixes e outros animais aquáticos. A força da lama ainda arrastou a mata ciliar, que tem função ecológica de dar proteção ao rio.
"A perda da biodiversidade pode demorar décadas para ser reestabelecida. E isso ainda vai depender de programas montados para esse fim", diz Ricardo Coelho, ecólogo da UFMG. "Existe ainda a possibilidade de espécies endêmicas [que existem só naquela região] serem extintas."
"Há espécies animais e vegetais ali que podemos considerar extintas a partir de hoje", diz o biólogo e pesquisador André Ruschi, diretor de uma das mais antigas instituições de pesquisa ambiental no país, a Estação de Biologia Marinha Augusto Ruschi.
Ele chama a atenção para o fato de que o rompimento das barragens coincidiu com o período de reprodução de várias espécies de peixes. "É o maior desastre ambiental da história do país", avalia.
Mariana entra para a história como uma "ferida aberta", diz Polignano. "É a prova de que nossa gestão ambiental está falida."




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Escolha a melhor forma de se identificar em Comentar como: Depois pitaque à vontade.