terça-feira, 29 de março de 2016

SELEÇÃO ÓBVIA DE DUNGA TEM OUTRA CHANCE DE REMISSÃO DOS ERROS NAS ELIMINATÓRIAS CONTRA PARAGUAI, EM ASSUNÇÃO, NESTA TERÇA-FEIRA.






 

O Brasil sobe o cadafalso da esperança nesta noite, em Assunção, sem muita chance de sobreviver ou pelo menos quebrar o pescoço e ir viver até setembro, quando volta a jogar nas eliminatórias sul americanas, num suspense de castigo, pela falta de imaginação de sua gente do futebol que nos jogou no abismo dos complicadores e da falta de respeito. Nenhuma outra Seleção da América do Sul já teme o futebol brasileiro como antes e das quatro vagas colocadas à nossa disposição pela FIFA todas estão imaginária e prematuramente ocupadas por Equador, Argentina, Uruguai e Paraguai, cabendo-nos a quinta vaga, outrora da Bolívia, pra disputar o espaço da Copa com a Oceania.

Se as Seleções não nos temem mais, nós as tememos, mesmo em jogos aqui no solo pátrio. Principalmente na sala de visita deles. O Estádio Defensores del Chaco é um curral onde estive várias vezes com os nossos times e nossas seleções bem melhores do que esta óbvia de Dunga, com defesas fracas, esquema defensivo descontrolado, mal treinada e descompassada; o meio de campo sem criatividade, apenas cercando os adversários, e o ataque desentrosado e indefinido. São setores estanques, desentrosado e egoístas, onde os homens resolvem decidir a partida por conta própria e sem sucesso.

O time óbvio de Dunga, o que é pior ou melhor?, não terá Neymar e David Luis, ambos suspensos, e a solução encontrada pelo treinador foi buscar Gabygol do Santos e o zagueiro Felipe, do Corinthians. Parece que Dunga fez convocações pra Seleção Olímpica. David Luiz foi uma avenida contra Suarez e Neymar, um soberbo egoísta querendo ganhar a disputa contra o craque uruguaio, seu companheiro no Barcelona pra subir na mídia. Decepcionou. Se repetir aquela atuação do Recife esta noite em Assunção, o Brasil perde e fica mal na classificação geral.

FOI GRAÇAS A FÁBIO QUE CRUZEIRO VENCEU O CLÁSSICO E NÃO POR CAUSA DA ARBITRAGEM

Rotulam de heróis, mocinhos e bandidos os protagonistas do último clássico. Só houve um herói, o goleiro Fábio, verdadeira muralha na meta cruzeirense, com defesas sensacionais, parou o ataque atleticano. O garoto Uilson não foi bandido no jogo, por causa de sua falha comum no gol de Rafael Silva. Isso acontece com os melhores goleiros, pegos de surpresa por um chute de longa distância. A bola quica antes, sobe, bate no peito do goleiro e volta pro meio da área, pra dar rebote ao centroavante.

Afirmar, também, que o atacante Rafael Silva foi o outro herói cruzeirense, é exagero. Foi um centroavante decisivo que estava no lugar certo e na hora certa, após o chute de longe de Elber. Rafael entrou no histórico do clássico ao imitar uma galinha após o gol.

Rafael Silva explicou a celebração. "Futebol perdeu um pouquinho a graça, porque ficou muito monótono. A gente tem que brincar. Amanhã a gente vai perder para o Atlético e eles vão brincar com a gente também. Tem que levar na brincadeira".

O 
gol nasceu de uma falha do goleiro Uilson. Após chute do meia-atacante Elber de longa distância, o goleiro soltou a bola nos pés do atacante, que concluiu para o fundo das redes, decretando a vitória celeste. Rafael Silva, contudo, defendeu o goleiro atleticano.

No meu entendimento, a arbitragem não acumulou erros pra prejudicar o Atlético a ponto de ajudar ao Cruzeiro. Foi ruim, mas sem participação no placar. O Galo jogou melhor no segundo tempo e poderia até empatar o jogo não fosse a atuação espetacular de Fábio. Este sim, repito, o herói do clássico, responsável pela vitória cruzeirense.
Em seu primeiro clássico à frente do Atlético, Diego Aguirre saiu derrotado. Porém, o treinador uruguaio minimizou o peso do revés diante do Cruzeiro, por 1 a 0, na manhã deste domingo, no Independência, e garantiu estar tranquilo quanto ao futuro de sua equipe.

AGUIRRE CONFIANTE

Com a vitória no Independência, o Cruzeiro se isolou ainda mais na liderança. Agora, a distância entre o time celeste e o Atlético é de seis pontos. Assim, a duas rodadas do fim da primeira fase, Aguirre admite que é improvável que o Galo, no mata-mata, consiga alcançar as vantagens de decidir em casa, além de jogar por dois empates ou vitória e derrota pela mesma diferença de gols.

Todavia, o treinador atleticano ressaltou que clássicos nas próximas fases poderão "apagar" a lembrança de um resultado negativo neste domingo. "O que muda é que não teremos a 
vantagem, e ela ajuda. Mas não é decisivo. Temos dois jogos na frente, e podemos ganhar e buscar o título. Se empatarmos dois jogos e perdermos o campeonato, será mais decisivo. Se formos campeões, ninguém vai lembrar disso. Essa é a verdade", afirmou.

Aguirre lamentou a ineficiência do Atlético em aproveitar as chances de 
gol criadas, especialmente, na etapa final. "O que definiu o jogo foi que eles fizeram um gol, e nós não aproveitamos as situações que tivemos, principalmente no segundo tempo. Acho que merecíamos. São coisas do futebol. Se você não faz, toma. É claro que dói perder, principalmente um clássico", analisou.

"Acho que, no segundo tempo, o 
time estava bem, pressionou, teve pouco ritmo. Deveríamos ter marcado algum gol. É ruim perder, mas também sei que vamos até as finais. Estou tranquilo com meu time. Acontece de perder, ninguém gosta, mas sabemos que, por sorte, teremos decisões daqui a pouco. Penso que teremos boas possibilidades", acrescentou.

Militares registraram um tumulto entre torcedores do Atlético e do Cruzeiro antes do clássico, próximo à estação do metrô Minas Shopping, Região Nordeste de Belo Horizonte. Cerca de 30 torcedores da Máfia Azul pediram escolta da PM para assistir ao jogo na sede no Barro Preto, na Região Centro-Sul.

Segundo a polícia, o confronto se formou quando os cruzeirenses foram apedrejados por mais de 100 integrantes da Galoucura que seguiam em direção ao estádio do Independência, no Horto. As pedras atingiram três viaturas do Batalhão Rotam e um carro particular teve o para-brisa quebrado.

O tenente coronel Giovanni Silva disse que 173 torcedores da Galoucura ficaram detidos até depois do término do jogo. Um grupo identificado com bombas de fabricação caseira, foguetes, rojões, pedras e spray de pimenta deve responder inquérito por provocação de tumulto, incitação à violência e formação de quadrilha, além de danos ao patrimônio público e particular. Integrantes da Galoucura negaram à PM que começaram a briga. Ninguém ficou ferido. 

Segundo a Polícia Civil, havia menores de idade entre os envolvidos no tumulto. Por conta disso, a ocorrência foi registrada o Centro Integrado de Apoio ao Adolescente Autor de Ato Infracional (Cia-BH). 

TRINCHEIRA: Comentar estas brigas violentas antes e depois do clássicos virou coisa rotineira na nossa vida. E os envolvidos não se emendam.

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