terça-feira, 12 de abril de 2016

LEVIR CULPI JÁ BRIGA COM FRED NO FLUMINENSE E MOSTRA QUE AINDA NÃO TOPA COMANDAR CRAQUES. NO GALO BRIGOU COM TARDELLI E RONALDINHO.


CARATINGA - Levir Culpi teve uma recaída, graças a Deus, já no Fluminense. Aqui no Galo esteve zen o tempo todo. Não brigou com a Imprensa, não implicou com os gramados do Campeonato Mineiro e nem com o calendário da CBF. Com o elenco, tão logo chegou à Cidade do Galo, teve desavenças com Diego Tardelli, Geovani Augusto e  Ronaldinho Gaúcho, e essas desavenças obrigaram ao Galo a negociar os craques. No Fluminense, bateu de frente com Fred, cheio de regalias que não agradaram ao treinador, e ele fez questão de dizer que não abre mão da sua autoridade como treinador. Aí criou pequeno racha no elenco tricolor. Mas Levir Culpi admitiu conversar com o atacante Fred pra saber o que  aconteceu.

 Levi e Fred, antes do desentendimento entre eles


 FRED QUEIXA-SE DOS MÉTODOS DE LEVIR

Se não sabia, Levir bem que podia ter se informado com torcedores e repórteres setoristas das Laranjeiras. Fred afirmou abertamente que estava insatisfeito com o trabalho do treinador, e pediu aos dirigentes pra não enfrentar o Volta Redonda neste domingo. O jogador chegou a se reunir com membros da diretoria, na noite de sábado, queixando-se dos métodos do técnico e dizer que não pretendia mais defender o Fluminense enquanto Levir estivesse no comando. Céus, que divisão de forças!

Na concorrida entrevista coletiva, realizada após o jogo contra o Volta Redonda, Levir disse que Fred não foi relacionado pro jogo porque não participou dos treinamentos e sequer conversou com ele sobre os problemas que o afligiam. 

“Ele resolveu falar com a diretoria e alegou problemas particulares. Queria ouvir dele qual foi o problema para poder-me colocar”, disse o treinador.

Levir confessou que estranhou o posicionamento de Fred, porque sempre teve boa relação com o atacante desde os tempos do Cruzeiro. O treinador também afirmou que sempre se mostrou aberto pra ouvir os atletas, embora garanta que a última palavra será sempre sua.


TORCIDA HOSTILIZA FRED

O técnico do Fluminense preferiu não comentar a reação da torcida, que hostilizou o atacante durante o jogo em Volta Redonda. Ele reafirmou que não consegue compreender como Fred possa estar magoado com ele, porque sempre teve uma relação franca com seus comandados. Levir garantiu que não vai tomar a iniciativa de procurar o atacante para saber o que está acontecendo.

“Fred tem 32 ou 33 anos e eu tenho 63. Acho que ele é que deve me procurar para conversar. Se ele ficou magoado, eu não sei. Não posso dar minha opinião, porque não sei qual o posicionamento dele”, disse.

 TRIINCHEIRA - Nesses momentos, a mídia e a torcida especulam à vontade. Fred, com 33 anos, faturando R$ 500 mil por mês no Fluminense, teria o contrato vencido no meio do ano e estaria negociando sua volta ao Cruzeiro. Não duvido nada, a não ser da facilidade que ele teria pra deixar o Fluminense, onde é ídolo. Quanto ao Cruzeiro investir nele, não duvido porque falta centroavante na Toca da Raposa. O time precisa de um líder - ainda que negativo - como Fred dentro do campo. Será que a China Azul concordaria com esta transação?

TUDO AZUL EM BRASÍLIA

Mas não no Congresso Nacional, eivado de fofocas sobre o impeachment da Presidenta Dilma, por força dos coveiros do PSDB, liderados pelo menino de São João Del Rey, Aécinho, e pelo ex-presidente FHC. Mas pelas conquistas dos times de volei no Ginásio Nilson Nelson. Na Liga Feminina, o Rio de Janeiro foi campeão e azulou o ginásio. No último final de semana, foi a vez do masculino, vencido pela quarta vez seguida pelo Cruzeiro, após uma dura disputa com o Campinas, estreante na competição. Os mineiros ganharam por 3 a 1, de virada- com parciais de 23-25, 25 - 23, 25-15 e 30-28.


PRESIDENTE DO GALO COSPE MARIMBONDO





 O presidente do Galo tá puto com a atuação do time nos dois últimos jogos

O presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno, não gostou das duas últimas apresentações do time. As derrotas pro Independiente del Valle e Tricordiano deixaram marcas profundas no clube. Por isso, o cartola máximo esteve na Cidade do Galo na manhã de segunda-feira e se reuniu com jogadores e comissão técnica por cerca de 50 minutos. Os motivos: cobrança e confiança. Depois do longo bate-papo, o presidente apareceu na sala de imprensa da Cidade do Galo pra se pronunciar sobre a reunião. Nepomuceno sabe que a semana é importante para a classificação na Copa Libertadores e ligou o sinal de alerta no clube.

 “Tivemos uma reunião com todo o elenco, a comissão técnica. Foi um dia de muita cobrança. Tenho que dar satisfação para a torcida e para a imprensa. É uma semana importante. Não podemos cometer nem 10% dos erros da última semana. Viemos para cobrar dos jogadores, da comissão técnica, para mostrar a pressão que vamos passar contra o Melgar e nas semifinais do Mineiro. E principalmente da responsabilidade que é ter um elenco forte como o que construímos e da responsabilidade de avançar na Libertadores e ganhar esse Campeonato Mineiro. Foi uma reunião longa, mostramos confiança nos jogadores e na comissão técnica. Acreditamos eles. Respeito muito a garra do Tricordiano, mas foi muito além dos nossos objetivos perder em casa de goleada. É uma semana de cobrança para a gente apresentar para a torcida o que estamos fazendo aqui dentro, com resultados mais tranquilos para sair dessa gangorra que vivemos na última semana”, o cartola atleticano...

Nepomuceno estava no Independência e assistiu de perto ao revés alvinegro e também a revolta dos torcedores. Ele reconhece que resultados como o que aconteceu contra o Tricordiano ameaçam a confiança em seu trabalho.

“Eu não fui ao campo ontem para ver o time perder de 4 a 2. Sinto vergonha pela derrota, ela é indiscutível. A dedicação é muita, tem muito trabalho, e um resultado desse coloca em xeque o meu trabalho. Mas eu tenho que acreditar que o resultado de ontem sirva de lição, porque senão perco o objetivo. Depois desse resultado, o alarme fica ligado. Temos que apresentar mudanças, mais foco em nosso objetivo e com toda a responsabilidade”, completou.

As cobranças no Galo servem para que a equipe pare de oscilar na temporada. Mesmo que a derrota para o Tricordiano tenha acontecido com o time considerado reserva, o presidente acredita que os jogadores do grupo estão no mesmo nível e que um resultado desse não pode acontecer.

“Em síntese, o Atlético não pode viver essa gangorra de golear e ser goleado. Não vejo tanta distância no elenco, todos têm condições de disputar a titularidade. A definição da equipe é importante, a união do grupo é importante. Agora temos que sentar e ver o que está acontecendo de errado no time”, concluiu.

COELHO ESPERANÇOSO



A última vez que o América chegou a final do Campeonato Mineiro foi em 2012, à época comandado por Givanildo Oliveira, (foto) depois de passar por uma semifinal contra o Cruzeiro. Coincidência? Pode até ser, mas isso não é algo relevante para o treinador americano, que quer repetir o feito, independentemente do que aconteceu há quatro anos.

“Em coincidência eu não acredito, mas que pode acontecer, pode (eliminar o Cruzeiro como em 2012). Não podemos prever o que vai acontecer. Estamos preparados e podemos ir para a final. Naquele ano conseguimos passar bem, nosso time estava arrumado, e de repente enfrentamos o Atlético em uma fase muito boa, tentamos, mas não conseguimos”, lamentou Givanildo.

Dos quatro anos que passaram pra cá, muita coisa mudou nos clubes, até Leandro Guerreiro, que na época defendia o Cruzeiro, e hoje é o capitão americano. Na verdade, mais fácil é dizer o que não se alterou nesse tempo: Fábio no gol celeste, o zagueiro Léo, do Cruzeiro, que deve entrar campo no próximo domingo, assim como fez em 2012, e pelo lado americano, o lateral-esquerdo Bryan e o comandante, Givanildo Oliveira.

Além de falar sobre o Cruzeiro, o técnico Givanildo também fez questão de exaltar o trabalho feito pela URT no Campeonato Mineiro. Classificada em terceiro lugar, a equipe de Patos de Minas foi a campeã do interior e tem vaga garantida na disputa da Série D deste ano,

“Eu tenho que lembrar da URT, que classificou antecipado e fez uma campanha muito boa. Quando chega a hora de semifinal e final é complicado, sabemos disso, então nós vamos crescer e complicar os outros”, avaliou.

Por conta da classificação pro mata-mata na quarta posição, o América não terá nenhuma vantagem contra o Cruzeiro, ou mesmo se chegar a final do Estadual. O Coelho jogará a primeira partida contra o time celeste no Independência, decidindo no Mineirão, e precisa vencer ao menos um dos jogos, já que o time de Deivid irá se classificar obtendo dois empates.

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