segunda-feira, 23 de maio de 2016

MINEIROS FICAM EM DÉBITO NA SEGUNDA RODADA DO BRASILEIRÃO:NENHUM VENCEU

O  melhor resultado, não lá, também, grande coisa, obtido por um time mineiro na segunda rodada do Brasileirão foi o empate do Galo em 1 a 1 diante do seu xará Furacão na Arena da Baixada, em Curitiba. Mesmo assim, porque teve volume de jogo maior que o adversário, mas, todavia,contudo, porém, contou com a colaboração da arbitragem. O pênalti que originou o gol de Casares não existiu, a bola tocou no ombro do zagueiro, que não teve nenhuma intenção de colocar a mão nela.

A estreia de Marcelo Pacote Oliveira não alterou em nada a estrutura tática da equipe o que é natural visto que o novo treinador atleticano chegou ao clube não fez ainda nem uma semana. Entretanto, o trabalho promete melhoras. O outro empate de time mineiro foi o do Cruzeiro, e com sabor de derrota. O jogo foi em casa, no Mineirão, e contra adversário teoricamente mais fraco, o Figueirense. Teve um sabor diferente, meio apimentado apenas, pois os visitantes chegaram a fazer 2 a 0 e o Cruzeiro reagiu pra empatar e ganhar o primeiro ponto na competição.

Já o Coelho, campeão mineiro, começou a partida em Chapecó, contra a Chapecoense, a quem não venceu lá na Arena Condá, dando a melhor esperança. Fez 1 a 0, mas não aguentou segurar ou aumentar o placar e levou a virada. A Chapecoense venceu por 3 a 1 e o América continua sem pontuar no Brasileirão. O perigo tá aí.

PACOTE GOSTOU

Marcelo Oliveira saiu da Arena da Baixada animado com o desempenho do Atlético no primeiro jogo do time sob o comando dele. Mas o empate por 1 a 1 com o xará paranaense deixou um gosto “amargo”, uma vez que o Galo criou várias chances para vencer.
O novo treinador alvinegro busca agora ajustes na equipe. O ponto que mais chamou a atenção de Marcelo Oliveira foi o arremate das jogadas. O time deixou a desejar nisso.

“Gostei bastante (da atuação). Claro que a gente percebe alguns ajustes a fazer, a parte técnica na hora da jogada final, chegava bem, mas na finalização, pecamos um pouco, embora tenhamos 23 finalizações no jogo, contra oito do adversário. Ficamos mais com a bola. Saio com dois sentimentos, um primeiro animador, mas um outro um pouco amargo pelo resultado”, diz o técnico. 

Ele assumiu o time na sexta-feira, dois dias depois da saída de Diego Aguirre, que caiu após a eliminação do clube na Copa Libertadores. O substituto do uruguaio comandou apenas um treino, no sábado. A prioridade foi manter a base de Aguirre e trabalhar psicologicamente o elenco para esquecer a desclassificação na Libertadores.

“Foram duas coisas que trabalhei no sábado, o posicionamento, e mantive a escalação que já tinha sido trabalhada pelo Carlinhos (Neves, coordenador técnico), e também esse aspecto da fala, da conversa de que a Libertadores já passou, tem de se servir como lição, ensinamento pra agregar. Agora é foco total no Brasileiro. É muito concorrido, mas é possível pela combinação de coisas boas que o Atlético tem”, ressalta Marcelo.

O próximo compromisso do Atlético é nesta quinta-feira, às 21h, na Arena Independência. Pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, o time recebe o Grêmio.

REFORÇOS URGENTES

Marcelo Oliveira vai agora discutir reforços com o presidente Daniel Nepomuceno. O clube busca um zagueiro, um lateral-esquerdo e um atacante. Para as duas primeiras posições, o Atlético precisa encontrar alternativas para Erazo e Douglas Santos, que vão desfalcar o time por longo período, por causa da Copa América Centenário.

Embora o elenco seja numeroso e de boa qualidade, tem alguns aspectos que estamos conversando. Pontualmente em três posições, pode ser que a gente venha a buscar alguns jogadores, porque o campeonato é longo, saem jogadores para seleções, tem lesão. Hoje, por exemplo, senti falta de um atacante de área, embora o Clayton tenha se esforçado. São pequenos ajustes”, ressalta o técnico.

GILVAN FALA DE ELEIÇÕES

( ENTREVISTA COM TIAGO MATTAR - SUPERESPORTES) Até  parece que o Cruzeiro faz uma bela campanha no Brasileiro, depois de ganhar todos os títulos que disputou em 1966 - Copa Sul Minas e Campeonato Mineiro - tamanha é a tranquilidade dos cartolas que não pensam nas eleições pra presidente do clube.


Embora não admita publicamente, o presidente Gilvan de Pinho Tavares já diz internamente que apoiará um “novo quadro” na próxima eleição do Cruzeiro, no fim de 2017. Se o mandatário conseguir fazer as mudanças que deseja no estatuto, Bruno Vicintin (atual vice-presidente de futebol) e Sérgio Rodrigues (atual superintendente de futebol) são os grandes candidatos para o posto principal da chapa, ainda hipotética. 

Segunda-feira, após a apresentação do técnico Paulo Bento, Gilvan respondeu críticas feitas por Zezé Perrella - que reclamou não ser o candidato da atual gestão - e confirmou seu desejo de “dar oportunidade para quem está chegando”.

Eu fui procurado pelo ex-presidente (Zezé Perrella), nós somos muito
amigos (sic). Ele me deu uma sugestão que eu deveria alterar o estatuto do Cruzeiro pra mudar a composição da diretoria do Cruzeiro. Eu falei que iria examinar. A ideia dele foi muito bem aceita. E quando ele me procurou, logo depois da entrevista, eu disse a ele que a ideia tinha sido muito bem aceita e que grande parte dos conselheiros do Cruzeiro disseram que estavam apoiando a mudança estatutária. Ele me disse que não pensava daquela forma mais”, explicou Gilvan.

“Dizer que não recebeu 
apoio eu acho que foi um pouco injusto da parte dele. Não pode ser assim. Eu nunca tive nenhuma briga e nenhum atrito. Não quero sair brigado do Cruzeiro. Quero descansar e ter um pouco de férias. Trabalhei por 17 anos na outra diretoria e fiz quase igual à historinha do Jacó (...) Não consigo tirar um período de férias. Quero deixar a oportunidade para esse pessoal que está chegando. Hoje, com a situação que conseguimos implantar no Cruzeiro, tem muita gente querendo assumir a presidência do Cruzeiro”, complementou.

Gilvan não entrou na questão de possíveis nomes. Ressaltou seu desejo de ganhar mais títulos pra deixar a presidência do clube, em 2018, comemorando o fim da gestão. “Quem sabe eu não possa sair do Cruzeiro com mais conquistas que já obtive. Quem sabe a gente tem essa felicidade de novo na minha gestão”, completou.

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