segunda-feira, 27 de junho de 2016

Policial  revela "calote" na Copa e diz que tropa não quer atuar na Olimpíada

No dia 5 de agosto, o mundo estará voltado pro Rio de Janeiro com o início da primeira olimpíada realizada numa cidade da América do Sul. No entanto, pouco mais de um mês pros Jogos, a grave crise financeira do País pegou em cheio um dos principais pontos frágeis do município: a segurança pública.

 Apesar do anúncio do governo federal do investimento de R$ 2,9 bilhões no setor, um policial militar com mais de 15 anos de corporação revelou que o nível de desmotivação da tropa em atuar no maior evento esportivo do mundo:

- Nós, policiais, não estamos motivados, não queremos e não concordamos. Não queremos trabalhar nas Olimpíadas. Na Copa do Mundo foi prometido que nós teríamos a Bolsa Copa e, posteriormente, a Bolsa Olímpica. E ninguém recebeu a Copa do Mundo até hoje. Evidente que ninguém vai receber nada também em relação às Olimpíadas - disse o policial militar, que preferiu não se identificar. 

E enquanto as autoridades buscam como motivar os militares, turistas e cariocas sofrem com o aumento da escalada da violência na cidade. Em maio, velejadores espanhóis foram assaltados no bairro de Santa Teresa e, em junho, o mesmo aconteceu com atletas australianos, no Aterro do Flamengo.

Para o secretário de segurança pública do RJ, José Mariano Beltrame, o repasse da verba federal será suficiente pra que os policiais voltem a ficar motivados a fim de garantir a segurança na Olimpíada. 
Acho que, a partir daí, podemos trabalhar com muito mais de tranquilidade. Em primeiro lugar, com a questão motivacional do policial ela retoma o patamar que tínhamos antes - afirmou Beltrame. 

PROMESSAS VAZIAS 

Se a promessa é que os turistas terão tranquilidade durante a Olimpíada, o mesmo não pode se dizer aos moradores do Rio de Janeiro. Segundo um estudo feito pela Anistia Internacional, em anos de grandes eventos esportivos realizados na cidade, há considerável aumento de homicídios na cidade.

 Para Renata Neder, assessora da Anistia Internacional no Brasil, esses dados não são uma surpresa. 

- Não é uma coincidência. Não é aleatório que o número de mortes pela polícia aumenta no contexto dos megaeventos esportivos. O megaevento amplia algo que já acontece na cidade, então, seria muito importante que todas as autoridades envolvidas, não só em nível estadual, mas também federal, estivessem adotando medidas preventivas pra evitar que isso aconteça durante a Olimpíada - afirmou Renata Neder. 

MESSI  FALA EM ABANDONAR SELEÇÃO

-Foram quatro finais e todas elas perdidas. A Seleção acabou pra mim.
Lionel Messi, após chutar pra fora o pênalti, o último da série, na decisão da Copa América do Centenário entre Argentina e Chile, em Houston, arriou-se como estreante e decidiu abandonar a seleção de seu país, decepcionado, ele próprio, com suas atuações. O Chile acabará de faturar o segundo título da Copa em cima da Argentina.

Fora dos gramados, o técnico Carlo Lancelotti da, que deixou o Real Madrid e foi contratado pelo Bayern de Munich pro lugar de Guardiola, revelou que sempre  lhe perguntavam por Messi e Cristiano.

"-A verdade é que passávamos os todos dias em Madrid falando de Messi. Cristiano Ronaldo respeita Messi, respeita muito. Penso que um precisa do outro. Um pressiona o outro pra novos recordes, novas marcas de gols - afirmou o técnico italiano.

Carlo Ancelotti também aproveitou o espaço e rasgou elogios ao craque português, com quem trabalhou no Real Madrid e conquistou a Liga dos Campeões de 2013/14. De acordo com o treinador, CR7 sempre foi uma máquina de jogar futebol:

- Como treinador, foi um prazer ter Cristiano Ronaldo no meu time. Ele queria jogar todas as semanas, marcar todas as semanas. Nunca foi dormir sem se preocupar se estaria pronto para a próxima partida.

Futebol inglês teme retrocesso com saída britânica da União Europeia

Restrições na concessão de vistos de trabalho teriam que ser aplicadas a todos os europeus e poderiam enfraquecer a Premier League, que é contrária à separação.
O referendo que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia (UE) na madrugada desta sexta-feira gera preocupação pelo futuro econômico e político da Europa. Mas também tornou-se motivo de apreensão no mundo do futebol. A decisão, tomada após os habitantes de Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte irem às urnas pode afetar diretamente uma das ligas mais badaladas do planeta: a Premier League inglesa, que tornou-se palco de alguns do melhores jogadores do mundo e expoente da globalização do esporte. A saída do bloco econômico é vista por muitos como medida que vai totalmente de encontro a essa internacionalização.

Deixando de fazer parte da UE, a Inglaterra passará a ver os outros 27 países do bloco de forma distinta, em termos legais. Os cidadãos europeus - termo criado por conta da ausência de barreiras pra nativos circularem entre países membros do bloco - passarão a ser tratados da mesma forma que qualquer outro estrangeiro. E pra chegar ao futebol inglês um jogador vindo de outro país enfrenta uma restrição severa.

Desde o ano passado, a Federação Inglesa (FA) decidiu colocar em práticas leis que restringem a concessão de visto de trabalho pros jogadores nascidos fora do Reino Unido - ou da União Europeia. O objetivo é claro: proteger o já globalizado futebol local de um processo de imigração ainda mais intenso e tentar fortalecer e dar espaço aos talentos locais.

Para isso, um critério puramente numérico foi estabelecido e visa definir que apenas jogadores notáveis (e mais velhos) de outros países poderiam jogar nas ligas locais - tendo como base o polêmico ranking da FIFA.
Atletas nascidos em países que estejam no Top 10 do ranking, por exemplo, precisam ter disputado 30% dos jogos de sua seleção nacional nos últimos dois anos pra obter o visto de trabalho. Se o país de origem do jogador ocupa uma colocação entre a 11ª e a 20ª, ele precisa ter jogado pelo menos 45% dos jogos pelo time nacional no mesmo período.
Do 21º ao 30º da lista da FIFA, a exigência é 60%. Do 31º ao 50º, 75%. Os clubes têm direito a fazer apelações e pleitearem o visto em casos especiais, mas, no papel, esta é a regra.

TRINCHEIRA - Esta conversa fiada deve ser pra encher linguiça, pois o Brasil  vendeu um monte de mão de obra qualificada pros ingleses e eu nunca tinha lido essa xaropada antes.

PREMIER LEAGUE CONTRÁRIA À SAÍDA

Este é um obstáculo que agora dificulta a contratação de jogadores sul-americanos e africanos, por exemplo. Com o Reino Unido fora da União Europeia, este passará a ser problema pros atletas de todo o continente: franceses, alemães, espanhóis... Uma corrente do futebol local se mostrava contrária à saída inglesa do bloco - que é chamada de Brexit - mistura de British (britânicos) com Exit (saída). E, de acordo com o presidente da Premier League, Richard Scudamore, os 20 times não apoiam a separação.
- Há uma abertura na Premier League que eu penso que seria completamente incoerente se tomássemos a posição contrária - disse Scudamore nesta semana a "Radio 5 Live".

Para se ter ideia do impacto da mudança política dentro dos gramados, um levantamento da BBC aponta que 332 jogadores europeus que atuam na primeira e segunda divisões inglesas e na liga escocesa não cumpririam os critérios exigidos pela FA no pedido de concessão do visto de trabalho.
Jogadores como De Gea (astro do Manchester United), Juan Mata (meia que joga no país há cinco anos), Kanté (campeão pelo Leicester), Martial (contratação mais cara dos Red Devils na última janela) e Payet (destaque da Eurocopa). 

Para quem é contrário à separação, a dificuldade pra chegada de outros europeus faria com que a Premier League fosse deixada pra trás no posto de liga mais badalada do mundo, perdendo espaço pra Alemanha e Espanha, que passariam a contar com os talentos do Velho Continente.
Com menos espaço, valores menores nos direitos de transmissão - o que levaria a ter clubes com menos poderio financeiro. Com menos dinheiro, as equipes não conseguiriam mais pagar grandes treinadores e outros profissionais, levando a uma estagnação do futebol local, que ficaria desfalcado no quesito intercâmbio.

Os reflexos da saída britânica do bloco político-econômico poderiam chegar a ligas vizinhas. Na Espanha, por exemplo, o Real Madrid teria um impacto direto em seu elenco ao ver Gareth Bale se tornar um jogador extra-comunitário, por não ser mais um cidadão europeu. Com isso, o clube perderia um posto a ser ocupado, por exemplo, por um brasileiro.

FORTALECIMENTO DOS TALENTOS LOCAIS

A restrição aos estrangeiros, em contrapartida, é vista como um fator positivo para aqueles que defendem a saída do Reino Unido da União Europeia. No mundo do futebol, muitos apontam que os fracassos colecionados pela seleção inglesa em torneios como Copa do Mundo e Eurocopa nos últimos 50 anos são frutos justamente da menor importância dada pelos clubes aos talentos locais.
Para esta corrente, as facilidades econômicas de contratar um jovem belga, por exemplo, levam as equipes a fazerem este tipo de investimento, em vez de apostar nos jovens ingleses.
Entre os favoráveis à saída da UE, há quem alegue que isto pode gerar uma globalização ainda maior da Premier League. Fora do bloco, a Inglaterra estaria ainda mais à vontade pra elaborar suas leis sobre a entrada de trabalhadores estrangeiros no país e poderia criar facilidades pras nações fora do Velho Continente. 
- A livre movimentação para pessoas na União Europeia vem pelo preço de pesadas restrições sobre vistos para potenciais contratações da África, Caribe, África do Sul e Ásia. Uma vez que deixarmos a União Europeia, o Reino Unido será livre para tratar jogadores de todos os países igualmente, o que iria aumentar a oferta de talento para nossos times, não reduzi-la - afirma Brian Monteith, do movimento "Leave.EU", à BBC.

TRINCHEIRA: Embora a população do Reino Unido tenha decidido nesta quinta-feira que Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte não seguirão na União Europeia, as consequências políticas e econômicas da separação devem demorar cerca de dois anos a chegar. Além disso, a imprensa local afirma que é pequena a chance da Federação Inglesa impor as medidas para obtenção de visto de forma retroativa, para quem já está jogando na Premier League. Há, também, a possibilidade da manutenção de alguns acordos, como o de livre circulação de pessoas, mesmo em caso de saída da UE.



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