terça-feira, 26 de julho de 2016

CRUZEIRO ANUNCIA ACERTO DEFINITIVO COM MANO


Mano tá de volta e traz sua cambada toda

Os caminhos de Cruzeiro e Mano Menezes voltam a se cruzar sete meses depois de um rompimento que gerou mal-estar. No fim do último Campeonato Brasileiro, quando vivia excelente fase no comando da Raposa, o treinador gaúcho recebeu oferta do Shandong Luneng, da China, e decidiu abandonar o projeto em Belo Horizonte que iria até dezembro de 2017. Agora, depois de duas frustrações, com Deivid e Paulo Bento, a diretoria ‘esquece’ a decepção com a decisão de Mano em 2015 e aposta novamente na capacidade do comandante de recuperar o time.

Se em 2015 Mano assumiu o Cruzeiro a dois pontos da zona de rebaixamento e promoveu uma arrancada, com grande respaldo da torcida, dessa vez ele encontra o time na penúltima posição, com apenas 15 pontos em 48 disputados, e terá a missão de evitar uma queda inédita à Série B do Brasileiro.

A saída de Mano Menezes em dezembro de 2015 interrompeu não só uma lua de mel com a torcida e a direção. O treinador havia participado de boa parte do planejamento visando 2016. Ele sugeriu dispensas e alguns reforços. Com ele, o Cruzeiro deu uma arrancada no Brasileiro do ano passado, afastou-se da zona de rebaixamento e, em dado momento, chegou a sonhar com a vaga na Libertadores, o que acabou não se confirmando. Agora, ele retorna com seus integrantes da comissão técnica: Sidnei Lobo (auxiliar) e Eduardo Silva (preparador físico).
Ainda assim, Mano aceitou o convite do Shandong Luneng para substituir Cuca e ganhar uma verdadeira fortuna na China. Em entrevista recente ao canal Sportv, ele afirmou não ter se arrependido da decisão. “Penso muito antes de tomar as decisões que tomo e não me arrependo. No futebol brasileiro você pode ficar aqui e acontecer a mesma coisa, é só olhar os técnicos sendo demitidos a todo o momento dos clubes brasileiros. Tenho que levar em consideração que, financeiramente, recebi em sete meses o que receberia em seis anos no Brasil. Então a diferença, a proporção das coisas, é grande”, observou.

“Quando nós chegamos lá e eu olhei o clube, pensei: é impossível que esse clube não seja campeão a cada três anos. A estrutura que tem é melhor que a de todos os clubes brasileiros e de muitos da Europa. Por que não ganha? Porque a gestão é difícil, porque o maior parceiro é uma estatal, os funcionários são filiados a um partido da China e por aí vai”, complementou Mano Menezes.

De volta ao clube após sete meses, ele encontrará péssimos números no Brasileirão, mas boa perspectiva de reação. Possivelmente, projeções bem melhores do que encontrou no meio da última temporada, quando assumiu o Cruzeiro após demissão de Vanderlei Luxemburgo. Reforçado recentemente com boas peças, como Rafinha, Denílson, Rafael Sobis e Ramón Ábila, o Cruzeiro manteve praticamente todas os jogadores do time titular comandado por Mano em 2015, com exceções de Willians e Ceará.
Além disso, Mano vislumbra ainda o título da Copa do Brasil, já que o Cruzeiro está garantido nas oitavas de final. Uma vaga na Copa Libertadores de 2017 salvaria o ano.

TRINCHEIRA: Diretoria pusilânime, apesar dos dois títulos brasileiros ganhos trouxe enorme prejudico técnico ao Cruzeiro e vai colocá-lo na Série B.

A ASTUTA RAPOSA EM GRANA ALTA PRA SE LIVRAR DE BENTO.





Agora a demissão de Paulo Bento vai doer nos bolsos dos cruzeirenses.Demitido nesta segunda-feira pelo Cruzeiro após permanecer 75 dias no cargo, o técnico Paulo Bento não quis falar sobre a decisão da diretoria. Preferiu ficar em silêncio neste momento. Já o agente dele, Carlos Gonçalves, admitiu a decepção do treinador com a interrupção do trabalho após ouvir da cúpula celeste, em Lisboa, na época do acordo, que o projeto seria de longo prazo.

Paulo Bento, na foto, sai do Cruzeiro no momento errado, mas com o bolso cheio de dólares.

Paulo Bento trouxe a esposa Teresa para o Brasil justamente porque tinha convicção de que cumpriria o contrato até dezembro de 2017 e com possibilidade de renovar o vínculo. Foi uma decisão da direção do Cruzeiro e que o Paulo respeitou. Ele estava confiante de que cumpriria o acordo até o fim, e as declarações dele após a partida de domingo mostram isso. Ele projetou uma reação. Não falaria isso se soubesse que seria demitido. Foi uma surpresa sair assim após pouco mais de dois meses”, disse Carlos Gonçalves.

O agente se esquivou quando foi indagado sobre as condições do contrato. Segundo informações divulgadas pela Rádio Itatiaia, o Cruzeiro terá que arcar com os salários integrais de Paulo Bento até o fim de 2017, totalizando 17 meses.
Essa é uma questão que só diz respeito ao Paulo e ao Cruzeiro”, disse Gonçalves, que ainda não respondeu se o treinador poderá assumir algum clube nesse período.
Paulo Bento comandou o Cruzeiro em 17 jogos, obtendo 6 vitórias, 3 empates e 8 derrotas. O aproveitamento geral foi de 41,17%. O português deixou o time na penúltima posição no Campeonato Brasileiro, com 15 pontos em 48 possíveis, e classificado para as oitavas de final da Copa do Brasil.

ALGUMAS VERDADES SOBRE BENTO APARECEM

..
 Raul esteve bem com Vanderlei e Mano e mal com Bento   
. Erraram nessa o português e a diretoria que permitiu. Raul é patrimônio estrelado.

Desde que foi promovido das categorias de base do Cruzeiro à comissão técnica do time principal, ainda por Vanderlei Luxemburgo, em 2015, o ídolo Raul Plassmann tinha a missão de contribuir com os treinadores que passassem pela Toca da Raposa, como ocorreu com Mano Menezes e Deivid. A chegada de Paulo Bento, porém, afastou o profissional dos trabalhos no dia a dia.

Sem se sentir útil na função, Raul voluntariamente pediu para ser transferido de área e passou a trabalhar no departamento de marketing, na sede do Barro Preto. De observador técnico, ele se transformou em uma espécie de embaixador do clube.
O processo de blindagem promovido por Paulo Bento, em que deu ouvidos exclusivamente à sua comissão técnica, vinda de Portugal, culminou ainda com as saídas voluntárias do auxiliar Geraldo Delamore e do preparador físico Alexandre Lopes, integrantes do quadro fixo do clube.

"Eu não tive contato nenhum. Quando ele entrou, ele trouxe um mundo de gente, eu não tinha objetivo nenhum para ficar lá. Eu pedi para ir ao marketing. Não tinha o que fazer mais, ele trouxe a comissão técnica dele, não me procurou para nada. Estou no marketing agora, trabalhando, feliz, como um embaixador do clube. Se ele tivesse tomado iniciativa de vir conversar, mas não. Ele nem falou nada. Não deu bola, aí fui para o marketing”, revelou Raul, que relembrou como foi com Mano Menezes.

“Foi bem diferente. Ele me fez o convite na frente dos diretores, tudo, ainda em Campinas, quando auxiliei o Deivid naquele jogo contra a Ponte Preta, depois da demissão do Luxemburgo. Ficava sempre com os treinadores. O Mano conversava comigo, tinha muito mais afinidade. Eu estava todos os dias nos treinamentos”, disse Raul foi homem de confiança de Luxa e Mano
Demitido nesta segunda-feira, Paulo Bento havia levado para a Toca da Raposa II quatro profissionais de sua confiança, todos com aval da diretoria de futebol: os adjuntos Ricardo Peres e Sérgio Costa; o scouting Vitor Silvestre e o preparador físico Pedro Pereira. Diante disso, ele se isolou dos profissionais que o Cruzeiro tinha à disposição.
“Eu não sei. Não convivi lá. Na hora que ele foi contratado, ele deve ter dito aos diretores que não queria ninguém do clube na comissão dele. Ele estabeleceu as normas dele. Eu não sei o que aconteceu. Ele ficou fechado com o grupo dele”, complementou o ex-goleiro.

DIRETORIA DO CRUZEIRO DEMONSTRA INCOERÊNCIA ENTRE DISCURSO E PRÁTICA

A melhor matéria jornalística que li sobre a demissão do treinador Paulo Bento, ação da diretoria do Cruzeiro que demonstrou sua incapacidade de agir e uma estupidez crônica, dispensando um profissional com contrato até dezembro de 2017, com alta multa na rescisão, é esta que peço licença aos jornalistas Bruno Furtado e Thiago Madureira, do Superesportes, pra transcrevê-la abaixo, e junto meus parabéns pela forma direta da exposição de suas opiniões sobre o assunto:

-"O Cruzeiro dos últimos meses se resume pela contradição. De um lado, o discurso da diretoria é articulado em palavras bem colocadas, sustentado em métodos modernos e novas concepções de trabalho. De outro, a prática antiga e ultrapassada de demissões sucessivas de treinadores conforme os resultados, sem avaliação real do que vem sendo realizado. A consequência disso são os muitos traumas acumulados, que levaram o time à penúltima posição do Campeonato Brasileiro."

-"A incoerência da cúpula celeste passa pela falta de convicção nas principais decisões. Confirmado na manhã desta terça-feira, Mano Menezes será o terceiro treinador a comandar o Cruzeiro neste ano. São cinco trocas (Marcelo Oliveira / Vanderlei Luxemburgo / Mano Menezes / Deivid / Paulo Bento / Mano Menezes) nos últimos treze meses. Como consequência, o clube arca com multas milionárias e põe em risco o ajuste nas contas previsto pelo Profut - a exceção foi a saída do próprio Mano, no fim de 2015, que rendeu R$ 7 milhões aos cofres da Raposa.

Isso no que tange apenas aos comandantes, sem passar pelas contratações equivocadas. Os atletas que chegaram em janeiro como solução agora estão em segundo plano diante das aquisições recentes, que serviram para tentar corrigir os erros.

Em entrevista à TV BH News, no último dia 14, o diretor de futebol do clube, Thiago Scuro, disse tudo o que não tem feito nos últimos meses. Afirmou que a diretoria tinha confiança e passava segurança a Paulo Bento; explicou que os trabalhos vitoriosos no Brasil exigem tempo e que os últimos times campeões tiveram médio e longo prazo para resultado. Ele ainda considerou a instabilidade dos treinadores como muito nociva ao planejamento traçado. Tudo na contramão da ação do próprio diretor no comando do departamento de futebol".

“Nós sabemos que aqueles 15 dias (tempo em que o Cruzeiro ficou sem treinador, quando demitiu Devid) seriam importantes para uma intertemporada e uma reorganização, mas não foi possível encontrar um profissional com capacidade de dirigir o Cruzeiro pelo médio prazo pelo menos. É esse modelo que dá resultado, o Cruzeiro foi campeão com uma relação de médio prazo com um treinador, o Corinthians da mesma forma. Então, está cada vez mais comprovado de que os clubes precisam identificar o treinador que ele quer para o seu trabalho e dar condições, proteger, para construir esta consistência. A instabilidade do treinador, considerando a importância que ele tem para o clube de futebol, é extremamente nociva para o dia a dia”, destacou Scuro.

A demissão de Paulo Bento foi tomada após mais um revés do Cruzeiro no Mineirão, desta vez contra o Sport, por 2 a 1, no último domingo. Embora os resultados não fossem favoráveis, o técnico confiava na diretoria. Scuro chegou a dizer que a direção estava “comprometida com o trabalho que estava sendo feito”. O baque do treinador foi grande com a saída. Tanto que o agente dele, Carlos Gonçalves, em entrevista ao Superesportes, admitiu a decepção de Bento com a interrupção do trabalho após ouvir da cúpula celeste, em Lisboa, na época do acordo, que o projeto seria de longo prazo.

Ainda de acordo com a entrevista à BH News, no último dia 14, Scuro ressaltou que a pressão externa não modificaria as crenças da direção. “A pressão externa é algo em todos os lugares do mundo. Uma coisa que ele (Paulo Bento) está vendo positivamente é o quanto a direção está comprometida com ele e com o trabalho que está sendo feito. Acho que é um aspecto importante e dá segurança. O que chama mais atenção deles é o calendário e a logística, e eles estão se adaptando a esses aspectos no trabalho do dia a dia”, disse.

A saída veio justamente no período em que Paulo Bento começou a contar com os novos contratados. Ele não resistiu aos maus resultados e a falta de compreensão da cúpula celeste. A insatisfação da torcida era grande. O momento, no entanto, era de reorganização da equipe, que ganhou novas peças: Ramón Ábila, Rafael Sobis, Rafinha, Edimar e Denílson chegaram. O treinador precisava de tempo para colocar o time nos trilhos, e o diretor de futebol sabia disso: “A (fase ruim do time) se deve à transição de sair de uma metodologia de um treinador para outro, mudar a forma de treinar e jogar sem ter tempo. O Cruzeiro precisa de mais semanas cheias para treinar e isso está para começar agora e, sem dúvida nenhuma, que esse aspecto, assim como os jogadores do departamento médico voltando, vai dar ao Paulo Bento uma condição maior de mostrar a sua capacidade”, frisou Scuro.

MENTIRA EM CIMA DE MENTIRA


CARTOLAGEM DAS CONTRADIÇÕES: Vicentin, Gil e Scuro. Cruzeiro vai mal...




Scuro voltou a ressaltar que em nenhum momento pensou na demissão de Paulo Bento. Contudo, 13 dias depois dessa entrevista, Paulo Bento foi comunicado pelo próprio Thiago Scuro da interrupção do trabalho. Anteriormente, contudo, Scuro era enfático ao garantir Bento no comando do Cruzeiro. (Mentiroso) E disse mais:

“Em momento nenhum (pensamos na demissão do Paulo Bento). Não tem ninguém dentro da Toca II , nem o presidente, nem o Bruno, nosso vice, e nem o presidente, nem o Paulo Bento e sua comissão, não tem ninguém satisfeito com o resultado, porque em alguns momentos parece que é omissão da diretoria não trocar o treinador, mas pelo contrário, a ação da direção está em melhorar as condições do elenco, melhorar as condições de trabalho do treinador, não temos dúvidas nenhuma de que o Paulo Bento é um grande treinador, a sua história comprova isso, é um treinador, além de ter sido competitivo e conquistado titulo no Sporting com orçamento menor dos rivais, promoveu jogadores jovens, gerou muito valor econômico, deixou uma instituição saudável. Depois dirigiu a Seleção Portuguesa, foi semifinalista da Eurocopa, e sempre em trabalhos de médio e longo prazo”, afirmou.

OUTRAS CONTRADIÇÕES

Não só Thiago Scuro, mas também o presidente Gilvan de Pinho Tavares e o vice Bruno Vicintin têm demonstrado contradição em posicionamentos públicos.
No dia 22, Vicintin chegou a falar que o treinador estava prestigiado em entrevista coletiva. A boa reputação de Paulo Bento durou pouco com o vice de futebol. “Ele está aí treinando a equipe. Claro que no futebol profissional tem que ganhar para ter paz para trabalhar. O Cruzeiro só vai sair dessa situação com muito trabalho. O treinador está prestigiado, veio de classificação com duas vitórias. Esperamos que se recupere também no Campeonato Brasileiro”, disse.
Na apresentação de Paulo Bento, no dia 16 de maio, Gilvan comentou da necessidade de novas concepções no comando do Cruzeiro. O presidente não deu tempo para o português, que ficou apenas 75 dias à frente do clube. “Como o Cruzeiro perdeu a competição, chegamos à decisão de que o Cruzeiro precisava de um técnico mais experiente. Trabalhamos, entre tantos nomes, com a opção do Paulo e pedimos à nossa diretoria para conversar com ele. Fizemos uma sondagem inicial para saber se era viável. Depois de alguns dias de conversas, Bruno e Thiago Scuro foram para Portugal e tudo deu certo. Trouxemos para o Brasil um treinador que desfruta de prestígio enorme. Falamos com o Felipão, e ele nos garantiu que trazíamos um treinador de muita qualidade, que dará um avanço ao futebol mineiro e brasileiro. É vitorioso, ainda jovem, mas com uma bagagem muito grande. Tem tudo para trazer novas ideias para o Cruzeiro”.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Escolha a melhor forma de se identificar em Comentar como: Depois pitaque à vontade.