quarta-feira, 14 de setembro de 2016

GALO, RAPOSA E COELHO ESTARÃO EM CAMPO NA BUSCA DE VITÓRIAS A QUALQUER PREÇO.

  
O forte do Atlético nas competições em que se consagrou era sua defesa linear. No gol, o Victor inexpugnável, defensor de pênaltis; na frente deles, Léo Silva, atrapalhado nas bolas rasteiras, mas firme no jogo aéreo em qualquer das duas áreas; ao seu lado o talento do menino Jemerson, uma das mais gratas revelações do clube e vendido pra agrada os empresários. Na lateral esquerda, Richarlison, sério das disputas de pé de ferro, mas que não agradava aos torcedores por ser Borboleta.

O meio-campo era da melhor qualidade: a começar pelo brucutu Pierre, madeira de dar em doido, passando por Luan e chegando ao talento de Ronaldinho Gaúcho, Dátolo, Bernardo e Jó. Estes fomentavam a equipe de Cuca. Hoje o Atlético parece que tem plantel melhor, está bem colocado, porém não passa segurança. A torcida vive sobressaltada. Nesta quinta-feira enfrenta o Sport do Recife, cuja campanha é de altos e baixos, e cujo contra-ataque é respeitado. Convém a Massa ir ao Independência dar aquela força ao time de Marcelo Pacote Oliveira que vem da uma pancada na fronte por 4 a 2, diante do Fluminense,no Rio. É hora de levantar a crista.

NÚMEROS DA DEFESA ALVINEGRA

A defesa é um dos obstáculos na caminhada do Atlético na busca pelo título do Campeonato Brasileiro. Ela já sofreu 34 gols em 24 partidas. É a oitava mais vazada da competição, superada, por exemplo, pela do Figueirense, que luta contra o rebaixamento e levou 30 gols. Em 2016, o Galo tem os piores números defensivos do clube nos cinco últimos Brasileiros, após 24 rodadas.

Nesse mesmo período de jogos, o Atlético sofreu 22 gols em 2015, 26 em 2014, 25 em 2013 e 18 em 2012. Em todo o campeonato de 2012, quando foi vice-campeão, foram 37 gols, três a mais que na atual edição.
Na rodada passada, o Alvinegro perdeu por 4 a 2 para o Fluminense, no Rio de Janeiro, e viu a distância pro líder Palmeiras aumentar em cinco pontos. Os paulistas somam 47, seguidos de Flamengo (46) e Galo (42).

Contra o Fluminense, o poder de marcação decepcionou. Segundo o Footstats, foram 11 desarmes. Responsáveis pelo combate no meio-campo, os volantes Lucas Cândido e Rafael Carioca tiveram apenas dois desarmes, mesmo número do zagueiro Leonardo Silva, que evita tirar conclusões da defesa baseadas na atuação contra o Fluminense.

Não podemos tirar pelo jogo de hoje (segunda-feira), um jogo totalmente diferente. Eles fizeram três gols não em vacilo defensivo, mas em gol de falta, outro em contra-ataque. A equipe procurou se postar bem, estava bem no primeiro tempo, fizemos 1 a 0. Com a alteração, mesmo com três volantes, não conseguimos nos encaixar na marcação deles. Temos que corrigir. Mas o sistema defensivo, nos outros jogos, vinha bem.”

O rendimento da defesa nas 24 rodadas pode ser dividido em três fases. Nas oito rodadas iniciais do Brasileirão, quando sofreu com seguidos desfalques e ficou sete partidas sem vencer, a equipe levou 15 gols. O único titular frequente do sistema defensivo foi Marcos Rocha.

Encorpado com a volta de lesionados e de atletas que estavam disputando Eliminatórias, o time reagiu e a defesa foi importante na arrancada até as primeiras colocações. Em 11 rodadas, o Atlético teve a meta superada apenas 10 vezes.

Depois, o clube alternou bons e maus momentos. Nos últimos cinco jogos pelo Brasileiro, os desfalques voltaram a atormentar Marcelo Oliveira e o time sofreu nove gols, sendo os placares mais elásticos: Santos (3 a 0) e Fluminense (4 a 2
).

CRUZEIRO NO MORUMBI

Confesso que me exauriu a confiança que passei a ter numa recuperação do Cruzeiro após seis jogos em perder com o comando firme de Mano Meneses.  Já não estou mais assim, após a derrota vergonhosa por 2 a 0 diante do Botafogo no Mineirão. Primeiro, porque o jogo foi em casa, no estádio onde o Cruzeiro se propaga invencível. Segundo, porque outro dia mesmo enfiou 5 a 2 neste mesmo Botafogo lá no Rio, pela Copa do Brasil.
Como será agora diante do desarrumado São Paulo, que tem histórico que vir aqui no Mineirão ser campeão brasileiro ou de enfiar 5 a 0 nos azuis? Essa será uma quinta-feira tenebrosa, que tiver coração fraco que vá ao cinema, ao teatro ou a uma boate e espere apenas pelo resultado, que duvido seja favorável.

FIGUEIRA E COELHO JÁ JOGARAM

Escrevo esta Trincheira quarta-feira pela manhã e agora vocês já sabem o resultado de Figueirense x América, em Floripa. Se o Coelho arrancou ponto lá, ajudou bastante ao Cruzeiro desde que o time de Mano pelo menos empate com o Botafogo.

JOGO DA DECISÃO

Ontem teve, também, e só vou saber do resultado na quinta-feira cedo, o clássico Palmeiras x Flamengo, na Arena Palmeirense, e que a crítica apaixonada de São Paulo tem chamado do jogo decisivo do Campeonato, mesmo faltando tantas rodadas. O Verdão insiste em manter a liderança com 47 pontos e o Mengão vem atrás com 46. E o rubro-negro quando tem uma reação assim, realmente, é fogo de ser segurado.


CORAÇÃO FRACO tem que se enfiar numa toca mesmo é no domingo que vem, quando Atlético x Cruzeiro queimam seus gravetos.

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