sexta-feira, 21 de outubro de 2016





NA VITÓRIA SOBRE O TIMÃO A HISTÓRIA SE REPETIU:


BICHO CABEÇUDO É TREINADOR: MANO DEIXA ARRASCAETA - HERÓI DO JOGO- NO BANCO E FATALIDADE ESCALOU O TIME CERTO

  Abila voltou às redes adversárias contra o Timão

Por decisão do técnico Mano Menezes, Arrascaeta sentou no banco de reservas do Cruzeiro em suas últimas cinco partidas entre os relacionados. Nesta quarta-feira, no Mineirão, o comandante teve de escolher entre o gringo e Alisson para substituir o lesionado Rafinha no quarto minuto do jogo contra o Corinthians. Talvez a opção por Arrascaeta tenha sido uma das mais felizes de Mano à frente do clube. Inspirado, o uruguaio deu assistência para o primeiro gol de Ramón Ábila, sofreu a penalidade máxima convertida pelo centroavante argentino e anotou o quarto gol cruzeirense no triunfo por 4 a 2 que garantiu a classificação às semifinais da Copa do Brasil.







Com a atuação de gala, Arrascaeta chegou ao 11º gol e à 15ª assistência em 44 partidas pelo Cruzeiro na temporada 2016. “Falava com o Gino, meu melhor amigo, que estava confiante e muito bem. Sabia que ia entrar bem. Essa confiança é muito importante para mim”, comemorou o jogador.

Nesta quarta, o camisa 10 infernizou a defesa corintiana com muitos dribles e jogadas de velocidade. Uma das “vítimas” foi o zagueiro Pedro Henrique, que, ao ser ultrapassado pelo gringo, cometeu pênalti aos 11min do segundo tempo. Na etapa inicial, Arrascaeta já havia mostrado esperteza ao roubar bola do volante Camacho. Contudo, acabou se equivocando no toque para Ábila.

O grande lance do meia-atacante ocorreu aos 37min da etapa final. Numa jogada ensaiada, Robinho cobrou falta por cima da barreira e encontrou Arrascaeta livre de marcação. O chute cruzado ganhou o canto direito de Walter e encaminhou a classificação cruzeirense.

Por que, então, Arrascaeta foi reserva? Questionado, Mano Menezes se justificou.
Para o torcedor entender, nós vinhamos jogando com Arrascaeta, o time não vinha jogando mal e até fez bons resultados. Mas depois, em 12 pontos, fizemos um. E precisava fazer algo para reconquistar a competitividade. A coisa não estava boa. E mesmo gostando de uma vitória por 4 a 2, a gente não pode ver o jogo apenas com nossas referências. O treinador tem que encontrar soluções: trouxe Robinho para o meio-campo, coloquei dois homens de lado. O Ábila é homem de área, que joga entre os zagueiros. Na entrada do Arrascaeta, ele entrou pela esquerda, competindo, mas sofrendo para marcar. Sei que se pedir, ele vai fazer isso, mas vou perder o que tenho de melhor dele, que é ir para o ataque. No segundo tempo eu coloquei ele no meio de campo, depois mudei o time, com mais um homem de meio de campo. Aí ele ficou livre. Mas é assim, eu estou aqui para isso, sou pago para isso e preciso encontrar soluções para o Cruzeiro vencer ”, explicou.

Como Rafinha sofreu incômodo muscular na parte posterior da coxa esquerda, é possível que Arrascaeta ganhe outra oportunidade de jogo diante do Vitória, domingo, às 17h, no Barradão, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Semifinalista da Copa do Brasil – enfrentará o Grêmio na próxima fase –, o Cruzeiro ainda corre risco de cair para a Série B e por isso precisa vencer o Leão, adversário direto na luta contra o Z4. O time celeste ocupa o 13º lugar, com 38 pontos, três a mais que os baianos, em 17º.
TRINCHEIRA - Já o Cruzeiro embalado após a goleada sobre o Coringão viaja a Salvador e pega o Vitória no Barradão. Osso duro de roer, porque é confronto direto, o jogo vale seis pontos e os dois precisam deles.

ESTA FOI A SEMANA DE SÃO VICTOR

Nesta semana, a Massa teve um excelente reencontro com os milagres de São Victor, o sinônimo de sucesso em disputas de pênaltis. O goleiro alvinegro participou das últimas três vezes em que o clube esteve envolvido nesta situação. Em todas, saiu vitorioso e como herói. Nas duas primeiras, ajudou o Galo a conquistar o título da Copa Libertadores em 2013. Nessa quarta-feira, foi o responsável direto por levar o time à semifinal da Copa do Brasil, ao defender duas cobranças de jogadores do Juventude.
A primeira vez aconteceu na semifinal da Copa Libertadores.

Depois de perder pro Newell’s Old Boys na Argentina, por 2 a 0, o Galo devolveu o placar no Independência. Nas primeiras duas cobranças de cada equipe, dois gols. Depois, Jô e Richarlyson erraram pelo Galo. Casco e Cruzado, dos argentinos, perderam. Na quinta cobrança, Ronaldinho marcou para o Atlético. Já Maxi Rodríguez cobrou no canto esquerdo e Victor voou pra buscar e levar o Galo à decisão.

 SUCESSO NA DECISÃO

Logo depois, veio a decisão, contra o Olímpia. Fora de casa, mais uma derrota por 2 a 0. No Mineirão, Leonardo Silva marcou nos minutos finais e igualou a disputa, levando o jogo pra prorrogação e, depois, pênaltis.

A abertura das cobranças foi com Miranda. O jogador do Olímpia chutou no meio do gol e Victor voltou a ser herói. A defesa deixou os atleticanos mais tranquilos. Alecsandro, Guilherme, Jô e Leonardo Silva balançaram as redes. Na última cobrança, o time paraguaio precisava do gol para seguir vivo. No entanto, Gimenez acertou a trave direita e o Galo conquistou a taça.

Quarta-feira, o Galo voltou, após três anos, a decidir uma classificação nos pênaltis. Depois de Atlético e Juventude marcarem os dois primeiros gols, Wallace foi pra cobrança, bateu no canto direito, e Victor defendeu. Após o terceiro gol do Galo, Roberson foi para a marca da cal, cobrou no lado esquerdo, e o camisa 1 alvinegro voltou a defender. Depois, Cazares deslocou o goleiro rival e levou o time mineiro à semifinal.

Mesmo antes das históricas disputas por pênaltis, Victor já havia sido herói na marca da cal. Nas quartas de final da Copa Libertadores, o mexicano Tijuana teve um pênalti aos 48 minutos da etapa final. Se marcasse, o Galo cairia nas quartas de final. Riascos partiu para a bola, cobrou no meio, e o goleiro atleticano salvou com a perna esquerda para levar o Atlético à semi.

Preparador de goleiros do Atlético, Francisco Cersósimo ressaltou o trabalho do goleiro atleticano na Cidade do Galo em busca de melhora na técnica para estar sempre preparado em uma disputa de pênaltis.

O dia a dia de treino deles é muito forte nesse sentido. Vocês acompanham o Victor nos treinos, ele está sempre defendendo pênaltis, brincando com o Robinho, disputam muito, é uma rivalidade saudável. O clube ganha com isso. Sei que penalidade vai muito do emocional do batedor, você tem de estar com a cabeça forte e frio para sair vencedor”.

TRINCHEIRA - Neste domingo, o Galo terceiro colocado no G-4 do Brasileirão, com 56 pontos, - atrás do Palmeiras (primeiro) com 64 e Flamengo (segundo), com 57, tem chances de subir pois pega o Figueirense, que briga pra não cair, em Belo Horizonte. O Palmeiras recebe o Sport, em São |Paulo; e o Flamengo tem o Corinthians, no Rio de Janeiro.




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