terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

MORTE E AMOR NOS VERDES CAMPOS DO VALE
2º Capítulo

o quadro geral era feio, como Lucas teve chance de presenciar lá do alto, mais perto do curral central da Fazenda El Dorado: Janete estava estirada num monte de feno, sendo abanada pelo Pai, de um lado, e pelo capataz do rancho do outro, ambos com toalhas do potro Caibi. O capataz era quem menos abanava, pois parecia muito apavorado, entrando e saindo do estábulo. O pai da moça gritava enquanto abanava, pedindo a presença de um médico urgente ou de uma ambulância. Ou mesmo um carro qualquer que pudesse levar Janete para o hospital da cidade - Ao mesmo tempo, zoava bem alto: "Cadê a veterinária gente, que demora pô!"
Lucas chegou em disparada, pulou da sela antes do cavalo parar, e com incrível facilidade pegou Janete no colo e pediu ao sogro que trouxesse a Caminhonete e entrasse pela porta da direita e sentasse na poltrona do carona. Pelo lado do motorista, entrou com a noiva ainda nos braços, ajeitou-a deitada com  a cabeça no colo do sogro. Tomou conta do volante, colocou as pernas de Janete no seu colo, ligou o carro e partiu cantando pneus.
À saída da Fazenda, cruzou com a PICK UP de Janinha, a veterinária, e trocaram palavras rapidamente. "Vou levar Janete ao hospital e deixei Caibi descansando no estábulo. Ele, também, está mal: foi picado por uma cascavel; tomamos as primeiras providências apenas e aplicamos um antídoto aleatório", falou Lucas.
-"Vá e volte rapidamente depois de providenciar toda assistência médica para Janete. Preciso conversar com você, mesmo não sendo agora o melhor momento" - gritou Janinha
Lucas botou a cabeça para fora do carro e retrucou na mesma altura:

"Cuide de Caibi, estarei de volta em menos de uma hora. Faça o possível e o impossível pra que o potro de Janete sobreviva. O problema é que não deu pra ver qual foi o tipo de cobra que o mordeu."
Encucado com a manifestação de Janinha, o rapaz, enquanto dirigia com calma e atento à estrada, desviando dos buracos, relembrava sua última briga com Janinha e que teria provocado o rompimento do namoro deles. Ainda continuava a taxar a discussão de fútil e desnecessária.
Começou  com a Janinha enviando-lhe uma mensagem pela internet afirmando que ele, Lucas, andava estranho, nervoso, esquecendo-a muito no Menseger, e que não lhe dava a atenção devida. Estava longe do homem que ela esperou por 40 anos, amando-o e na expectativa de torná-lo seu marido, realmente forte, educado e que lhe desse garantia e confiança no resto da vida. Seu atual estilo opressor não a agradava mais e assim preferia romper a relação.
Até naquele remoer de pensamentos negativos, Lucas sentiu-se humilhado quando Janinha falou em marido, macho que a desse apoio e força. O mote da discussão foi este: Janinha avisou Lucas que iria viajar por uns dias a fim de descansar. Iria para uma praia carioca chamada de Praia Seca com alguns parentes. Lucas teve uma crise de ciúmes e respondeu à namorada que conhecia a dita praia, cuja principal atração era um luxuoso motel em quase toda sua extensão.
E em letras maiúsculas, como se estivesse gritando, agrediu verbalmente à ex-namorada: " Tá bom, saia então à cata de homens machos neste carnaval e nesta praia."Bateu forte o telefone, sem chance de Janinha responder.
Interessante que, antes da discussão pegar fogo, Lucas havia concordado com a viagem de Janinha, após ela informar que não iria mais e que preferia atendê-lo. Lucas retrucou: "Não, Menina, não faça isso. Vá sim. Você precisa descansar e muito, fugir desta dura rotina aí de sua casa, cuidando de sua Mãe, e das coisas domésticas. Foi então que Janinha, respondeu sobre precisar de um marido macho, que lhe desse o devido apoio. Sem entender nada, Lucas respondeu agressivamente e bateu de novo o telefone.
(Fim do 2º episódio - na próxima semana, o 3º e último)

PRECISO DE SEU BEIJO -14/2/2017

Não é mero combustível pra minh'alma!
Não é simples carvão que aumente o fogo dos meus desejos.
Mas é como saciar as ansiedades que me corroem,
algo que queima minhas calorias.
O beijo molhado elimina as bactérias de minha boca
Se em ti, fazem-na indomada e quase louca
Em mim, cada instante, alonga meus dias
e como  centenas de tratores na abertura de estrada
me movem aos lados e me moem
Por isso, como viver sem você?
Sai tudo isso e fica tremendo frio,
um mundo sem resposta.
Sem brisa a favor, sem amor enfim.
Se a mesma posta,
sem cama arrumada à nossa espera.
Olho o Céu igualmente vazio,
 sumiram as estrelas
A terra fica quadrada,
Não há mais nada, nada.
Ao meu redor só perfume.
Não das rosas, da natureza, ou os artificiais.
Só o perfume de seu corpo.
Não há a luz de seus olhos,
apenas o multicor de um arco Iris morto
Seus olhos são  cachoeira de lágrimas.
Que rolam e se misturam aos meus pelos
E seus cabelos

ATÉ PORRE DE GALVÃO VIRA MANCHETE
A coluna de Mônica Bergamo na edição de domingo (19) da ‘Folha de S. Paulo’ teve como personagem o produtor de eventos José Victor Oliva, chamado de ‘Rei do camarote’ por comandar um dos espaços mais disputados no sambódromo carioca.
Ouvido pelo repórter Chico Felitti, o festeiro fez revelações a respeito do comportamento de alguns famosos. O principal e mais polêmico narrador esportivo da televisão brasileira foi citado.
 “Teve um Carnaval em que o Galvão Bueno bebeu tanto, mas tanto, que tive que ir pra ambulância com ele”, contou Oliva. “Fodeu meu Carnaval.”
A coluna da ‘Folha’ informa ter feito contato com o apresentador, mas ele não quis comentar o episódio. Vários sites reproduziram o relato da bebedeira na Sapucaí.
O destaque dado a Galvão na matéria e a repercussão imediata na internet reforçam seu status de celebridade. Ele é o mais midiático de todos os narradores.
Foi capa de várias revistas – ‘Veja São Paulo’, ‘Alpha’, ‘Placar’ – e costuma participar de programas de entretenimento como atração principal, como ocorreu na estreia do ‘Adnight’ de Marcelo Adnet, no ano passado.
O apresentador possui um fã-clube mais numeroso do que o de muitos jogadores, assim como coleciona incontáveis desafetos. Seu slogan poderia ser ‘ame-o ou deixe-o’.
Irreverente e passional, controverso e vaidoso, Galvão Bueno se tornou pop. Atrai quem gosta dele e também aqueles que o detestam e fazem questão de assisti-lo na TV para falar mal depois. Ou seja, garantia de audiência.
O lado ‘pai, marido e empresário’ também interessa à mídia. O estilo de vida do narrador já foi mostrado na ‘Caras’ e ‘Contigo’, e até questões pessoais, como um contestado processo por não pagamento de IPTU e uma suposta dívida bancária de 30 milhões de reais, geraram manchetes.
E ele sabe aproveitar essa valiosa visibilidade para promover seus negócios. Os vinhos com sua marca, por exemplo, ganham sempre publicidade espontânea na imprensa.
Galvão Bueno é, ele próprio, a notícia. E quanto mais aparece, mais indispensável se torna para a Globo. Afinal, a imagem dele está indissociável dos grandes eventos esportivos transmitidos pela emissora.




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