segunda-feira, 24 de abril de 2017

GALO VAI PRA 11ª DECISÃO CONSECUTIVA DO MINEIRO

O Atlético é o primeiro finalista do Campeonato Mineiro. O clube vai pra 11ª decisão consecutiva do Estadual. Pra alcançar a vaga, o time superou a URT por 3 a 0, neste domingo, no Independência. A partida de ida entre os clubes ficou 1 a 1.

O Galo, que vinha de duas atuações ruins na temporada, deu uma resposta positiva para o torcedor. Jogadores que não vinham rendendo mostraram outra postura e melhor produção em campo. No segundo tempo, a equipe desperdiçou várias chances.

Os últimos dias foram de cobranças no Atlético. As atuações contra a própria URT - empate no jogo de ida da semifinal - e frente ao Libertad - derrota por 1 a 0, no Paraguai, pela Copa Libertadores - foram alvo de críticas. Roger Machado mexeu no time para este domingo. 

O goleiro Victor, recuperado de lesão no ombro, estreou na temporada. No meio-campo, as mudanças que mais surpreenderam. Os meias Otero e Cazares foram barrados. Roger apostou nas entradas de Marlone e Maicosuel. No ataque, Rafael Moura, como já era esperado, ficou a vaga de Fred, suspenso.
O time de Patos de Minas suportou a pressão por 36 minutos. Foi quando Marcos Rocha acertou o cruzamento da direita e Rafael Moura subiu para completar de cabeça para as redes: Galo, 1 a 0.

Na etapa final, depois de Rafael Carioca carimbar o travessão da URT logo aos três minutos, o Atlético ampliou o marcador. O time pressionou a saída de bola do adversário e recuperou a posse. Após Robinho chutar e o goleiro Juninho rebater, Marlone foi derrubado na área. Pênalti. Robinho cobrou e fez 2 a 0, aos 12 minutos.

O Galo cresceu na partida e teve tudo para aplicar uma goleada. A URT já não demonstrou o mesmo poder de marcação. Otero arriscou dois chutes e levou perigo. Cazares acertou a trave.
Depois de tantas tentativas, o Atlético fechou o placar aos 45 minutos. No contra-ataque, Marcos Rocha lançou Otero na área, que mandou pras redes: 3 a 0. Placar final.

Raposa vence clássico e está nas finais do Mineiro Contra Galo.


Arrascaeta, mais uma vez, desequilibrou em favor do Cruzeiro (foto)


O Cruzeiro garantiu-se na final do Campeonato Mineiro, neste domingo, pois não teve problemas pra vencer o América por 2 a 0 no Mineirão, com dois gols de Arrascaeta, e avançar à decisão do Estadual. A primeira partida, no Independência, terminou em empate por 1 a 1.

O Coelho iniciou a partida com boa disposição, na busca de abrir logo o placar, começou pressionando no Mineirão. Ruy recebeu belo lançamento, avançou em direção à linha de fundo e cruzou rasteiro, buscando Hugo Almeida. Mas Léo, atento, chegou por baixo e cortou pra escanteio.

O Cruzeiro adotava postura mais defensiva, porém, não conseguiu encaixar seus contra-ataques. Aos 18, o Coelho teve nova oportunidade, mas parou na trave. Pará fez cruzamento rasteiro pra Gustavo Blanco, que tentou a finalização na área, mas errou.

A bola ainda sobrou pra Renan Oliveira, que chutou com capricho, no canto de Rafael, que nem se mexeu e viu a bola bater no poste e sair.

Se o América não teve sorte aos 18, o Cruzeiro mostrou competência três minutos depois e abriu o marcador. Rafael Sobis deu belo passe pra Diogo Barbosa, que avançou e cruzou de primeira, rasteiro, pro meio da área. Arrascaeta chegou de trás e finalizou bem, também de primeira, sem chances pra João Ricardo: Raposa 1 a 0.

A segunda etapa começou a todo vapor no Mineirão. No primeiro minuto, o América saiu jogando errado, e Rafinha roubou pro Cruzeiro. O meia rolou a Hudson, que arrisca  belo chute de fora da área, de primeira, com muita força, e mandou a bola no travessão de João Ricardo.

Logo em seguida, o América respondeu com boa jogada no ataque. Ruy recebeu na direita, correu na diagonal em direção à área, e deu belo passe pra Hugo Almeida. O centroavante dominou na área, girou e bateu, mas sem força, facilitando a defesa de Rafael.
O goleiro cruzeirense, porém, teve bem mais trabalho com quatro jogadores. 

O América lançou a bola na área com muito perigo. Hugo Almeida subiu bem e cabeceou com categoria, no alto, próximo ao ângulo. Rafael precisou se esticar todo e fez belíssima defesa, evitando o gol americano.

O jogo ficou morno e o Cruzeiro só conseguiu assustar de novo aos 38 minutos. Arrascaeta fez bela jogada individual, puxou a marcação dos dois zagueiros e deu belo passe para Ábila, que apareceu na cara do gol. O gringo finalizou com pouca força, e João Ricardo saiu bem pra fazer a defesa.

Já na reta final, aos 46 minutos, o Cruzeiro ampliou e fechou ao marcador. Hudson, como ponta, fez bela jogada, invadiu a área pela esquerda, passou pela marcação, levou até a linha de fundo e rolou para o meio. Arrascaeta, bem posicionado, só teve o trabalho de empurrar pro fundo das redes.Cruzeiro, 2 a 0, placar final.

TRINCHEIRA: Arrascaeta, que nem tem seus direitos econômicos presos ao Cruzeiro, mostrou de novo que é o jogador mais decisivo do elenco

Sequestro e assassinato de menino por técnico que o tratava como filho chocam Uruguai

     Terminaram de forma trágica as buscas por Felipe Romero, de 10 anos, que foi sequestrado por Fernando Sierra, técnico do time de futebol no qual o menino jogava e com quem mantinha uma relação bem próxima.(foto) Tão próxima que a psicóloga que tratava o menor, após notar seus comportamentos estranhos, recomendou à mãe deste que Serra deixasse de vê-lo, como confirmou a tia do menino, Maíra del Carmen Romero, à BBC Mundo.

            Sem permissão da mãe, Sierra foi buscá-lo na escola na quinta-feira. Foi a última vez que se teve notícia deles - até o sábado, quando os dois foram encontrados sem vida a 150 km de Montevidéu, capital do país. Sierra atirou contra o menino e depois se matou, segundo confirmou o chefe de polícia da cidade Maldonado, onde os dois viviam.

Unidos pelo futebol

Felipe era filho de conhecido ex-jogador de futebol, Luis Romero, que era  "pai ausente", segundo disse sua mãe, Alexandra Pérez, ao jornal El País do Uruguai. "Não era tanto assim", refuta sua tia à BBC Mundo.

Sierra e Felipe se conheceram em 2015, por meio da equipe infantil do Club Defensor de Maldonado. Sierra era o técnico da equipe em que o menino jogava.
Apesar de Sierra ter ficado a cargo do grupo do qual Felipe fazia parte por pouco tempo, eles desenvolveram relação próxima.
"Ele levava e trazia Felipe dos treinos, das partidas, andavam juntos para todos os lados, ele o tratava como se fosse seu filho, e Felipe o tratava como se fosse seu pai. Por mais de uma vez, Felipe o chamou de papai", diz Myriam Sosa, dirigente do Club Defensor Maldonado responsável pela divisão infantil.

Até sua morte, Sierra ainda trabalhava como técnico. Ele se apresentava como "amigo da família" conta Sosa, e, por isso, ninguém estranhava tanta proximidade entre ele e o garoto. Fernando sempre foi pessoa tranquila, muito correto, muito educado com os pequenos, muito respeitoso. Ninguém podia pensar que algo assim aconteceria", diz Sosa.

Sierra participava de reuniões na escola de Felipe, o levava e buscava depois das aulas e até mesmo viajou de férias ao Brasil com o garoto, com a permissão de seus pais.
A tia do menino diz que o pai autorizara a viagem porque a ideia original era que família toda fosse junta - ou seja, Felipe, sua mãe, sua irmã e Sierra.

"Eu me mato"

O treinador se tornara a figura paterna de Felipe, até que, depois de algumas viagens que fizeram juntos, a psicóloga do menino chamou a mãe do garoto para conversar.
"Ela notou sinais de que algo não estava bem com Felipe", contou a mãe do garoto ao El País . Foi recomendado que ela não deixasse mais o menino sozinho com o treinador.
A mãe de Felipe decidiu confrontar Sierra. Na quarta-feira, enquanto seu filho treinava, ela puxou Sierra de lado para conversarem a sós.
"Veja bem, Fernando, as psicólogas me alertaram que não pode voltar a ficar sozinho com Felipe. Entenda como queira. Mas precisa aceitar o que estou te pedindo. Por favor", disse ela, como relatado ao El País .

"Se não posso mais ver o Felipe, eu me mato",

foi a resposta do treinador, segundo a mãe do menino.
Na quinta-feira, ele foi buscá-lo na escola. Ninguém estranhou, pois era comum.

O pior desfecho

O caso mobilizou o Uruguai. Foram criadas campanhas em redes sociais, e os amigos da família se ofereceram como voluntários para participar das buscas por Felipe.

Campanhas nas redes sociais e da polícia mobilizaram pessoas no país inteiro nas buscas por Felipe
O próprio Ministério do Interior se encarregou de dar a triste notícia. "A busca pelos desaparecidos teve o pior desfecho", comunicou em sua conta no Twitter.

"Lamentavelmente, na manhã de hoje, uma equipe localizou em Villa Serrana os corpos sem vida."

A notícia deixou a todos na cidade de Maldonado sem chão. "Aqui, todo mundo se conhece. Nunca poderíamos imaginar uma situação assim", diz a tia de Felipe, sem conseguir conter a emoção.



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