quinta-feira, 24 de agosto de 2017

CRUZEIRO DERRUBA GRÊMIO NO TEMPO NORMAL E NOS PENAIS ESTÁ NA FINAL DA COPA BRASIL/2017, EM SETEMBRO, DECIDE O TORNEIO CONTRA FLAMENGO QUE ELIMINOU BOTAFOGO POR 1 A 0 NO MARACANÃ.


CBF sorteou a ordem dos jogos: primeiro, Fla joga em casa; segundo confronto decisivo será no Mineirão

 

Este clássico mineiro versus gaúcho, no Mineirão,  foi daqueles que tiveram quase de tudo. Perto de ser classificado de "ataque contra defesa", pois foi dominado no tempo normal pelo Cruzeiro na tentativa de furar o ótimo bloqueio defensivo do Grêmio e de olho dos velozes contra-ataques armados pelo Renato Gaúcho. A equipe de Mano Menezes acabou por usar sua arma letal: a bola parada. Escanteio cobrado pela direita, no certeiro pé esquerdo de Thiago Neves que achou a cabeça de Hudson dentro da pequena área, cercado por vários gaúchos mas mesmo assim o meio-campista celeste mandou tijolaço de cabeça, no ângulo esquerdo do goleiro gremista e marcou o único gol do jogo e da vitória cruzeirense por 1 a 0.

A decisão de 180m ficou igualada: o Grêmio venceu lá por 1 a 0, na primeira partida, e o Cruzeiro 1 a 0 na volta para vibração do público presente de 55.227 torcedores, com 50.243 pagantes, recorde da China Azul nesta temporada. Então, a decisão foi para os pênaltis, na qual tudo estava indefinido porque os times têm goleiros excelentes, afamados como pegadores de pênaltis: Fábio, no Cruzeiro, e Marcelo Grohe, no Grêmio. Foi assim: os mineiros abriram 2 a 0, mas os gaúchos empataram em 2 a 2. Coube ao pé esquerdo de Thiago Neves decidir para o Cruzeiro com a calma e o talento conhecidos. - 3 a 2 pró Cruzeiro e a vaga na final da Copa Brasil/17.

No penúltimo penal cobrado pelos gaúchos, Fábio fez uma defesa igual a de Victor, na Libertadores que o Galo ganhou, e pênalti cobrado por Riascos: caiu no canto direito e o cobrador mandou no meio; Fábio levantou a perna esquerda e desviou a bola pra linha de fundo.Houve um senão nessas cobranças:Mano colocou o jovem zagueiro Murilo pra bater e o clima tenso assustou o menino, que cobrou mal e Marcelo defendeu.

No banco, o excelente cobrador Diogo acompanhou tudo assustado. Porque, Mano, você o deixou  fora das cobranças?

SORTEIO NA CBF DEU MINEIRÃO

A final será realizada nos dias 7 e 27 de setembro. 1º jogo terá mando do Flamengo, no Maracanã, Rio de Janeiro e o segundo e decisivo jogo será do Cruzeiro, no Mineirão, conforme sorteio efetuado esta tarde na sede da CBF no Rio. De novo, a sorteio ficou ao lado do time de Mano Meneses.

TORCIDA LOTA MINEIRÃO

A torcida do Cruzeiro compareceu em peso e empurrou o time na noite desta quarta-feira, no Mineirão, na classificação para a final da Copa do Brasil. A China Azul, como apelidou o saudoso Roberto Drummond, garantiu o recorde de público em jogos nesta temporada em Minas Gerais. Ao todo, foram 50.243 pagantes e 55.227 presentes.

 Cruzeiro superou a marca do Atlético, que então detinha a partida com mais torcedores. O Galo levou 42.936 pagantes, no Mineirão, em jogo do Campeonato Brasileiro. O time alvinegro perdeu aquele jogo por 2 a 0.
A Raposa registrou bons públicos na Copa do Brasil. Contra Palmeiras foram 41.660 pagantes e diante do São Paulo, 32.771.

Nos clássicos, a torcida celeste também compareceu em peso.
O primeiro encontro entre Cruzeiro e Atlético no ano, jogo válido pela 1ª rodada da Primeira Liga, em 1º de fevereiro, recebeu 39.811 torcedores. Na ocasião, o time de Mano Menezes bateu o arquirrival por 1 a 0, gol marcado por Arrascaeta.
Já no jogo de ida da final do Mineiro, 38.978 torcedores pagaram ingresso no Mineirão. A partida acabou 0 a 0, e o Atlético foi campeão estadual com a vitória por 2 a 1 conquistada no duelo da volta, disputado no Independência. No Horto, 22.411 pessoas acompanharam a partida e decretaram o recorde de público da história do estádio.

 

ESTRELA DE FABIO VOLTA A BRILHAR NOS PENAIS

 

A estrela de Fábio brilhou nas semifinais da Copa do Brasil contra o Grêmio. Depois de defesas difíceis no jogo de ida, vencido pelo rival, por 1 a 0, ele teve atuação segura nesta quarta-feira, no Mineirão, e viu o Cruzeiro devolver o placar no tempo normal, com gol de Hudson. Mas sua presença em campo seria mais fundamental ainda na decisão por pênaltis. Ele defendeu a cobrança do craque gremista Luan e deixou para Thiago Neves a missão de classificar os celestes para a sétima decisão do torneio:

3 a 2 nas alternadas.

 

O momento da defesa de Fábio não poderia ser mais tenso. Os gremistas já tinham desperdiçado duas cobranças com Edilson e Everton, que acertaram a trave, mas o Cruzeiro não avançou no placar e parou em defesas de Marcelo Grohe, que pegou as batidas de Robinho e Murilo. Coube ao goleiro celeste, estão, rebater a finalização de Luan, melhor jogador adversário. Para o camisa 1 cruzeirense, a tranquilidade e o trabalho realizado na Toca da Raposa II foram essenciais para este momento de glória.

 

"O Robertinho (preparador de goleiros) é essencial para esse trabalho. A dedicação dele no dia a dia com os goleiros... E não só com os goleiros, mas está pronto para ajudar os zagueiros. O Robertinho faz parte disso, como o Rafael, o Lucas França, o Lucão e os outros que passaram aqui e que fizeram com que eu pudesse me dedicar cada vez mais. Sempre respeitando cada um e procurando sempre melhorar", complementou Fábio.

 

DE : Cesar Claudier (cesar.claudier@gmail.com)

 

Bom Dia Flávio!!!

 

Tomado pela emoção em torno do "encantamento' do grande Willy, escrevi pequeno e simples texto em homenagem a esta histórica figura.

Assim, tomo a liberdade de compartilhá-lo com você.

Abraços Fraternos!!!

-"ADEUS WILLY GONSER - Sempre imaginei que as coisas tivessem voz... A voz dos mais fracos; a voz dos oprimidos; a voz da mãe natureza; a voz do povo; a voz da sabedoria; a voz da indignação; a voz de Deus; a voz da nação e, a voz do tempo. Se tem uma voz que marcou a minha infância, adolescência, e grande parte da vida adulta, essa foi, certamente, a voz de Willy Fritz Gonser. A voz do "Alemão', apelido carinhoso do Willy, representava de tal maneira os jogos do Galo que, quando o jogo era transmitido pelas emissoras de televisão, abaixávamos volume da TV e aumentávamos o do rádio, já que, jogo do Galo só tinha sentido na voz dele".

"-Quando veio a sua aposentadoria, a Nação Atleticana inteira sentiu muito a falta de seu português perfeito puxando o "rrrrr", mas, seguimos em frente, acompanhando o Galo. Apesar de seu substituto ter caído nas graças da torcida,às vezes nos pegávamos imaginando a narração do Willy nos geniais lances do bruxo Ronaldinho Gaúcho ou na defesa de São Victor do Horto no episódio do "partiu Riascos"... Mas, a vida segue em frente, o que se há de fazer?

-" No momento em que recebi a notícia do "encantamento" do dono da voz do nosso tempo e da nossa nação, me dei conta de algo, que, de uma certa forma sabia: O quão "significante significava" aquela voz. Desde muito novo, ainda engatinhando na arte de torcer, e ensaiando as minhas primeiras aventuras pelo mundo futebolístico, já buscava a resposta para minha chama atleticana, na voz rouca, precisa, completa e impactante de Willy durante as transmissões dos jogos do Glorioso Clube Atlético Mineiro".

"-As narrações de Willy tornaram-se verdadeiro símbolo de uma nação... E a história do Clube Atlético Mineiro passou a se misturar e a se confundir com a história de Willy. Assim, como vários garotos de minha geração, sonhei durante muitos anos com gol feito por mim, vestindo a camisa do Galo, narrado pelo dono da voz da massa e ao final, o comentário de Abras sobre a jogada. Foram diversas as vezes que me perdi em meus pensamentos infanto-juvenis, e no mundo da imaginação eu mesmo narrava, imitando o Willy, um lance genial, feito por mim, em que a "bola ia para o barbante..."

-"O tempo passou, minhas aventuras pelo mundo do futebol não passaram realmente de meras aventuras pelo mundo do futebol. Mas, algumas coisas não mudam, e não mudarão, pelo menos dentro dos nossos corações e imaginações. Sempre imaginaremos, e transportaremos através de uma máquina do tempo chamado pensamento,  gol do Galo narrado pelo Willy e comentado pelo Roberto Abras. Acho que o meu pensamento, sobre as coisas terem voz, estava certo: Coisas, tempos, espaços, emoções e sentimentos têm voz, e Willy será eternamente a voz da Massa, a voz da Nação Atleticana, a voz dos injustiçados, a voz da alegria e da tristeza, a voz da raça, a voz da sabedoria, a voz mais completa. Acredito que até quando minhas limitações físicas me deixarem praticar o futebol e conseguir mandar a bola para o barbante dos goleiros nas peladas, sempre, pelo menos em minha cabeça, estes gols serão narrados pelo Willy Gonser..."

-" E mesmo quando o tempo me incapacitar de jogar as peladas, ou talvez esteja surdo ou mesmo, corroído pelo Alzheimer, bem lá no fundinho das minhas imaginações e as mais belas lembranças de uma velha criança que torce eternamente para o Galo, tenho a certeza que continuarei tendo os meus gols narrados e gritados pela voz rouca e inesquecível de Willy Gonser dizendo "é golllll!!!!... é golllll!!!!... é golllll!!!!... é do Galoooooooo..." WILLY FRITZ GONSER VIVE EM NOSSA MEMÓRIA!"

TRINCHEIRA: Caro César, seu texto cheio de emoção e tão carinhoso, sem dúvida, é homenagem mais que justa ao enorme amigo e narrador esportivo Willy Fritz Gonzer, uma profissional notável, inimitável e ser humano sem jaça e impecável. Obrigado pela colaboração.

 


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