sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

MILAGRES EXISTEM, SEM DÚVIDA E SÃO BOAS LEMBRANÇAS DA VIDA.


Flávio Anselmo –( Jornal Solidariedade)

Se nós nos esquecermos do clima de guerra, de fim do mundo, vivido há alguns anos pela Região Serrana do Rio de Janeiro, por causa das fortes chuvas quando centenas de pessoas perderam a vida e milhares ficaram ao desabrigo, na pior tragédia jamais vista no Pais, não sobrará nem dignidade naqueles destroços.

Aquela situação de proporções gigantescas não devem jamais cair no esquecimento sob pena de voltarem a acontecer em situações piores.

A repórter Renata Vasconcelos, do Jornal Nacional da Globo, informou que havia perdido a conta do número de corpos que passaram por ela em sacos plásticos. Nada era agradável, só se respirava terror, medo, angústia e morte.  No meio de tudo isso, duas cenas, contudo, chamaram a atenção dos telespectadores e me comoveram às lágrimas. 

Aquela da senhora Ilair no telhado com seus cachorros, no município de São José do Vale do Rio Preto. No terraço, onde buscou salvação, viu a enxurrada chegando e tudo levando. Caiu o terraço e ela ficou no chão da casa, equilibrando-se em um pedaço de madeira.

Do prédio vizinho, lá do alto, uns 10 metros, veio a salvação através de uma corda que dona Ilair amarrou na cintura.

Ilair chorou ao deixar seus animaizinhos de estimação que foram levados pela correnteza. Nos últimos instantes, ela saltou pra salvação e foi resgatada pela solidariedade dos vizinhos.

Já o repórter Tiago Eltz acompanhou, no centro de Teresópolis, outro momento da mais pura emoção. No meio de certos escombros, surgiu um sinal de esperança. Os bombeiros ouviram o pedido de socorro, mas até chegar ao local onde a pessoa estava, foram quatro horas de trabalho.

E quando, finalmente, retiraram o sobrevivente, o que parecia inacreditável aconteceu: do meio de toneladas de escombros, surge o pequeno Nicolas. Sem machucados, sem choro, apenas com uma carinha de quem não estava entendendo muito bem tudo o que acontecia. Ele encontrou um avô emocionado.

Nicolas passou 15 horas debaixo de concreto e lama, protegido pelo abraço do pai. Depois do resgate que emocionou a todos, os bombeiros voltaram aos escombros onde estiveram trabalhando incansavelmente nas últimas quatro horas. A determinação deles era retirar de lá o pai do bebê, que ficou todo o tempo abraçado à criança que foi resgatada. Alguns minutos depois, o pai também foi retirado.

Wellington da Silva Guimarães, resgatado, com vida. "Isso é um milagre, um milagre mesmo". Também pensei assim, quando foquei bem o lindo rosto do garotinho. Deus existe, sem dúvida. E milagres acontecem, sem dúvida igualmente.


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