quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

TRINCHEIRA DO FLAVIO ANSELMO

ATÉ CARLOS CÉSAR JÁ DÁ PALPITE NO COMANDO TÉCNICO DO GALO

O Atlético agora corre atrás de outro nome para assumir o comando técnico do time: estão na lista Wagner Mancini e, Vanderlei Luxemburgo; Felipão que aparecia em primeiro lugar numa pesquisa feita junto à torcida alvinegra foi descartado por causa do salário altíssimo que ele recebia na China e que quer ganhar no futebol brasileiro, também.

 

O problema que o omisso presidente Sette Câmara enfrenta agora é a quantidade de palpiteiro. Inclusive jogadores sem prestígio do elenco têm dado sua opinião, como é o caso de Carlos César. O lateral não escondeu o desconforto do elenco com as indecisões da cartolagem e as diversas trocas de treinadores.

 

Segundo ele, " eu estou no Atlético desde 2011 e tenho presenciado todas as alterações que foram feitas nos últimos anos no comando técnico."

 

Disse mais, Carlos César:

 

 "Não é bom. Até pelo momento que a gente vive, ninguém planeja uma situação dessas. Mas nós jogadores já temos experiência de, ao longo da carreira, passar situações como essas. Temos que focar na partida e entender que o presidente e diretoria tomaram a melhor decisão. Temos que entrar no jogo e esquecer um pouco esse momento de mudanças. Gera um pouco de mal-estar porque pega de surpresa todos os jogadores, como a comissão. As vezes tem uma ligação de um jogador com o treinador pela ajuda, pelo dia-a-dia".

Veja bem que autoridade do Carlos César: ele passou recomendações à diretoria do Atlético e ao futuro treinador do alvinegro. Para os dirigentes, o lateral-direito pregou continuidade ao trabalho do próximo técnico, além de manter a base do elenco atuando juntos pelo maior tempo possível.

Ao comandante que ainda chegará à Cidade do Galo, o jogador recomendou estudar sobre os times campeões em 2013 e 2014, conciliando com conselhos da torcida, além de conhecer as características do alvinegro.

 
Carlos César falou o seguinte:

 

"0 planejamento do grupo vitorioso precisa de tempo maior de trabalho. Um ano  com o mesmo treinador, linha de trabalho, grupo que vem trabalhando junto. Frase que ouvi: uma mudança gera esperança. Nós jogadores esperamos, sim, que possa chegar treinador que venha se adaptar ao momento que o Atlético vive,  e conhecer as características do clube.

Venha estudar aquilo que terá de fazer dentro de campo, o que a torcida pede, como nos anos vitoriosos, como foram jogados, trabalhados, e porque as vitórias vieram. Dentro de campo é essa resposta que temos que dar ao torcedor. Temos que estar em sintonia para as coisas acontecerem".

União para responder cobranças

A divisão de responsabilidades também será melhor trabalhado daqui pra frente a fim de que a pressão não chegue no novo treinador, visando maior tempo de trabalho. Carlos César garante que, sobretudo os jogadores experientes do elenco, irão absorver toda a questão externa, dando tranquilidade ao futuro comandante pra trabalhar.

 

 -" Os anos de carreira nos deixam mais calejados em questões de cobrança. Outro dia, eu comentava que fui ao supermercado, o cara levantou da cadeira e me puxou pelo braço. Conversei com ele e disse que não precisava dessas coisas. A carreira é que te faz agir dessa forma, e não responder com a mesma atitude. Acabamos aceitando certas invasões. Acredito que nós jogadores que temos experiência, podemos ter controle melhor, focados nas partidas pra  mudar a situação", concluiu.

A primeira oportunidade para driblar a situação citada por Carlos César será no clássico contra o América, no domingo, às 17h, no estádio Independência, pela 7ª rodada do Campeonato Mineiro. O Atlético atualmente ocupa a 4ª posição, com oito pontos.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Escolha a melhor forma de se identificar em Comentar como: Depois pitaque à vontade.