segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

TRINCHEIRA DO FLÁVIO ANSELMO

PARA AONDE CAMINHAMOS?...

 

(Flávio Anselmo)

 

O TÍTULO poderia encerrar-se com ponto de interrogação, como se o articulista, em dúvida, quisesse saber várias outras opiniões.

 

Ou em três pontinhos:  significaria  que se tem a resposta da questão, numa demonstração de onisciência, somente admitida no Poder Supremo.

 

Admito que a segunda hipótese, entretanto, permite divagações face aos acontecimentos que explodem em manchetes diárias.

 

De uma coisa todos temos certeza e nem precisamos de forças divinas pra estabelecer a verdade desses fatos: o mundo caminha pra autodestruição.

 

A humanidade está podre, incrédula, egoísta, vampiresca e suja.

 

Sodoma e Gomorra são paraísos extintos pertos do que apuramos, assistimos (sem nenhuma indignação) nos noticiários das tevês. A arte imita a vida, hoje a vida imita a arte. O faz-de-conta das novelas globais (83% de audiência nacional) são folhetins escaneados da vida comum.

 

De tal forma assustadora tal realidade que nós, pais e avós, em vez do descanso merecido da aposentadoria, desdobramos-nos numa vigilância espiritual e material pra cuidar dos jovens, nossos descendentes, desacostumados pela correria do tempo de hoje, a proteger sagrados princípios que a humanidade já nem releva mais.

 

Meu mano Fábio Paceli, de Brasília, é incansável em descobrir lições de vida. Mandou-me esta frase da filósofa russo-americana Ayn Rand ( judia, fugitiva da revolução russa, e que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920).  Mostra visão com conhecimento de causa:

 

"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada;

quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores;

 

quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho;  que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você;

 

quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar:

 "a nossa sociedade está condenada".

 

 


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