segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

TRINCHEIRA DO FLAVIO ANSELMO

SE EU VIVESSE EM BUENOS AIRES SERIA DA HINCHADA DO RACING, PORÉM COMO VIVO EM BH, MEU MUNDO É PRA LÁ DE AZUL E ASSIM SERÁ NESTA NOITE DE LIBERTADORES.

 

Dou-me ao direito de sonhar sempre! Estive na final da Libertadores, em Buenos Aires e no terceiro jogo, em Santiago, entre Cruzeiro e River Plate. Aquele do famoso gol de Joãozinho, passando à frente de Nelinho pra cobrar a falta decisiva.

 

Estive em Montevidéu na terceira partida decisiva em campo neutro entre Cruzeiro e Boca Juniors, vencida pelos boquenses nas cobranças de penais. Rodei a América do Sul em todas as Libertadores com Atlético e Cruzeiro nos tempos de antanho. Lembro-me de gols incríveis, como o de Roberto Batata, no Peru, o último de sua maravilhosa carreira antes de morrer no trágico acidente.

 

Na Copa do Mundo de 78, me parece que fui à Avellaneda assistir uma partida entre duas seleções estrangeiras. Estive lá em vários jogos entre mineiros e argentinos pela Libertadores. Bons tempos nos quais eu viajava demais como diretor e comentarista principal das Rádios Guarani e Capital. Hoje me nego a deixar meu modesto escritório de escritor no despenhadeiro da Abre Campo, no Bairro Santo Antônio, pois o futebol de agora torrou meus culhões.

 

ESTRÉIA DO AZULÃO NA LIBERTADORES

 

o Cruzeiro estreia nesta terça-feira na Taça Libertadores atrás do tricampeonato do torneio. Pega logo osso duro de roer o Racing, dos mais populares clubes de futebol na belíssima Buenos Aires. O time de Avellaneda, região metropolitana de Buenos Aires, vive bom momento.

 

Não perde no Campeonato Argentino desde 28 de janeiro, quando foi superado pelo Unión Santa Fé, fora de casa. Depois, emplacou triunfos contra Huracán (4 a 0), Olimpo (2 a 1), Lanús (3 a 1) e Godoy Cruz (2 a 1). O La Academia ocupa o quinto lugar na classificação, com 28 pontos.

O time mudou de treinador em dezembro passado. Eduardo Coudet assumiu após a saída de Diego Cocca, último comandante a levar o clube alviceleste ao título argentino, em 2014. O curioso é que os dois trocaram de times: Cocca assumiu o Tijuana, clube que era dirigido por Coudet.

Coudet não poderá ficar no banco de reservas na partida contra o Cruzeiro porque cumprirá suspensão por confusão generalizada quando comandava o Rosário Central em 2016. O auxiliar técnico Ariel Broggi será o seu substituto.

Para lutar pelo título da Libertadores, o Racing foi ao mercado e contratou bons nomes: os meias Centurión (Genoa-ITA) e Neri Cardozo (Monterrey-MEX); o volante  Nery Dominguez (Independiente-ARG); os zagueiros Donatti(Tijuana-MEX) e Sigali (Dínamo de Zagreb-CRO) e o lateral-esquerdo Gonzalo Piovi.

O Racing não poupou dinheiro. Prova disso é que fez a aquisição mais cara da sua história: Centurión custou 4 milhões de euros (R$ 15,7 milhões) por 70% de seus direitos econômicos. 

Como joga o Racing

 

"O estilo Coudet oferece pressão alta e ataques diretos depois da roubada de bola, com a recuperação pelos meio-campistas e laterais, que se lançam ao ataque. Também há jogadas de bolas paradas a partir dos especialistas que chegaram no último mercado de passes", disse o jornalista Christian Leblebidjian, do jornal La Nación.

Racing deve jogar no esquema 4-1-3-2. O goleiro será o jovem Juan Musso, de 23 anos. Os laterais de projeção serão Renzo Saravia e Alexis Soto. No miolo de zaga, Leonardo Sigali e Alejandro Donatti, ambos chegaram ao clube no início do ano. O experiente Nery Domínguez é o volante central. O trio de meias, rápido e inteligente, deve ser formado por Diego Gonzáles, Matias Zaracho e Neri Cardozo. Na frente, a revelação Lautaro Martínez e o experiente Lisandro López.


CRUZEIRO

Título, vitórias marcantes e decepções:  retrospecto do Cruzeiro contra maiores clubes do futebol argentino em Libertadores

Segundo o jornalista Rafael Arruda, do Superesportes, o Clube celeste já enfrentou Boca Juniors, River Plate, Independiente e San Lorenzo pela maior competição futebolística do continente americano. Primeiro duelo com o Racing será nesta terça, às 21h30, em Avellaneda

 

Da parte deste filho do Sodico e da dona Geralda, nascido na belíssima República Independente de São João do Caratinga, minhas idas e vindas a Buenos Aires, Rosário, Mar del Plata, Mendoza e cidades da região metropolitana de Buenos Aires devem-se a jogos contra os cinco chamados grandes argentinos. E claro pelos jogos entre as Seleções Argentinas e Brasileiras e a Copa do Mundo de 78. Nesta, eu fiquei 40 dias por lá, rodando por belas cidades.


"Embora tenham ocorrido vários jogos por torneios como Supercopa, Copa Máster e Mercosul, o Cruzeiro nunca encarou o Racing pela Copa Libertadores da América. O debute desse duelo na maior competição do continente acontece às 21h30 desta terça-feira, no estádio Presidente Perón, conhecido como El Cilindro, em Avellaneda (ARG). A partir do momento em que a bola rolar na Argentina, a Raposa já terá enfrentado todos os gigantes do país "Hermano" na Libertadores",
escreve o jornalista Rafael Arruda..

 

E vai mais adiante o excelente periodista tupiniquim: "Dos 148 jogos disputados pelo Cruzeiro na competição, 18 foram diante dos grandes argentinos. E o retrospecto geral aponta equilíbrio: são oito vitórias celestes, três empates e sete derrotas. Levando em consideração apenas os jogos na Argentina, a equipe mineira ganhou duas vezes, empatou uma e perdeu cinco.

 

Sem dúvidas, a maior vitória aconteceu no terceiro jogo da final de 1976, no dia 30 de julho, quando o Cruzeiro se sagrou campeão da Libertadores pela primeira vez ao bater o River Plate. O gol de Joãozinho aos 43min do segundo tempo garantiu o triunfo por 3 a 2, no estádio Nacional de Santiago, no Chile. Nelinho e Eduardo marcaram os outros gols celestes, enquanto Oscar Mas e Urquisa fizeram os do River.

Em 1994, mais uma página heroica e imortal foi escrita na história do Cruzeiro. No dia 16 de março, o goleiro Dida se transformou num verdadeiro paredão e segurou o 0 a 0 no primeiro tempo do jogo contra o Boca Juniors, no La Bombonera, pela fase de grupos. Na etapa final, uma bela cobrança de falta do lateral-direito Paulo Roberto Costa aos 14min abriu caminho para a vitória celeste. Roberto Gaúcho ampliou a vantagem aos 27min. No fim, Acosta fez o gol de honra do Boca (2 a 1), que amargava a quarta derrota em casa contando todas as participações em Libertadores.

 

Mas o mesmo Boca Juniors havia sido anos antes algoz cruzeirense pela competição. Em 1977, os xeneizes

venceram a final da Libertadores nos pênaltis, por 5 a 4, depois de empate sem gols no tempo normal. A terceira partida da final aconteceu em 14 de setembro, no estádio Centenário, em Montevidéu (URU). Já em 2008, o Boca voltou a impor sua força no confronto válido pelas oitavas de final e ganhou os dois jogos por 2 a 1, no La Bombonera e no Mineirão.

 

Em 2014 e 2015, o Cruzeiro amargou eliminações nas quartas de final da Libertadores para San Lorenzo e River Plate. Esta última gerou um sentimento forte de decepção nos torcedores, pois o time havia vencido a partida de ida no Monumental de Núñez, por 1 a 0, porém foi goleado na volta por 3 a 0, no Mineirão.

Já contra o Independiente, o Cruzeiro deixou escapar grande chance de disputar a final da Libertadores de 1975. O time celeste poderia perder por 2 a 0 ou 3 a 1 a partida de encerramento do triangular da semifinal, mas acabou goleado por 3 a 0, em Avellaneda. O resultado fez os Rojos avançarem pelo saldo de gols, deixando a Raposa e o Rosário Central para trás. O time argentino ganhou a competição ao bater na decisão a Unión Española, do Chile.

Outros adversários argentinos

 

Cruzeiro enfrentou, ao todo, 14 clubes argentinos. E criou uma espécie de rivalidade com alguns fora da lista dos cinco grandes, casos de Estudiantes (algoz na final da Copa Libertadores de 2009) e Vélez Sarsfield (adversário da decisão da Supercopa de 1996).

Contabilizando amistosos e competições oficiais, a Raposa encarou também Argentinos Juniors, Atlético Tucumã, Belgrano, Chacarita Juniors, Huracán, Rosário Central e San Martín.

No geral, foram 97 partidas contra times argentinos. O Cruzeiro ganhou 49, empatou 14 e perdeu 34. São 134 gols pró e 123 contra.

 

 


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