sábado, 17 de março de 2018

A VOZ E A BRISA

A VOZ  E A BRISA

 

Saiba, o caminho é belo.

A brisa está suave.

Tão suave que apenas balança

as copas  das árvores florescendo,

Provoca quedas de flores,

cobrem o caminho de cores

(variadas cores).

 

O que era de terra e de poeira

Tornou-se alameda colorida,

cheia do comum burburinho,

de pássaros pelo caminho.

 

As pedras que machucam os pés

De repente viram nuvens

Caminho entre elas, sem trupé.

O que ouço é a divina sonoridade,

dos pássaros canoros que desceram.

Não estão mais nas grimpas,

e sim no chão e os vários tipos,

também marcam  a trilha,

que cintila e com as flores, brilha.

 

Canarinhos da terra, cantai-vos

Ali  também estão bem-te-vis, beija flores.

Pendurados em cipós.

Formam orquestra de canto ordenado

Sou ser humano privilegiado.

 

A tarde cai brilhante

Cores naturais pintam diferente

o Céu lá no poente - Incrível gente!

O caminho  está mais belo ainda,

mostra o sol que desce imponente.

 

Torno-me , então, espírito acalentador

Pois assisto a tudo que pedi em reza

sobre espíritos do Bem - reencarnai-vos

E caiam na mesma forma de outrora,

nos braços de seus amados.

 

Venham profetas que a voz e a brisa

Tornarão este rincão iluminado

Por bandos de vaporosos vagalumes.

A brisa lhe dará mansidão,

e no seu colo flores em botão derrubará.

Suave é a noite, gostosa é a brisa.

Implacável, o clima que os cerca;

do jeito que o amor gosta.

A voz do ambiente é calma

A brisa vem do Lago ali perto,

Virá  nos acalentar, é certo.

Pegar-nos-á  abraçados.

 

 


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