quarta-feira, 14 de março de 2018

AS TRÊS CALCINHAS COLORIDAS, MAS ÉS MAIS BONITA SEM QUALQUER UMA DELAS

 

Ser sôfrego é ser impaciente,

é deixar-se dominar no contexto.

Define o dicionário da vida,

que como num texto,

os verbetes têm uma própria conclusão.

 

Por isso é que eu preciso,

-e como preciso- ser inteligente!

Para aprender a voar sozinho

 e não me agrupar-me na roda viva,

implangente.

Na qual o planger é ser choroso, lastimoso,

com mais riso e pouco siso,

provérbio usado entre os 17

e 21 anos, quando mais surgem os dentes do Juízo,

 conhecidos como dentes de siso,

expressão de bom senso, do tino, de boa

capacidade de  análise .

 

Preciso, ah como preciso!

Ser mais resoluto e menos absoluto.

Ser, pelos que me rodeiam, mais esquecido,

como dente  podre , escondido

por baixo de frágil obturação.

Preciso, ah como preciso sair da solidão

e ver-me com maior poder de decisão;

 

Não, não, não me venha de calcinha rosa, não;

ela nada diz, e se diz é mentira, ilação.

Use a pretinha, que mostra tudo, é sensual.

nas vezes que sentada abrires as pernocas

a negritude da calcinha, sob o vestido curto,

parecerá como o  pelo genital.

Não vista a vermelha, cor do coração,

preferida, aparecida e convertida

numa enorme e exangue menstruação,

no momento da dor de cabeça desmedida,

nada sentida, pra evitar a penetração.

E apenas a cumprir a sina mentirosa,

das mulheres sem o prazer do gozo.

 

Preciso, mais que preciso,

necessito urgente,

ser paciente

e do seu amor - descrente.

Ah preciso ser pássaro solto

no espaço vazio a voar disposto,

sem rumo e sem ninho.

Preciso do sonoro cantar do curió,

fora da gaiola, também solto

entretanto indeciso,

quanto ser ou não ser, assim

como eu, que sou e não sou.

 

 

 


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