terça-feira, 27 de março de 2018

BRASIL VENCE SEM VINGANÇA

 

FALTARAM SETE GOLS NO AMISTOSO ALEMANHA E BRASIL PARA A VINGANÇA SER CONCRETIZADA: SEIS PRA NÓS E UM PRA ELES.

Se isso tivesse acontecido, o Brasil que venceu por 1 a 0, gol de Gabriel Jesus, poderia chegar aos 7 a 1 da Copa do Mundo de 2014, jogo no Mineirão. No seu entusiasmo exacerbado pela Seleção, o narrador Galvão Mundo rotulou o jogo desta terça-feira, em Berlim, com clima de Mundial: era o Brasil querendo vencer e a Alemanha em busca do empate.

Após o  apito final, os nossos craques fizeram comemoração insossa, em maior vibração, a fim de despachar a história de vingança cujo fim  jamais acontecerá. Como é o caso de Brasil x Uruguai, responsável pelo Maracanazzo de 1950. Até hoje quando jogamos contra eles, a mídia deita e rola em cima da vingança e enche a cabeça dos jogadores de minhocas.

FOI TUDO DO MESMO JEITO, SÓ QUE SEM FELIPÃO E NEYMAR.

Seleção Brasileira estará emocionalmente fortalecida na Copa do Mundo da Rússia. Nesta terça-feira, o  time nacional deixou apenas pra história o fantasma que o assombrou nos últimos quatro anos,  ao fazer 1 a 0 sobre a Alemanha, algoz da humilhante goleada por 7 a 1 nas semifinais do Mundial que eles aplicaram na gente, em casa, no Mineirão..

 Assim como no catastrófico 8 de julho de 2014, o Brasil não contou com o seu principal astro, Neymar, machucado. Agora, no entanto, adotou estratégia comedida, com três volantes, e soube aproveitar as brechas oferecidas pelo time alemão, com muitos reservas em campo. Aos 37 minutos do primeiro tempo, Gabriel Jesus marcou, de cabeça, o único gol do amistoso.

A vitória sobre a Alemanha foi a última partida antes de o técnico Tite anunciar os seus convocados pra Copa do Mundo. Em junho, o técnico terá mais dois testes anteriores ao torneio na Rússia, contra Croácia e Áustria, ambos na Europa.

O jogo - Era impossível esquecer o 7 a 1. Com os jogadores de Brasil e Alemanha perfilados no gramado, diante do público enorme  que fazia questão de lembrar a humilhante goleada da Copa do Mundo passada, os comandados de Tite se mostravam emocionados.Fernandinho, um dos mais criticados por sua atuação na maior derrota do futebol nacional, estava com os olhos marejados na execução do Hino Nacional, assim como outros.

Thiago Silva, contestado pelo choro na campanha de 2014, não tinha vergonha de cantar aos berros, com os olhos fechados, extravasando o que sentia.Desta vez, quando a bola rolou, o Brasil soube controlar as suas emoções. Tite adotou  postura tática cautelosa, bem diferente daquela escolhida por Felipão quatro anos atrás, e orientou para que a Alemanha fosse marcada desde o campo defensivo. Preservando titulares, os anfitriões ficavam mais com a bola, porém não a ponto de incomodar o goleiro Alisson.

Com o passar do tempo, a Alemanha resolveu apostar nos levantamentos na área, da esquerda e da direita. A maioria deles buscava Mario Gómez, centroavante que ficava constantemente em posição de impedimento e quase sempre finalizava para fora.

Aos 36 minutos, a Seleção Brasileira teve a chance que tanto aguardava. Em posição duvidosa, Gabriel Jesus foi acionado por Willian no meio de dois marcadores e partiu em velocidade. Ao chegar à área, o centroavante limpou bem a jogada, deixando Boateng no chão, mas concluiu mal. A bola subiu demais.

Gabriel Jesus se redimiu no lance seguinte. Aos 37, após  desarme de Fernandinho, Willian tabelou com Daniel Alves e fez o cruzamento da direita, pro jogador do Manchester City cabecear da entrada da pequena área. O goleiro Trapp chegou a defender parcialmente, mas não evitou que a bola entrasse. Brasil 1 a 0.

No segundo tempo, a Alemanha tentou manter a mesma estratégia que a fez ser mais presente no ataque no primeiro. Agora, no entanto, estava em desvantagem no placar, o que a obrigava a ser mais incisiva. Do outro lado, tranquilo, o Brasil enfim se soltou e mostrou-se eficiente ofensivamente. Willian, Paulinho e Philippe Coutinho tiveram boas oportunidades pra chutar a gol quase em sequência.

O técnico Joachim Low, então, resolveu entrar em ação, e, também fazer testes para o Mundial. Ele trocou Goretzka, Sané e Mario Gómez por Brandt, Stindll e Sandro Wagner. Depois, Sule substituiu Boateng, que a se machucou numa disputa com Gabriel Jesus. Alemanha pressionou com bolas alçadas, mas Thiago Silva esteve fenomenal.

 


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