segunda-feira, 12 de março de 2018

Mineroduto se rompe, despeja minério e atinge manancial de água em Santo Antônio do Grama

Um dos dutos que leva minero de ferro para os postos se rompeu. A captação de água será interrompida.

Uma tubulação de mineroduto em Santo Antônio do Grama, na Zona da Mata, se rompeu e despejou minério para o acesso de água para o município e para o leito do Ribeirão Santo Antônio. 

A informação foi confirmada na manhã desta segunda-feira pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad). 
A captação de água foi interrompida pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A empresa ainda não indicou alternativa de captação. 

 A direção da empresa Anglo American Minério de Ferro S.A, responsável pelos dutos que levam minério para os postos, informou que, por volta das 7h40, houve o rompimento da tubulação. 
 Equipes da Copasa e do Núcleo de Emergência Ambiental (NEA) da Semad já estão no local para averiguar a situação e determinar medidas ambientais cabíveis.

Antes do colapso da barragem da Samarco em Bento Rodrigues, distrito de Mariana, em 5 de novembro, a mineradora havia registrado ao menos outros três rompimentos de estruturas em sua unidade no município.

Conforme o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Extração de Ferro e Metais Básicos de Mariana (Metabase), as rupturas ocorreram na canalização que transporta minério de ferro da planta para o Espírito Santo, de onde é exportado.Apesar de ser diferente da lama que vazou no desastre de Mariana, o minério de ferro também tem impacto ambiental. No último vazamento no mineroduto, ocorrido em 2006, segundo o diretor executivo do sindicato, Sérgio Moura, um córrego em Barra Longa, município a cerca de 60 quilômetros de Mariana, foi atingido.

O primeiro foi em meados da década de 80. "Em barragens, até o dia 5, nunca havíamos tido vazamento", afirma Moura.
A Samarco tem três minerodutos utilizados no escoamento da produção para o Espírito Santo. O que apresentou os problemas, conforme o diretor do sindicato, é da década de 70.

Os outros dois foram construídos em 2008 e 2014. Cada um tem capacidade de transporte para escoar cerca de 40 mil toneladas de minério de ferro por dia. A assessoria da Samarco ainda não respondeu ao contato feito pela imprensa.

 

 

 


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