segunda-feira, 12 de março de 2018

PRA QUEM QUISER MUSICAR




ANDAR SOBRE AS ÁGUAS

Ande sobre as águas
do meu pranto, Senhora.
Não choro de dor no momento.
ou choro de lamento
E saiba agora, minha Senhora,
Que as lágrimas são prantos
De tristeza, de saudade
são o resultado de muito remorso
 por perder amores desiguais
Fui amado por um deles, demais.
Por outro, falsamente
E ainda na busca do amor
então sem espaço
Corri de braço em braço,
 muito beijei, e fui enganado.
Pra chegar neste atual instante,
com a Virgem Imaculada errei

Pois Ela me ensinou
como é o verdadeiro amor.
Igual ao que Ela tem por nós.
Só que no nosso amor, Senhora,
 existem o amor físico e o suor
do esforço do gozo.
Servido em doses homeopáticas
várias vezes ao dia.
Isso cura qualquer mal
de nascença ou daquele que entra
coração adentro, sem bater,
à porta. Mas que importa?
Se estamos cheios de dor e falsidades.
Sem  piedade,caridade,sanidade,
Só perversidade e maldades

Tenha paciência de esperar,
Senhora, pois sua jornada chega ao fim.
Ande sobre as águas do Rio Tim, Tim, Tim.
 Sobrevoe as matas verdes
 iguais seus olhos de Anjo.
 Quem sabe se aquele que você deseja
 não apareça de repente?

O seu mundo caiu, mas não foi ao fundo do poço:
Está de pé, outra vez,
Para dar a volta pela terra..
E quem sabe, talvez
A placa da vida nova, descerra.

Corta a fita de inauguração
da nova aurora.
E pelo Sim, ou pelo Não,
Vou escolher melhor, estou de olho aberto, desperto,
Na última volta da vida canora,
 minha boa Senhora!
Curtirei os teus lábios e lhe faço
sem embaraço, seu corpo coberto
de beijos, beijos, até a descoberto.
Na vista geral dos inimigos invejosos
Sem aquela ânsia e pressa
De ir, sem motivo ALGUM, embora.


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