quinta-feira, 1 de março de 2018

TRINCHEIRA DO FLÁVIO ANSELMO

LI E GOSTEI E QUERO PASSAR PRA VOCÊ TAMBÉM, FLAMENGUISTA E MEU AMIGO BAIÃO.

Flamengo precisa aprender que Libertadores não é Campeonato Carioca

DE: -João Luis Jr., do Isso Aqui é Flamengo

Poderíamos culpar a arbitragem, já que com pênalti não marcado a nosso favor e gol ilegal dado ao adversário não se pode negar que o apitador peruano Michael Espinoza mudou os rumos da partida.

Mas culpar o árbitro pelos próprios fracassos é um recurso que combina muito mais com times pequenos, de ambições curtas, do que com equipes grandes, que querem sonhar alto e assumem a responsabilidade pelos seus resultados.

 

Poderíamos também culpar a falta de vontade do River Plate de praticar qualquer coisa semelhante ao futebol, preferindo travar o jogo com imensas sequências de faltas e atitudes tão bizarras quanto tentar cavar  buraco na marca do pênalti.

 

Mas querer disputar a Libertadores sem lidar com catimba, anti-jogo e equipes que vieram pra vencer na base do gol aleatório é mais ou menos como entrar numa rede social e esperar que as pessoas digam apenas a verdade:  sonho bonito, mas que não vai ser possível de realizar.

 

A verdade é que o Flamengo deixou dois pontos escaparem entre seus dedos já na estreia da Libertadores, talvez pouco por culpa da arbitragem, talvez  pouco pelo estilo de jogo do River Plate, mas muito porque parece ainda não ter entendido que a maior competição da América do Sul é diferente de todas as outras.

Exige  postura e  atenção muito diferentes da que você precisa pra vencer numa rodada de Campeonato Brasileiro, num turno de Campeonato Carioca, numa final de Taça Guanabara.

 

Com erros que foram desde a dificuldade imensa que a equipe tem para dosar sua intensidade durante a partida, variando entre momentos de imensa presença em campo para outros em que vários jogadores parecem apenas ter esquecido qual o objetivo básico do jogo -

"Eu sei que envolve a bola, mas não lembro o que??"

Até decisões inexplicavelmente equivocadas - os minutos finais de uma partida importantíssima contra o River Plate eram mesmo a melhor ocasião para a estreia nessa temporada de um jogador desligado como William Arão?

Ficou claro que o Flamengo mais uma vez entrou em campo numa competição internacional achando que ela era talvez  partida contra o Madureira.

Somando isso ao repertório de falhas individuais, que vão desde a hesitação de Diego Alves na jogada do gol de empate argentino até a complexa situação de Éverton Ribeiro que realiza  drible de craque para logo depois errar o passe que as crianças da categoria fraldinha acertariam, você tem o Flamengo de problema menos tático e técnico e mais de postura e personalidade.

 

 Não é uma equipe que não tenha capacidade para vencer,  mas sim  equipe que parece ainda não ter entendido que numa Libertadores você não vai conseguir nada dando menos do que o seu máximo absoluto durante toda a duração da partida e quem sabe até depois dela, se tivermos alguma briga pós-jogo nos vestiários, como é bastante comum nesse tipo de competição.

 

Então o resultado desta quarta-feira, ainda que esteja longe do ideal, também está longe de ser sentença de morte, desde que a ficha, a da postura correta numa Libertadores, finalmente caia. Caso o Flamengo pare de dormir, caso o Flamengo pare de hesitar, caso o Flamengo entenda que a essa não é competição pra quem se guarda, pra quem se poupa, pra quem se distrai, mas sim pra quem se doa, pra quem se dedica, pra quem sabe que o jogo só acaba quando termina e qualquer coisa a menos que tudo tende a ser basicamente nada.


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