sábado, 3 de março de 2018

TRINCHEIRA DO FLÁVIO ANSELMO

RETROCESSO  NO FUTEBOL MINEIRO, ACÉFALO NOS CLUBES E NA FEDERAÇÃO,  LEVA CLÁSSICO PRO  INDEPENDÊNCIA PALCO DE CRUZEIRO X ATLETICO NA ÉPOCA EM QUE SE AMARRAVA CACHORRO COM LINGUIÇA.

 

Tudo bem que o treinador atleticano em exercício, Thiago Larghi, não deixou o início de crise com Roger Guedes progredir.

Até porque o atacante pediu-lhe desculpas publicamente pela cena de reclamar sua substituição no jogo da Copa do Brasil, contra o Figueira, esta semana.

Tudo bem que Ricardo Oliveira diga que no clássico contra o Cruzeiro a vitória conta muito e pode mudar tudo de ruim que tenha sucedido na Cidade do Galo.

Tudo bem que Mano Meneses terá as voltas de Fábio, Léo e que Thiago Neves esteja relacionado pro jogão. 

Tudo bem, também, que todos os ingressos do lado azul tenham sido vendidos, mas por causa do local foram apenas 1.871 ingressos comercializados.

Nesses aspectos acima citados, tudo está bem. Só o local do clássico está errado: jamais poderia ser o Estádio Independência, com capacidade para 20 mil pessoas e fechado pelos quatro cantos das apertadas ruas lá do Horto. Ideal na realidade para o inesquecível clássico de antigamente: o tradicional ME x ME, ou seja, Metalusina e Meridional.

Mesmo assim, ME X ME eram jogados em suas cidades, Barão de Cocais e Conselheiro Lafaiete, nos tímidos estádios locais.  Nenhum deles tinha sede em BH e só atuava nesta praça do Horto quando enfrentava o Sete de Setembro, do contestável Raymundo Sampaio.

 TRINCHEIRA: - Então, como velho frequentador do Independência no início de minha carreira, na época pela Rádio Inconfidência, sugiro uma medida drástica: não vá ao Horto, não coloque em risco sua vida ou de seus familiares. Veja o clássico na TV, caso a Globo queira nos honrar com essa transmissão ao vivo e que possamos acompanhar Rogério Correa, Bob Faria e Márcio Resende nos seus brilhantes comentários.

 Por quê? Porque desde 1963, quando deixei Caratinga pra vir trabalhar nas emissoras da Capital era perigoso ir ao Horto ainda que o número de automóveis fosse 10% do que é hoje. Não havia local suficiente para estacionar. O carro ficava lá embaixo e o torcedor subia à pé, cruzando com os adversários no caminho. Claro que havia ônibus e os fantásticos bondinhos que conduziam os brigões até os portões do estádio.

Não havia torcidas organizadas, mas as charangas com os seus comandantes que, normalmente, eram da paz. Nada de torcidas uniformizadas: a Massa e a China Azul iam  ao estádio, na sua maioria, de paletó e gravata, incrível não?

Hoje as cenas se repetem, menos as roupas das torcidas. As organizadas acertam brigas pela Internet fora do estádio pra antes e depois das partidas. Com porretes,canos e outras armas. A FMF e as autoridades sabem de tudo, mas faltam-lhes culhões para impedir a realização do clássico neste perigoso curralzinho.

Avisado você está. Porém, se quiser levar sua família e comparecer, também, neste areal perigoso - areia movediça - problema seu. Quem avisa amigo é, pois me importa se isso desagrada à acéfala Federação e aos sem comando clubes de agora...

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