sexta-feira, 9 de março de 2018

trincheira do flavio anselmo

CASAR COM CONHECIMENTO APENAS DA INTERNET DÁ CERTO?

 

Trincheira: imagino que tenha discutido este assunto com muita gente nas trocas de mensagens. Até receber a mensagem do Érico Rocha, especialista no assunto e publico abaixo o artigo dele para orientar os candidatos a casais sem se conhecerem bem. O texto abaixo é do Érico Rocha:

 

LEIA-O COM MUITA ATENÇÃO

 

( Escreveu ÉRICO ROCHA) - Uma coisa que me deixa completamente maluco da cabeça é imaginar pessoas que casam sem se conhecerem. Imagina você olhar para alguém que não conhece e pensar que vai passar o resto da vida com ela. Uma pessoa que você não conhece o cheiro; homem com excesso de gases que peida debaixo do lençol do casal; alguém que você não sabe se mastiga de boca aberta ou fechada, que solta arroto abafado depois do gole de refrigerante.


É por esse erro que pessoas jogam dinheiro pelo ralo e depois dizem que empreender é arriscado.  Soube disso sobre casamentos depois de ver na Netflix o filme chamado Assumindo a Direção. Desses filmes água com açúcar que conta a história de casamento arranjado.


O protagonista é Darwan, taxista indiano que foi morar nos Estados Unidos depois de virar exilado político. Em 20 anos morando em Nova York, Darwan nunca teve namorada. Então a carência bateu forte e ele decidiu que estava na hora de se casar.


Aí é que, vendo o filme, minha cabeça virou de cabeça para baixo. Não se esqueça que Darwan é indiano. Ele é religioso e só pode conhecer a mulher seguindo à risca os ensinamentos do hinduísmo. Ou seja, o protagonista ligou para a irmã lá na Índia e "encomendou" uma esposa.


Sim. É isso. Dez dias depois desembarca no aeroporto uma pessoa que ele nunca viu na vida. E era APENAS a noiva dele. Na bagagem ela trouxe só o vestido de noiva.

 

Gente, uma pausa.


Quem tá falando aqui é uma pessoa que foi noivo durante oito anos. Acho que a minha mulher não acreditou quando eu realmente a pedi em casamento.

Deixando claro que eu respeito todas as diferenças culturais e religiosas. Mas para mim, Erico Rocha, casar sem conhecer nada de uma pessoa não daria certo..


Então o filme mostra uma série de atritos entre os recém-casados. E eles discutiam por tudo. Desde a quantidade de tomate no molho até o jeito de rir e conversar com os amigos. Não vou adiantar o final, mas como eu disse, o filme é água com açúcar. Tudo fica bem quando os créditos sobem.


Mas quando as letrinhas começaram a subir após o filme, eu fiquei pensando no seguinte: existe semelhança enorme entre esse casamento arranjado e pessoas que decidem abrir um negócio digital.


Primeiro, o Darwan casou. Sem avaliar os defeitos e qualidades da noiva. Sem saber se, na prática, daria certo. Por intuição, ele acreditou que daria certo.

 

- "Erico, mas poderia ser paixão à primeira vista?"  pergunta-me você, caro leitor. -"Tá bom. Poderia dar certo?", completa.

 

-Sim- respondo

Mas conhecendo e testando o seu dia a dia ao lado da pessoa, as chances de entrar em sintonia são maiores. É inacreditável o tanto de pessoas que escorregam nesse ponto.

 

-Erico, como assim? Eu ainda não me recuperei do indiano.


Calma, eu vou explicar.

Veja o caminho da maioria dos empreendedores ao abrir um negócio:

 

1- Cria um produto. Tem um gasto brutal de tempo e dinheiro. Investe uma energia absurda para criar esse produto.


2- Vende o produto.


- Ué, Erico. Onde está o erro?

 

Você provavelmente não viu o erro justamente porque esse é intuitivo.

O pensamento comum é criar primeiro um produto para depois vender.

Então me responde só uma coisa:


-"Vai que o seu produto não vende?"

- "Vai que você não vende tanto?"

 

É um risco real.

Você precisa testar a aceitação do seu produto. Pode ser que o seu produto tenha problema que você não tinha percebido antes. Mas como você não testou, não teve a chance de ouvir o feedback do seu público.


Então, corre o risco de você perceber que está vendendo produto que não conhece. Você achou que conhecia o seu produto. E aí será tarde demais.

 

Quando perceber que o seu produto não é aquele por quem você esperou a vida toda, já terá gastado tempo e  dinheiro no lixo.

Fazer isso no empreendedorismo é a mesma coisa de casar com alguém que você não conhece.

 

Porque a pessoa (ou o seu produto) podem parecer ótimos de início.

Mas num casamento você só conhece de verdade a pessoa depois de conviver bom tempo e conhecer a pessoa em diversas situações.

-"Ok, Erico".

-"Mas como eu faço para fugir dessa dor de cabeça? "

 

Como eu faço para conhecer melhor o meu produto e conferir se não é uma furada com grandes chances de divórcio?

Eu vou um passo além.

 

-"Como você pode não só evitar  dor de cabeça, mas também ser pago para construir o produto?"

 


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