quinta-feira, 29 de março de 2018

OSWALDO BRIGA COM REPÓRTER

Oswaldo vê repórter famoso por discussão e sugere ano sabático a comentaristas
Ex-treinador do Atlético relembra episódio com Léo Gomide e analisa papel da imprensa no futebol brasileiro. Para ele, reciclagem de jornalistas tornaria esporte melhor; Eu que sou da Imprensa esportiva e fui presidente da Associação Mineira de Cronistas Esportivos, comentarista por cinco anos do Sportv, sugiro que deve haver mesmo é reciclagem de técnicos, o que melhoraria a qualidade do futebol brasileiro. Com raras exceções, os técnicos mais antigos, como Oswaldo de Oliveira, atravancam o crescimento do futebol tupiniquim, com a insistência de indicar jogadores passados, em detrimento da base. Isso acontece pela pressão de empresários e de diretores atrás de propina.
qUAL AUTORIDADE oSWALDO DE oLIVEIRA TEM PARA SUGERIR RECICLAGEM NA IMPRENSA BRASILEIRA. qUE É ELE? sÓ ENCONTRA ESPAÇO NOS PROGRAMAS DO sPORTV QUE, ESTE SIM, PRECISA URGENTE DE RENOVAÇÃO, POIS SEU QUADRO ATUAL É LIXO PURO.

Convidado do quadro 1x1 do programa Seleção Sportv desta quarta-feira, Oswaldo de Oliveira abriu o coração. O treinador, cujo último trabalho foi no Atlético-MG, falou da discussão que teve com o repórter Léo Gomide, da Rádio Inconfidência, a quem definiu como celebridade após o episódio, e sobre o futebol brasileiro, inclusive sugerindo que os comentaristas se reciclem fora do país.
Inicialmente, na conversa com André Rizek, Oswaldo lembrou da discussão com Léo e da demissão do Galo. Segundo ele, o episodio foi determinante para a sua demissão, dois dias após o problema com o jornalista.
- Aquilo me aborreceu muito porque foi uma atitude que eu tomei, que normalmente não tomaria. Eu estava vindo de problema seriíssimo, tive  problema dentário em Belo Horizonte. Eu não quero fazer nenhuma relação ao rapaz porque isso é assunto morto. Ele se tornou uma celebridade depois daquilo que aconteceu. Infelizmente, aconteceu aquilo e ficou muito ruim para mim. Quem vivia o relacionamento diário, entendeu plenamente e me deu todas as razões na hora.
Mas, infelizmente, depois houve uma deposição de pensamentos. As pessoas, dada a pressão que a aquilo provocou, mudaram de opinião. Então, eu fiquei muito chateado porque a imprensa foi  corporativista naquele caso. Porque eu vi muita gente dizer assim: "O que o Oswaldo fez não se faz".
" Você ser agredido verbalmente, em ambiente profissional, onde aquilo é inaceitável, você tem uma reação que muitas vezes é incompreendida - disse Oswaldo.
Mas o episódio foi presente dos deuses do futebol ao intragável e incompetente treinador que estava atolando o Galo. Seu auxiliar Thiago Larghi entrou na vaga dele e mudou a cara do Atlético, que de time sem nenhuma moral passou a vencer e chegou às finais do Campeonato Mineiro contra o Cruzeiro com ótimas chances de vencer.
Ao analisar a cobrança que existe nos grandes clubes do país, inclusive pela imprensa, Oswaldo sugeriu que os comentaristas tirem um ano sabático. Inclusive indo trabalhar em veículos pelo mundo afora, uma referência às críticas de que os comandantes brasileiros não se reciclam. Isso ocorreu ao lembrar o 6 a 1 da Espanha contra a Argentina e do 1 a 0 do Brasil sobre a Alemanha, em amistosos de terça-feira.
- "Sampaoli, quando acabou a Copa do Mundo em 2014, todo mundo queria ele. Ou na seleção brasileira ou em qualquer dos grandes clubes brasileiros. Dois anos depois, porque eu me lembro que, quando eu saí do Flamengo, só se falava em Sampaoli. Hoje ele é o Cristo. Os caras na Argentina estão jogando pedra no cara. Será que ele merece isso? Será que a culpa daquele 6 a 1 foi dele? Como a do 7 a 1 de antes foi do Felipão?"
.- Eu queria fazer uma proposta, depois do que eu vi, das críticas sobre o Sampaoli. Todo comentarista de futebol devia tirar um ano sabático. Ir lá para o Marca (jornal espanhol), para todos os grandes jornais e televisões do mundo inteiro fazer uma reciclagem para vir aqui e trabalhar melhor. E, nesse ano, se eles ficarem um ano fora do futebol brasileiro, nosso futebol vai melhorar muito porque não vamos ficar ouvindo aquilo. Eu passei cinco anos no Japão, não via televisão, não lia nada, não sabia nada que falavam do meu trabalho. Ia com a minha consciência e com o que me reunia com a minha comissão técnica. Ganhei tudo, nove títulos em cinco anos. Quer dizer, alguma coisa está errada?
TRINCHEIRA: Claro que está! Quem foi o responsável pela vinda de Oswaldo de Oliveira para o Atlético? O culpado não aparece. Osvaldo passou cinco anos no Japão e ganhou tudo, segundo ele. Lógico, na terra de cego quem tem um olho é rei.

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