terça-feira, 10 de abril de 2018

AMOR PERIGOSO DA JUVENTUDE

QUANDO A ÂNSIA DE  AMOR IMPERA

(Flavio Anselmo - abril/18)

 

 

Falar com contigo, descobrir-te

amar-te, olhar-te de perto

É como estar com sede e fome,

perdido num quente deserto,

longe do Oasis salvador.

 

Descubras,  moça bonita de olhos verdes,

cujo pranto diário os água

e acendem mais o verde,

cor da mata ideal para fuga.

 

Fuja, afinal o penhor dado ao destino

Foi de longe teu maior desatino

como  qualquer mocinha apressada.

Coisa da idade!

 

Mas não penhoraste a Alma ao Senhor

do Céu em troca de imediata felicidade.

Porém a entregaste aos Senhores da Terra,

defensores de falso imediatismo,

por conhecerem os arroubos infantis

No amor imediatista e impossível

do espírito aventureiro pueril aterra.

 

Sei que aquele não ata, nem desata

vigente na ocasião da data

em que não eras moça ou senhora,

apenas ansiosa criança cheia de esperança,

mas na pressa que o amor menino exigia

junto aos namorados que, na época, coligia

Com inquebrantável apoio do então

interessado dono de teu coração.

Que tortura!

 

Ideal que fosses a trilha de abertura,

Pra chuva de aditivo molhado

pelo suor dos corpos de fluídos desejos.

que escorria, enquanto se amavam

de platonicamente a meros abraços e beijos.

que com este lenitivo puderam

de otimizar a expulsão do preconceito

que te prendia de qualquer jeito

Nos braços daqueles jovens senhores.

 

Todos julgam tudo como mal feito,

até o simples beijo de pura emoção.

Nada lhe é tão fácil, Olhos Verdes,

visto que a soma das ânsias

 forma forte dique e impede a vazão.

Segura o sangue no coração ansioso

que já  nem bate em ritmo de perdão.


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