segunda-feira, 9 de abril de 2018

FUI ESTILINGUE HOJE SOU VIDRAÇA

 EU ERA ESTILINGUE ANTES DO CLÁSSICO, MAS DEPOIS VIREI VIDRAÇA. POR   QUÊ?

 Pois sempre fui estilingue, crítico veemente das coisas do futebol do qual cobro realizações profissionais.

Por exemplo: jamais deixei de criticar o pagamento de prêmios (bichos) por vitórias ou empates. Além disso, tinha o bicho especial, discutido com os jogadores pela conquista do título do evento. Este me parece que ainda existe, mas os outros previstos até nos contratos individuais pararam. O interessante que o bicho era pago a todo mundo: diretores de futebol, supervisores, gerentes, porteiros, roupeiros, massagistas, médicos e finalmente os jogadores.

Eu entendia que tal pagamento era indevido, afinal todo mundo tinha  salário bom  e obrigação de cumprir bem o que os levava a assinar contrato longo com os clubes. Hoje a lei fala em direito de imagem, em razão das transmissões via televisão. Tudo bem, neste caso entram apenas os que, realmente, jogaram.  No caso dos bichos, os que jogavam, nem que fosse 30 segundos, ganhavam bicho integral. Os reservas, sentados no banco do jogo, recebiam a metade. O restante acima citados que não vestiam camisas de atletas, recebia, também, bicho integral.

Isso fazia muito mal, ainda, à relação clube e INSS, ou atleta Imposto de Renda, pois jamais informavam tal pagamento. Nem entrava na soma geral do ganho  para efeito de estabelecer-se o valor do passe de cada atleta em caso de negociação. Não havia multa por rompimento do contrato, havia o tal de "passe" que prendia o atleta ao clube infinitamente.

Pois bem, no caso em tela, do clássico de domingo que o Cruzeiro fez 2 a 0 no Atlético e foi campeão mineiro de 2018, eu funcionei como estilingue, na função que exerço na Imprensa esportiva há 50 anos, alertando que ele seguia por caminhos errados na escalação e nas mudanças que fazia durante as partidas. Aquela tática de Thiago Neves como falso centroavante era absurda. Tirar o craque da posição que ele conhece tão bem para colocá-lo de costas para a meta adversária e entre os zagueiros era estupidez. Manter Egídio cruzando 200 bolas por jogo e mal, escudado por Léo, zagueiro fraco, favorecia ao adversário, como também a improvisação de Lucas Romero na lateral direita. A ausência de centroavante autêntico ou a presença de Sassá, também, era absurda. Então ouvi Mano Menezes afirmar que no elenco não existia outro centroavante com o estilo de Fred. Claro que não, pois ele não confia nas revelações da base e deixou Judivan sair para o América.

Vi claramente os motivos que fizeram o Cruzeiro perder por 3 a 1 para o Galo no segundo jogo. Estavam à vista de todo mundo, menos do técnico. Arrascaeta no banco e as invenções acima citadas. Ou seja, nosso Mano estava com data vencida e já devia ser trocado, como o Atlético fez com Oswaldo de Oliveira e colocou o rapaz Thiago Larghi em seu lugar, com sucesso. Previ que desta forma, o Cruzeiro não reverteria os 3 a 1 e que o Galo seria campeão, fácil, fácil.

Acontece que minhas previsões caíram por terra. Por quê? Mano Menezes acordou a tempo. Colocou Rafael Sóbis, que não é lá essas coisas, mas joga avançado e faz, às vezes, função de centroavante. Trouxe Thiago Neves mais para o meio-campo e entrando de surpresa pelo meio, como fez no seu gol domingo. Arrascaeta virou titular e como carrasco que é do Galo marcou o primeiro gol. Porém não escapou da velha sina: durante a partida foi sacado pelo possessivo treinador.

A conquista do Cruzeiro e a vitória por 2 a 0 fizeram-me virar vidraça e enfrentar vários estilingues. Choveram críticas e gozações na minha rede social. Como esta Trincheira é democrática permito e aceito as críticas. Quem critica duramente como eu sempre faço, merece receber de volta, quando possível, a mesma intensidade de "pedradas" para quebrar a vidraça.

VITÓRIA DO CRUZEIRO NO CLÁSSICO  E A CONQUISTA DO TÍTULO MINEIRO

Mas não corri do pau. No intervalo do primeiro tempo, voltei ao computador e fiz uma análise do esquema tático que o Mano Meneses usava no Cruzeiro. Se é que aquilo era algum esquema.

O jogo era interrompido de dois em dois minutos por causa das faltas violentas. O Cruzeiro bateu mais e  levou mais cartões amarelos. A tendência é que teria, rápido, alguém expulso. No topo da pancadaria apareciam Léo, Ariel Cabral, Edilson, Sóbis e até Thiago Neves. Amarelados, não se intimidaram e continuaram batendo.

Na jogada que originou a expulsão de Otero, por revidar com cotovelada la entrada dura de Edilson, com o pé à altura da cintura. Contudo, postura correta do árbitro  Luis Flávio Oliveira, irmão de Paulo César de Oliveira, ex-árbitro FIFA e atualmente comentarista de arbitragem na televisão , seria a de expulsar os dois atletas envolvidos. Deu amarelo pro cruzeirense e vermelho pro atleticano.

A  dupla da zaga interior imitava os jogadores de times de botões. Fixos, cada qual buscando no seu quadrado uma marcação individual. Dedé pegou Ricardo Oliveira, o perigoso goleador do Galo, e Léo tomou conta de qualquer outro atacante que entrasse pelas costas de Egídio. A avenida desta vez funcionou, não criou espaços nem buracos. Merecida a vitória do Cruzeiro e após quatro anos ausente do título mineiro foi campeão com méritos.


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