sexta-feira, 27 de abril de 2018

MINH'ALMA PEDE SOCORRO

Corre, corre, atenta e rápida
Ó Minh'alma ora cansada, ora lépida
Vá por caminhos de espinhos,
pedregulhos;  estrada perigosa.
Seja  feito o esquilo , seja ligeira
à procura da paz derradeira.

Ou voa por entre serras, picos,
montanhas e rios ferozes.
Com olhos de águia voraz ,
vasculha florestas devastadas
e as matas virgens preservadas.
Caça o alimento contumaz
que sane esta  fome de amor.

Amor que corrói e, sem andor,
 é carregado à força pelo sangue afora.
Agarra-o como águia, de garras afiadas,
Não o solte, pra que não vá embora

Minh'Alma, talvez,
Em vez da águia queira uma chalana
que flutue sobre águas bravias,
volumosas, crescidas na tempestade.
Faz correntes fortes, insinuosas.
Mas a intrépida a chalana vai,
cheia de fé e esperança
de quem a vê resoluta  passar.
Vence os estreitos, e absoluta
passa na foz do violento rio
E pousa na tranquilidade do mar

Esta é a minha sina, presa à Alma
que nada mais ao corpo ensina
só o desanima.
Prosta-o  quase sem vontade,
de lutar, brigar, amar e procurar
remédio pra minha Personalidade,
ao Espírito interligada
Minha parte a Deus ligada.


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