sábado, 28 de abril de 2018

PALOCCI TOPA FAZER DELAÇÃO SÓ PARA ACUSAR LULA E DILMA

Palocci precisa de Sérgio Moro pra deixar prisão em Curitiba; acordo de delação com ele reaviva polêmica entre policiais e Ministério Público.

 

Em setembro passado, o ex-ministro Antonio Palocci lançou a frase que ficaria famosa na Lava Jato: em depoimento ao discutível  Sérgio Moro, ele acusou o ex-presidente Lula  de fechar em 2010 "pacto de sangue" com o empreiteiro Emílio Odebrecht, dono da construtora que tem o nome da família.

 

Emílio Odebrecht estaria com medo de perder influência no governo da recém-eleita Dilma Rousseff , disse o covarde e traidor Palocci. Como forma de se garantir, descaradamente revelou Palocci,  o empreiteiro foi ao Alvorada e teria oferecido  "pacote de propinas" ao Presidente.

 

TRINCHEIRA: Que cara mais mentiroso este Palocci. Bem que o mundo político metia o pau nele quando era prefeito de Ribeirão Preto. Nesse tal pacote, segundo o delator, havia o terreno na Vila Clementino, em São Paulo, pra  nova sede do Instituto Lula; a reforma do sítio de Atibaia ,e mais R$ 300 milhões.

 

Antes disso, no processo contra si, Palocci  prometeu ao golpista Sérgio Moro,em abril de 2017, entregar "todos os fatos com nome, endereços e operações realizadas".

 

Em julho passado, outro revés para o ex-ministro da Casa Civil de Dilma: Moro o condenou a 12 anos e 2 meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; e escreveu na sentença que a oferta de cooperação em abril soou "mais como ameaça para que terceiros o auxiliem indevidamente na revogação da (prisão) preventiva, do que propriamente como declaração sincera de que pretendia naquele momento colaborar".

 

Agora, tudo mudou: em algum momento nas últimas semanas, Palocci fechou  acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal. que, no entanto, ainda precisa ser homologada por Sérgio Moro; e pode significar a saída de Palocci da prisão.

 

Segundo O Globo, Palocci concluiu os depoimentos à Polícia Federal. O ex-ministro teria dito que levou pessoalmente pacotes de propina em dinheiro vivo ao ex-presidente Lula, e mencionou também remessas que teriam sido feitas por seu ex-assessor Branislav Kontic, o Brani. Os valores entregues a Lula no fim de 2010 somariam cerca de R$ 50 mil, teria dito Palocci.

 

Sobre Dilma Rousseff, relata O Globo, Palocci afirmou que ela tentou atrapalhar as investigações da Lava Jato no episódio do "Bessias": em março de 2016, Dilma tentou nomear Lula como ministro da Casa Civil, Palocci também acusa Dilma de ter participado de reunião sobre fraudes em licitação de sondas da Petrobras com o objetivo de levantar dinheiro para sua campanha presidencial em 2010.

 

Tanto Lula quanto Dilma negam as acusações. Em nota, o PT disse que Palocci cedeu a chantagens da Polícia Federal e que mente para livrar-se da cadeia. "A delação implorada do senhor Antonio Palocci tem problema central. Não se sustenta em provas. E ele não as têm porque tais fatos jamais ocorreram", diz a nota do partido.

 

"No esforço desesperado de obter a liberdade, o senhor Antonio Palocci cria um relato que busca agradar aos investigadores, na esperança de que possam deixá-lo sair da prisão", diz ainda a nota do partido.

 

Palocci está preso no mesmo prédio que Lula, a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, desde setembro de 2016. O caminho pra fora da cadeia, porém, é mais complicado do que parece. Procuradores que participaram das negociações anteriores no Paraná e em Brasília estão contra o acordo. Abaixo fotos do Ditador de Curitiba, do ex-presidente Lula, e de um  casal beijoqueiro de fazer inveja. Ao invés de se usar a língua para falar mal dos outros, é melhor usar assim: aos beijos.





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