quarta-feira, 18 de abril de 2018

POESIA DE FLÁVIO ANSELMO

A VOZ  E A BRISA

De Flávio Anselmo (2018)

 

Saiba, o caminho é belo.

A brisa está suave.

Tão suave que apenas balança

as copas  das árvores florescendo,

Provoca quedas de flores,

cobrem o caminho de cores

(variadas cores).

 

O que era de terra e de poeira

Tornou-se alameda colorida,

cheia do comum burburinho,

de pássaros pelo caminho.

 

As pedras que machucam os pés

De repente viram nuvens.

Caminho entre elas, sem trupé.

O que ouço é a divina sonoridade,

dos pássaros canoros que desceram.

Não estão mais nas grimpas,

e sim no chão, roçam os pescoços

Arrulham mostram amores

De todos os  tipos.

 

Penas de diversas cores

também marcam  a trilha,

que então mais cintila;

 por essa mistura flores,

e asas coloridas,  mais brilha.

 

Canarinhos da terra, cantai-vos

Vejam bem-te-vis, beija flores.

Pendurados em cipós.

Fazem orquestra de canto ordenado

Sou ser humano privilegiado.

 

A tarde cai brilhante

Os raios solares pintam num instante.

0 Céu Azul lá do poente

Tudo está incrível, gente!

O caminho  fica mais belo ainda,

o sol que desce imponente.

 

Torno-me , então, espírito acalentador

Revejo tudo que pedi em reza

aos espíritos do Bem.

Reencarnai espíritos desarmados.

Caiam da mesma forma de outrora,

nos braços dos amados.

 

Venham profetas, a voz e a brisa

Tornarão este rincão iluminado

Por bandos de vagalumes.

A brisa lhe dará mansidão,

e no seu colo flores em botão

derrubará, calma e solene.

 

Suave é a noite, gostosa é a brisa.

Implacável o clima que os cerca;

do jeito que o amor gosta.

A voz do ambiente é calma

A brisa vem do Lago ali perto,

Virá  nos acalentar, é certo.

Pegar-nos-á  abraçados, como dantes.

na curtição do Amor dos Amantes.

 

 

 


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