domingo, 8 de abril de 2018

VEM AÍ UMA NOVA LUA; A DOS SERESTEIROS DE OUTRORA

AQUIETA ESTE MUNDO, A LUA APAGOU-SE

(Flavio Anselmo - 8/4/18)

 

Aquieta Seresteiro, para de cantar

Joga no chão o seu violão.

E como cantou Camões em Lusíadas,

"Cessa tudo quanto a antiga musa canta,

pois  valor maior se alevanta."

 

A Lua Cheia ficou vazia

Mudou tudo, tudo mudou

O dia virou noite, e a noite virou dia

São Jorge, protetor lunar, largou a montaria,

Mudou-se de moradia,

foi viver no calor do Sol.

 

Fugiu pelo alaranjado do arrebol,

na busca de novo cavalo branco,

cuja cor permita refletir a claridade,

que espalhe esperança e fé no amor

 não só para uma, mas para qualquer idade.

 

Cavalo branco que cavalgue, enquanto voa;

Faça esvoaçar seu penacho igual

ao do espanhol conquistador Balboa.

Sobrenatural!

 

Montado num raio do amanhecer,

Jorge foi atrás do novo cavalo

em lugares de mais cores,

Visto que,ao montá-lo,

 iria à procura de criar nova lua,

de reviver as  estrelas da manhã,

De sumir com a dor,               

Reacender o amor,

valor maior que não se alevanta,

preso que está, envolto em manta

que ainda cobre a Terra

 e a compreensão desterra

 alimentando a desunião.

 

Sob a nova lua de São Jorge,

o Seresteiro calado de agora

Voltará a cantar amor como outrora

e canções românticas e de sofreguidão

sem ódio, desunião, inveja e sem solidão.

 

Já ouço como nesta canção:

"Poetas, seresteiros, namorados, correi.

É chegada a hora de viver e cantar

A verdadeira noite de luar".


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