segunda-feira, 28 de maio de 2018

FUTEBOL COMEÇA A REAGIR CONTRA A CRISE POLÍTICA DO BRASIL

GALO ACERTA TIME PARA IR AO RECIFE BUSCAR REABILITAÇÃO CONTRA SPORT NA ILHA DO RETIRO.

 

Na busca de reabilitação  no Brasileiro, o Atlético começou, na Cidade do Galo, a preparação pra enfrentar o Sport nesta quarta-feira, às 19h30, na Ilha do Retiro, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. A expectativa é pelo retorno do centroavante Ricardo Oliveira, cortado por causa de virose minutos antes da derrota para o Flamengo por 1 a 0, sábado, no Independência.

0 Galo busca, no Recife, a  sua segunda vitória fora de casa no Brasileiro:: venceu o Atlético Furacão (2 a 1), perdeu do Vasco (2 a 1) e empatou com o São Paulo (2 a 2).

Contra o Flamengo, no Independência, a ausência de Ricardo Oliveira foi bastante sentida. Na ausência de seu goleador, a equipe  abusou dos cruzamentos,sem encontrar jogador de referência na área. O jovem Alerrandro, seu substituto, demonstrou nervosismo e saiu chorando após ser substituído pelo técnico Thiago Larghi.

Depois da derrota, Thiago lamentou o desfalque do experiente artilheiro da equipe este ano com 11 gols. "O Ricardo é jogador que a gente considera  consistente. Tem saúde muito boa, desempenho consistente, a gente sabe o que esperar dele na hora que ele entra em campo. É jogador em quem a gente confia bastante", analisou.

Para o treinador, o Atlético se impôs mesmo sem o atacante, mas não foi efetivo. "Desde o início do jogo, a gente entrou a fim de fazer o gol, de dominar o jogo, de impor o nosso ritmo. Acho que isso conseguimos, mesmo na ausência do Ricardo Oliveira. A gente lamenta ter perdido ele no vestiário, faltavam 15 minutos pra começar a partida".

Desde que assumiu o comando do Galo, Larghi tem aproveitado os jovens do grupo. Gustavo Blanco, de 23 anos, tomou o lugar do veterano Elias, enquanto Emerson, de 19, ganhou a posição de Patric na lateral-direita. No sábado, o gol do Flamengo nasceu depois de uma falha de Emerson ao tentar interceptar o contra-ataque.

Vinícius Júnior partir em velocidade pela esquerda, avançou e tocou para Éverton Ribeiro emendar para as redes. A derrota custou caro ao Atlético, que perdeu a liderança e, permaneceu com 13 pontos.
Larghi saiu em defesa de Emerson, que fez apenas sua segunda partida no profissional. "Eu vejo com muita naturalidade o que aconteceu, porque faz parte para quem está ali dentro do campo. É um jogador que tem um potencial enorme", disse o treinador.
Outro jogador defendido foi Alerrandro, de 18, que prometeu dar a volta por cima depois de não aproveitar a chance entre os titulares

 

"COMO PODEMOS SERVIR DE DIVERSÃO NUM PAÍS QUE CHORA E LAMENTA' - DESABAFA ENDERSON MOREIRA

 

0 treinador do América, Enderson Moreira, mostrou muita personalidade, após a derrota para o São Paulo (3 a 1) no Independência, domingo passado. Questionado a falar sobre a derrota, Enderson respondeu:

'Eu não consigo entender como a gente tem que continuar servindo, às vezes, de diversão para um país que está chorando e lamentando".

 Em fim de semana marcado por problemas de transporte e abastecimento de combustível e alimentos em todo o Brasil, consequência da greve nacional dos caminhoneiros, a bola rolou normalmente no Campeonato Brasileiro.

O técnico Enderson Moreira, do América, foi outro nome do futebol a  lamentar que  a CBF tenha confirmado os jogos da sétima rodada em meio à crise.

 

O  treinador do Coelho não chegou a fazer o desabafo como o do colega Eduardo Baptista, técnico do Coritiba, que definiu os políticos como "assassinos" por desviar verbas públicas e disseminar a corrupção. Mas, para ele, não havia clima para se jogar futebol.

 

-"O Eduardo Baptista fez seu desabafo e, eu, também,  não consigo entender como a gente tem que continuar servindo, às vezes, de diversão para o país que chora e lamenta, infelizmente, coisas bem mais graves. Vendo tantas pessoas com dificuldades, tantas pessoas com tantas preocupações e a gente tendo que desempenhar o nosso papel. Somos profissionais e precisamos fazer, mas o clima deste fim de semana é muito ruim para quem é brasileiro e não vê nenhum tipo de respeito dos nossos governantes com quem realmente merece que é esse povo sofrido. É difícil ser profissional e  ver  tanta gente passando dificuldade", disse.

 

Para Enderson, o clima no Independência não foi ruim só pela derrota do América por 3 a 1 para o São Paulo. Disse:

 

 "Vieram quatro mil pessoas que saíram de casa. Temos limitação de combustível. Não é só de isso, mas é alimentação que não chega, hospitais que têm dificuldades. Imagina uma pessoa que mora na periferia. Eu nasci e cresci na periferia. Às vezes você não tem como chegar nos lugares. É uma série de coisas que nos fazem ficar muito tristes, porque o futebol é a coisa mais importante dentre as menos importantes".

Temos que entender que não é a coisa mais importante do país. Temos outras muito mais graves que estamos passando por isso, e nem vou falar se a paralisação é política ou se não é, não me interessa, o que me interessa é que somos um povo que, infelizmente, sofre constantemente os desmandos. Pagamos a conta daquilo que não temos culpa. Da corrupção absurda, da falta de responsabilidade dos governantes que matam muitas pessoas, milhares, quando começam a desviar esse dinheiro das pessoas que precisam".

 

 


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