quinta-feira, 10 de maio de 2018

PARA VOCÊ QUE TERIA PEDIDO A DEUS PARA AJUDÁ-LA A ESQUECER-ME

SE QUISER VOAR, VOE
Desde que seja em meus braços
quanto mais forte eu a enlaço
e sugo-lhe a boca, frêmito
de louca paixão,
misto de cruel e devassa tesão.
Ou se quiser ignorar-me
que ignore, mas não se esqueça
das noites mal dormidas
das viradas de corpo tidas,
que por vontade própria fez
pra eu cavalgar em suas costas
lamber-lhe de forma profunda
seu corpo pelo dorso e encostas
e que ao entrar e sair da bunda
faça-a inerte quase ao gozo
mas ao não pare, quero mais, aberta
até que lambida vá à encoberta
gruta do amor de pelos ruivos.

Neste momento, você  voará solta
largada dos meus braços efusivos
que caíram de lado, cansados
da cavalgada em seu lindo corpo
Quedo-me quieto, absorto
Revejo o seu falsete
Para sustentar a mentira dita
na nossa última despedida
que pediu a Deus para ajudá-la
 esquecer aquele amor sem medida,
que quase tirou-lhe a vida.

Então voa, Andorinha, voa,
Leva a sua saudade e deixe a minha,
Adeus, adeus bela  Andorinha,
Nosso fim chegou e o seu está próximo
dirão, pois Andorinha só, não faz verão.


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