segunda-feira, 18 de junho de 2018

DE QUEM FOI A CULPA: DOS JOGADORES, DO TIME OU DO APITO?


TITE JOGA CULPA DO EMPATE NO APITO DO MEXICANO CÉSAR RAMOS.


Tite até tentou manter a imagem de técnico que não reclama da arbitragem após o frustrante empate por 1 a 1 com a Suíça na primeira apresentação do Brasil na Copa do Mundo.Mas não conseguiu. Assim que se sentou para conceder entrevista coletiva, respondeu sobre o gol validado do time adversário (Zuber empurrou o zagueiro Miranda antes de cabecear para a rede) e o pênalti não assinalado em cima do centroavante Gabriel Jesus.

"Gostaria de pergunta de cunho de desempenho, para não ter uma conotação de desculpa", esquivou-se Tite, antes de fazer a sua crítica à atuação do árbitro mexicano César Ramos. "Vou falar só uma vez. O lance do Miranda foi muito claro. Não estou justificando o resultado. Absolutamente, não. Quem me conhece sabe disso. Mas não foi pouco. Foi muito claro."

O lance envolvendo Miranda ocorreu aos quatro minutos do segundo tempo, após cobrança de escanteio. Aos 27, Gabriel Jesus recebeu a bola do meia Renato Augusto dentro da área, foi agarrado por Akanji e pediu pênalti. O árbitro mandou o jogo seguir.

"Esse segundo lance é passível de interpretação. O primeiro, não", diferenciou Tite, apesar de não recriminar os seus jogadores pelos pedidos contidos para a utilização do árbitro de vídeo, que permaneceu omisso. "Não temos que pressionar a arbitragem. Existe todo um sistema, pessoas responsáveis para avaliar o que é legal, justo. Não posso fazer do Brasil uma equipe desequilibrada, que fica pensando em arbitragem", defendeu.

O zagueiro Miranda foi além de pensar em um protesto exacerbado. Cogitou ter simulado um empurrão mais forte, para motivar a arbitragem a assinalar a falta. "Ele falou para mim que poderia ter caracterizado melhor, caindo no chão. Falei que não, absolutamente. Se fizesse isso, ficaria caracterizada a simulação. A gente tem que matar no peito. Não quero que eles simulem", comentou Tite, recobrando a postura que gosta de deixar transparecer.

O técnico, porém, quebrou a promessa de reclamar da arbitragem apenas uma vez. Quando ouviu que a defesa brasileira falhou no gol de Zuber, contestou:
"Aceito que falem de todos os outros jogos. De hoje, não. Foi muito claro o que aconteceu. Não posso falar de uma coisa tão notória. Se o cara empurra o jogador, vou falar o quê? Isso não é erro de posicionamento. É falta".
TRINCHEIRA: - Tite está certo numa coisa: a de não perpetuar a reclamação a respeito da arbitragem. O Brasil não jogou nada, tanto coletiva como individualmente. Ficou devendo. Com os erros ou não era obrigação sua vencer a Suíça."
ENDERSON TROCA COELHO PELO BAHIA

Já faz um bom tempo que Enderson Moreira (foto) deixou o América e se transferiu para o EC Bahia, e o clube, ainda, não achou nenhum nome de consenso para substituí-lo. São vários treinadores que constam na lista da diretoria, no entanto a escolha está difícil por causa da unanimidade.

Uns pregam a escolha de técnico experiente e conhecido, outros de profissional recém lançado, estudioso, jovem e com vontade de progredir através de projeto audaz.

Enderson Moreira não é mais o técnico do América. Em comunicado, na noite deste sábado, o clube informou que Enderson pediu demissão e  a diretoria.  aceitou, pois não tem como cobrir a proposta do Bahia.

 Junto com o treinador, também deixaram o América o auxiliar técnico Luís Fernando Flores, o preparador físico Edy Carlos Toporowicz e o treinador de goleiros Ailton da Hora, que são integrantes da comissão técnica de Enderson..

Enderson chegou ao América no fim de julho de 2016. Ele foi contratado para substituir o português Sérgio Vieira que, assim como seu antecessor, Givanildo Oliveira, não conseguia bons resultados na Série A do Campeonato Brasileiro.

Desde então, Enderson dirigiu o América em 111 partidas, com 43 vitórias, 32 empates e 36 derrotas – aproveitamento de 48,34% dos pontos. Foram 112 gols a favor e 110 contra. Se, por um lado, a campanha no restante da Série A de 2016 faz cair o aproveitamento em pontos, por outro, o sucesso da temporada passada, com o título da Série B do Brasileiro marca o treinador na história do clube.

Enderson Moreira deixa o América como o quinto treinador que mais comandou o clube na história. Ele fica atrás apenas de Yustrich, Givanildo Oliveira, Jair Bala e Flávio Lopes.Em nota o Coelho afirmou: ""O América agradece a Enderson pelos serviços prestados ao clube neste período e deseja sucesso em sua nova jornada".
Com saída de Enderson do América, Mano tem no Cruzeiro trabalho mais longevo da Série A
Mano está no cargo desde 20 de julho de 2016, há 691 dias
Técnico Mano Menezes tem contrato com o Cruzeiro até o final da temporada de 2019
pedido de demissão de Enderson Moreira do América deu ao cruzeirense Mano Menezes o status de treinador com trabalho mais longevo na Série A do Campeonato Brasileiro. Enderson acertou transferência para o Bahia;  estava no América desde 20 de julho de 2016.

Mano, por sua vez, assumiu a Raposa uma semana depois, em 26 de julho, totalizando 1 ano, 10 meses e 22 dias de exercício ininterrupto da função (691 dias).

O segundo colocado da lista é Renato Gaúcho, que está no Grêmio desde 18 de setembro de 2016. Mano Menezes iniciou a segunda passagem pelo Cruzeiro ainda na gestão do presidente Gilvan de Pinho Tavares, que deixou o clube em dezembro de 2017.  Foi contratado para tirar a equipe do rebaixamento , depois do trabalho inconsistente do português Paulo Bento.

Em 2016, foram 28 jogos, 13 vitórias, sete empates e oito derrotas. Já na temporada seguinte, Mano comandou o Cruzeiro na conquista da Copa do Brasil – ele venceu 36 dos 75 compromissos do ano.

Em outubro de 2017, o então recém-eleito presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá, renovou o contrato de Mano por mais duas temporadas, até dezembro de 2019. Na ocasião, o técnico chegou a receber sondagem do Palmeiras, mas optou por seguir com o trabalho na Toca da Raposa II.

A menos que aconteça improvável demissão ou que oferta milionária o tire da Toca II (recentemente, ele recusou investida do Sporting, de Portugal),  Manoa alcançará 200 jogos pela equipe já na próxima temporada.

Em 2018, Mano Menezes entrou para o top 10 dos técnicos que mais dirigiram o Cruzeiro na história. O feito foi alcançado na vitória por 2 a 0 sobre o Atlético, em 8 de abril, no Mineirão, pelo jogo de volta da final do Campeonato Mineiro, do qual a Raposa se sagrou campeã.

Na ocasião, Mano chegou a 137 jogos e deixou para trás Ítalo Fratezzi, o popular Bengala, que defendeu o Palestra Itália - depois Cruzeiro - como atacante, de 1925 a 1939, e foi treinador em cinco passagens, entre 1939 e 1955.

Mano Menezes contabiliza 154 partidas à frente do Cruzeiro. Com ele, o time ganhou 79, empatou 44 e perdeu 31. Foram 232 gols pró e 128 contra.

Na pior das hipóteses, o Cruzeiro jogará mais 31 vezes em 2018 (incluindo os dois amistosos contra o Corinthians, nos dias 4 e 11 de julho). No cenário mais positivo – considerando eventuais classificações em Copa do Brasil, Copa Libertadores e participação no Mundial de Clubes –, terá pela frente 45 embates. Ou seja, ao encerramento da temporada, o time somará entre 66 e 80 jogos.

Assim, caso siga firme na direção do grupo, Mano tem chances de atingir, em dezembro, 199 jogos pelo Cruzeiro. Esse número o colocaria na quinta posição entre os principais técnicos que passaram pelo clube.

O primeiro lugar pertence a Ilton Chaves, com 362 partidas, seguido por Levir Culpi (257), Niginho (256) e Ayrton Moreira (206).

Mano Menezes também conseguiu emplacar grande quantidade de jogos por outras agremiações tradicionais do futebol brasileiro. No Grêmio, ele trabalhou de 2005 a 2007 e dirigiu a equipe em 169 ocasiões. Pelo Corinthians, em duas passagens (2008 a 2010; 2014), foram 248 partidas.



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