sexta-feira, 8 de junho de 2018

MORRE UMA RAINHA BRASILEIRA...MARIA ESTHER BUENO


Dona de 19 Grand Slams, Maria Esther Bueno morre aos 78 anos SEM PERDER JAMAIS A MAJESTADE

Lenda do tênis brasileiro lutava contra câncer na boca desde o ano passado









Oh, meu Deus! Já reclamei aqui que não passa um final de semana sequer sem que morra alguém conhecido, da minha estima, da minha admiração ou até mesmo grande amigo meu. Desta vez. é Maria Esther Bueno, não era minha amiga e tive uma ligeira apresentação à ela no Sportv, quando eu era contratado da emissora e ela acabara de ser, para comentar as coberturas de tênis da televisão.

Conversamos pouco tempo sentados na redação. Fiz-lhe enormes declarações de admiração. Ela se surpreendeu que eu a conhecesse tanto e quando nem ainda estava na Imprensa. Eu estava  em Caratinga e assistia as competições num aparelho preto-e-branco na casa do Amaury, meu goleiro no juvenil do ECC e cujo pai era gerente da Agência dos Correios.

Maria Esther Bueno tinha uns 20 anos e era três anos mais velha do que eu. Morreu nesta sexta-feira, aos 78 anos, e a tristeza que me cerca é tão grande como se eu tivesse perdido alguém da família. Se você a tivesse conhecido, ainda que rapidamente como foi meu caso, teria por ela, também, o sentimento igual ao meu. Ela cativava pela simpatia, humildade e otimismo, além, claro, de ser tenista número um do ranking e dos maiores ícones do esporte brasileiro em todos os tempos.
A "Bailarina", como ficou conhecida, por causa de sua elegância no estilo de jogar, foi a número 1 do mundo por quatro temporadas - 1959, 1960, 1964 e 1966. 

 Só em Wimbledon (grama) foram sete troféus: três em simples (1959, 60 e 64) e quatro em duplas (58, 60, 63 e 65). Ela também foi campeã em Roland Garros (saibro), no Aberto da Austrália e no US Open (piso duro). As conquistas em vários tipos de piso mostram a versatilidade e talento da tenista brasileira.

Maria Esther Bueno sofria de câncer na boca. Ela estava internada no Hospital Nove de Julho, em São Paulo, desde maio. Maria Esther conquistou 19 títulos de Grand Slam , dos quais sete nos simples e 12 em duplas. Em Wimbledon (grama) foram sete troféus: três em simples (1959, 60 e 64) e quatro em duplas (58, 60, 63 e 65). Venceu em Roland Garros (saibro), no Aberto da Austrália e no US Open (piso duro).

Hall da Fama

Maria Esther teve seu nome incluído no Hall da Fama do Tênis em 1978, mesmo ano em que uma estátua de cera no famoso museu londrino Madame Tussauds foi feita em sua homenagem.

Por vários anos foi convidada especial em torneios do Grand Slam . Ao todo, foram 589 títulos internacionais. 

Maria Esther foi eleita a melhor tenista do século 20 da América Latina.
Em 1959, após sua primeira conquista em Wimbledon , Maria Esther desembarcou no Aeroporto do Galeão e seguiu direto de helicóptero, que servia a Presidência da República, até o Palácio das Laranjeiras, onde foi recebida pelo presidente Juscelino Kubitschek .
Ela ganhou a medalha do Mérito Desportivo .
De lá foi para São Paulo, sua cidade natal, e desfilou pelas ruas lotadas de fãs em carro do Corpo de Bombeiros do Aeroporto de Congonhas até o centro.




Dois dos maiores ídolos brasileiros na época de ouro do Brasil: Maria Esther e o Presidente JK, donos de belos sorrisos de otimismo. Bem diferente do Brasil de hoje, dos golpistas de direita.



















Além de figurar no Hall da Fama, Maria Esther também está no Livro dos Recordes. O motivo foi a vitória sobre a americana Carole Caldwell Graebner na final do US Open de 1964 em apenas 19 minutos .

Maria Esther Bueno faz parte da geração vencedora do esporte brasileiro. Muitos eram os ídolos nacionais na década de 60, como Adhemar Ferreira da Silva (bicampeão olímpico no salto triplo), Eder Jofre (bicampeão mundial de boxe), Wlamir Marques (bicampeão mundial de basquete) e Biriba (grande destaque do tênis de mesa).
Os dez anos de total sucesso na carreira de Maria Esther Bueno , no entanto, foram pouco registrados pela mídia da época. Raros vídeos e fotos ajudam a relembrar a brilhante carreira da tenista brasileira.


Como eram obrigadas a treinar com homens, poucas mulheres que praticavam o tênis na época. Estherzinha , no entanto, tinha golpes rápidos e fortes. Poucos privilegiados puderam acompanhar sua classe até os últimos dias de sua vida no Clube Harmonia, onde ainda se mantinha em atividade.



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