terça-feira, 12 de junho de 2018

O TIME DO CÉU TEM REFORÇO FORTE: MORRE ZÉ CARLOS, O CRAQUE CELESTE

ADEUS ZELÃO

MORRE ZÉ CARLOS, O CRAQUE DE JUIZ DE FORA E DEIXA DE LUTO O FUTEBOL LIMPO E TÉCNICO

Com este craque eu convivi bem, desde quando o presidente Felício Brandi o buscou em Juiz de Fora. Zé Carlos tinha enorme intimidade com a bola. Chamava-a de "querida", tratava-a bem, carinhosamente. Zé Carlos, ou Zelão como o chamavam seus amigos e colegas de time, foi dos últimos craques da geração genial que não ganhou título mundial com a Seleção Brasileira por pura injustiça e cegueira dos treinadores da época. Inclusive Telê Santana.

Era unanimidade em todo País, que respeitava a sua grandeza como volante, campeão brasileiro com o Guarani de Campinas, em 1978, ao deixar a Toca da Raposa, e meia-atacante com vários títulos no currículo vestindo a camisa azul do Cruzeiro.

Só não foi unanimidade com os treinadores da Seleção que elogiavam seu talento, igual ao de Ademir da Guia, Zizinho e Falcão. Zizinho como Didi davam ao futebol a beleza e a leveza que não existem mais. Zizinho foi convocado para a Copa de 50 e Didi foi bicampeão mundial em 58 e 62.

Ademir da Guia ainda teve pequena chance na Copa da Alemanha, em 74. Jogou apenas uma partida, na derrota para a Holanda. Mas Zé Carlos jamais passou das eliminatórias. Não lhe davam chance nem de disputar uma vaga com a camisa canarinho no meio-campo da Seleção.

Viajamos muito juntos, pela América do Sul, Europa, América e Ásia. Zé Carlos descia do apartamento numa elegância de fazer inveja. Calça bem vincada, sapatos no brilho total, camisa polo e jaquetão quatro botões. 

Não me esqueço quando deixou o Cruzeiro e  teve rápida passagem pelo Villa Nova, numa partida contra o Atlético, no Penidão, foi escalado e marcou o gol da vitória do Leão por 2 a 1. Jogou todo aquele futebol conhecido!!

Espero que o Cruzeiro, ao invés de continuar ignorando a existência de Zé Carlos, faça-o imortal com a camisa estrelada em uma estátua ilustrando a Toca da Raposa II.

A COISA NÃO PARA

Na semana passada, com a morte de Maria Esther Bueno reclamei da sequência de mortes: amigos, gente famosa conhecida e simpática, têm nos deixado numa velocidade incrível por estes meses. Zé Carlos é um destes desfalques que nos deixam amolados, coração sangrando, a saudade de mansinho chegando e incomodante luto nos agarrando.

O Cruzeiro joga nesta quarta-feira em Curitiba, pela Libertadores, torneio que Zé Carlos disputou com galhardia e ganhou. Espero que "o minuto de silêncio" seja emblemático e justifique toda imensidão de talento que Zelão colocou à disposição da torcida China Azul. Que Deus o faça eterno e o agasalhe na história do Clube Cinco Estrelas e no pensamento da torcida celeste.

LEGIÃO ESTRANGEIRA

A política de montar uma legião estrangeira na Cidade do Galo tem dado resultados práticos, se contarmos desde Lucas Pratto e agora com Otero, Casares, Jésus Dátalo - hoje no Banfield da Argentina, sua terra natal - e antes com Ortiz, Escudero, Fabbro, Cincunegui, Agustin Viana, Galván e Mazurka.

Agora vêm mais dois: o colombiano Chará e o uruguaio  Terans, este com  23 anos e artilheiro do Danúbio de Montevidéu. Como o Galo já despediu Otero, pode liberar, também, Casares,  os dois que chegam reforçarão a legião estrangeira.  Convém continuar a procura pois as saídas do zagueiro Bremer e do atacante Roger Guedes (este é paulista) são dadas como certas.

Para o jogo desta quarta-feira contra o Ceará, no Independência - o último antes da parada para a Copa do Mundo - técnico Thiago Larghi volta com Bremer à zaga, ao lado de Gabriel.

Titular do Atlético em oito dos 11 jogos do Campeonato Brasileiro, Bremer foi sacado do time no triunfo por 3 a 1 contra o América, mas substituiu o capitão Leonardo Silva ainda no primeiro tempo da vitória por 5 a 2 sobre o Fluminense.

Leo Silva sofreu uma pequena lesão no músculo posterior da coxa direita aos 43 minutos do primeiro tempo e teve de sair. Bremer foi acionado e teve atuação segura.

 

Nesta quarta-feira, o jovem defensor 21 anos substituirá de novo o capitão. Desta vez contra o Ceará.

 

Bremer foi dos substituídos por Thiago Larghi na instabilidade do time que tomou seis gols em dois jogos:  o Atlético perdeu para Sport (3 a 2, na Ilha do Retiro, no Recife) e empatou com a Chapecoense (3 a 3, no Independência).

 

COELHO ATRÁS DA RECUPERAÇÃO

 

Depois da derrota por 1 a 0 para o Grêmio, em Porto Alegre, o América mudou seu planejamento para a partida desta quarta-feira contra a Chapecoense, no Horto, às quatro da tarde. O horário é ingrato para uma quarta-feira normal, mas é o horário que se convencionou em razão do jogo Atlético x Ceará marcado também para o Independência.

Por isso, o dono do Estádio joga de tarde e o Galo às 21h45m, horário Global, mas sem televisão. Até terça-feira à tarde, cerca de 12 mil ingressos foram vendidos. A Massa está entusiasmada porque o time alcançou o segundo lugar com 20 pontos, seis atrás do Flamengo que joga no mesmo dia, às 21h, contra o Palmeiras na Arena do time paulista.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Escolha a melhor forma de se identificar em Comentar como: Depois pitaque à vontade.