quarta-feira, 6 de junho de 2018

Poema de Flávio Anselmo

 

 

 

ANDAR SOBRE AS ÁGUAS

 (Flávio Anselmo - junho/2018)


Ande sobre as águas

do meu pranto, Senhora.
Não choro de dor no momento.

ou choro de lamento

E saiba agora, minha Senhora,

Que as lágrimas são prantos

De tristeza, de saudade

E resultado de muito remorso
 por perder amores desiguais
Fui amado por um deles, demais.

Por outro, falsamente
E ainda na busca do amor

sem regaço

Corri de braço em braço,

 muito beijei, e fui enganado.

Pra chegar neste instante,

com a Virgem Imaculada errei

Pois Ela me ensinou

como é o verdadeiro amor.

Igual ao que Ela tem por nós.

Só que no nosso existe

o amor físico e o suor

do esforço do gozo.

Tido doses homeopáticas

várias vezes ao dia.
Isso cura qualquer mal

De nascença ou aquele que entra

coração adentro, sem bater,

à porta, mas que importa?

Se estamos cheios de dor e falsidades.

Sem que tenha piedade,caridade,sanidade,

Só perversidade e maldades

Tenha paciência de esperar,

Senhora, pois a sua jornada chega ao fim.

Ande sobre as águas do Rio do Bem e Sobrevoe as matas verdes

 Quem sabe se aquele que você deseja. não apareça de fininho.

 

O seu mundo caiu, mas não ficou no fundo do poço:

Está de pé, outra vez,

Para dar a volta pela terra..

E quem sabe, talvez

A placa da vida nova, descerra.

Corta a fita de abertura da nova aurora.

Vou escolher melhor, estou de olho aberto, desperto,

Na última volta do ponteiro do tempo, minha boa Senhora!
Beijos, beijos, a descoberto.

Sem aquela ânsia e pressa

De ir, sem motivo nenhum, embora.

 

 

Tenha paciência de esperar,

sua jornada está no fim.

Sem tais dores,você aparece.

 

Consola-me, Senhora, afinal

Choro de remorso por perder

Sem luta amor desigual

Não provoco lágrimas de doer, nem minha, ou alheia,

Mas só de tristeza pela vida cheia.

 

                                               


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