sábado, 2 de junho de 2018

VAZIO SOU FRUTO

DE MUITA TRISTEZA

 

Oh!, Meu Deus,

como são tristes os dias meus

Passa-me o sentimento de ser vazio.

Sinto-me barril de pólvora, com pavio.

 

Se o pavio queima até o fim,

o barril explode. Viramos carvões.

Ou nos chamusca a todos.

Perdi a crença, não sou humano,

tornei-me criança, virei carvão

A quem devo obediência?

Oh, Deus, porque esta leniência?

Muita suavidade, pouca ousadia

Não sei como separar trigo do pão.

 

Oh Deus, porque estou assim;

Não creio em ninguém.

Nem mesmo em mim

Uns dizem que virão, mentira.

Continuo só, sempre só.

Ninguém cumpre o que fala.

Isso cada vez mais me atrapalha,

E deixa-me todo dia - isolado

De corpo e  alma.

Observação:

Minh'Alma estala.

Vai partir, e vou me tornar, após

Num poste de luz na rua escura.

ninguém namora sob mim

Não tenho alguém comigo,

Cada qual cuida de si e dos seus.

Sou pai, avô, tio-avô,do que vale tudo isso?

Me doei muito e virei foto na parede.

Ou banner em cima do computador.

Vale o quê?

A figura paternal que chega tem maior

presença do que eu, porquê?

Ocupa bons espaços com apoio dos ex-meus!

É preferível, realmente, que eu vá embora.

 

Seria Espírito Encarnado ou Corpo Enganado,

sem chance de ser ao crematório levado

ou até mesmo à campa do velho cemitério,

por falta de gente.

Que estranhos então me levem, estou descrente.

Perdi a fé. Sou Guerreiro nada. Sou doente.

Adeus vocês que juram ser parentes.

(Flávio Anselmo maio/2018)

 

 

 

 


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Escolha a melhor forma de se identificar em Comentar como: Depois pitaque à vontade.