quinta-feira, 23 de agosto de 2018

CASINHA PEQUENINA QUE O NOSSO AMOR CONSTRUIU

 

 

A CASA DOS NOSSOS SONHOS

É FEITA DE ILUSÕES

(Flávio Anselmo - maio/2018)

 

Tu não te lembras,

ó Menina,

aquela casinha pequenina,

que nosso amor construiu,

quanto mais ele crescia,

em nossos sonhos de dia.

 

Ela tem janelas baixinhas,

pintadas de azul celeste,

da cor da blusa que vestes

enquanto pintas  e decoras,

o interior da casinha 

Pequena por fora,

grande por dentro,

Quem na rua passa pode ver

casa adentro,

pelas janelas , o que é o poder

do amor aliado ao destino.

A vida nos pôs juntos,

e juntos sonhamos esta casa.

Sonho realizado em conjunto:

destino, amor e nós dois.

Nossa casinha tem mangueiras

do lado, hortaliça na frente,

e a cerca baixa de madeira

que a separa do mundo lá fora.

O cachorrinho pulguento chora

ao ver-se tão sozinho,

deita ao lado da cadeira de vime,

Pode latir, rosnar, não é crime

Mas espera  caladinho

a chegada de seus donos.

A casinha  tem varanda

igualmente pequena, mas cabe

uma  serena noite de luar

 e violão, antes que desabe

em pranto doído da saudade

que habita nossos corações,

A casinha sem paredes internas

é feita de ilusões e emoções.

Dois quartos, duas salas,

uma para as refeições

e a outra de estar com visitas.

Um quarto é nosso, de despejo,

onde desabafamos mágoas, ânsias

e um contido desejo.

0 outro dos filhos esperados

em falsos resguardos .

Nas mangueiras de lado a lado

há lugar pra rede que  colocada

permitirá o descanso à sombra

e a leitura de bom livro adiada.

 

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