quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Eclipse é um jogo sexual


O DIA EM QUE A LUA COBRIU O SOL E  ENSINOU ÀS MULHERES COMO AMAR?
(Conto por Flávio Anselmo - agosto/18)
Atendi convite da Amazon.com.br da qual sou usuário por meio do meu Kindle, leitura virtual, escrevi o conto "O Dia em que a Lua cobriu o Sol e ensinou as Mulheres a Amar", que será enviado esta semana para Nova York. Outros contos meus já foram enviados e formarão o livro exclusivo da Amazon. Vocês que têm table ou kindle podem adquiri-lo por preços razoáveis.
Antes preciso explicar por que optei por "O dia em que a Lua ensinou as mulheres a amar".
Coisas da ficção, visto que ninguém consegue ensinar às mulheres o saudável jogo do amor puro e verdadeiro. Muito menos a Lua que vive à noite e como iria ensinar de dia? Obra de Deus.
Quando criou o mundo, Ele, também, criou a Lua e o Sol. Um reinaria à noite, brilharia ao lado das estrelas, seria cantada em versos e prosa pelos poetas,  seresteiros e enamorados. Só não esperava que eles, também, se enamorassem.
Aí complicou, pois Deus contava com a dicotomia do tempo: o Rei Sol faria o dia claro e bonito e a Rainha Lua iluminaria as noites, daria vida à escuridão forçada pelo recolhimento pra descanso do Sol.Enamorados, Lua e Sol bolaram encontros secretos, porém nem tão secretos quanto queriam. Chamavam seus encontros secretos de eclipses.
Para os  terráqueos as eclipses não eram nada secretas. Pelo contrário, aconteciam em horas marcadas e anunciadas. Na hora do clímax das eclipses quando um invade o horário do outro e o cobre totalmente, a população da Terra corre para as ruas, sobe nos morros, nas árvores dos seus quintais, e acompanha aquela consagração ao Amor Livre até o final.
O maior protagonista dos encontros é o Sol, que nunca descarta o avanço da Lua. Deixa-se dominar facilmente e no instante da cobertura, seus raios que iluminam a Terra, ficam escondidos.Então, uma imensa escuridão projeta-se sobre a Terra fazendo o dia tornar-se noite. Os habitantes do planeta terra rebelaram-se reclamaram com Deus, que proibiu tais encontros amorosos. Não haveria mais em eclipse da Lua à noite, nem eclipse do Sol de dia. Mas a ordem não foi cumprida.
Com o passar do tempo, a Lua notou que o Sol aproximava mais da Terra, decidido a namorá-la. Morta de ciúmes,  a Lua resolveu invadir  o horário do Sol para vingar-se da Terra com uma Eclipse duradoura. Cochichou no ouvido do Sol que topou a parada. Certo dia ensolarado, com os humanos nas praias e nas jornadas de prazer, a Lua comentou:
"É hoje".
Atravessou as poucas nuvens e foi em direção ao Sol. Sem delongas, cobriu-o. Era Lua cheia, muito cheia e o Sol se encolheu para cobertura de  amor.
A Terra escureceu-se e espalhou o manto negro para todos os cantos. Os casais que aproveitavam o dia claro de raios solares, gostaram mais da noite escura, do friozinho aconchegante e rolaram pelo tapete, sofá, cama, enfim, tudo que permitia a capotagem do  casal apaixonado. Resolveu copiar a Lua.
O mundo todo amou e aumentou razoavelmente a população infantil. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Escolha a melhor forma de se identificar em Comentar como: Depois pitaque à vontade.